25 fevereiro 2017

[Critica] LOGAN


Num futuro próximo, um Logan cansado cuida de um Professor X debilitado, escondido na fronteira mexicana. Mas as tentativas de Logan de esconder-se do mundo e de seu legado acabam quando um jovem mutante chega, perseguida pelas forças sombrias.




O que nós achamos?
IAN:
17 anos depois do lançamento do primeiro filme da franquia, nos deparamos com um Logan mais maduro. O ano é 2029, e a população mutante já é quase inexistente, e o grande professor Xavier, que outrora comandava os X-Men, se posso usar essa palavra, decrépito, doente, seus poderes e sua força não são um por cento do que eram alguns anos atrás.

Nesse novo e ultimo filme com o qual contamos com a presença do australiano Hugh Jackman interpretando o lendário Wolverine,  nos deparamos com o mesmo entregue a bebida e se sustentando tendo como trabalho ser motorista. Tempos difíceis estão se passando, e as incríveis habilidade de cura e regeneração de Logan não são o que foram antes.  Nesse filme tudo está mais avançado, a idade dos nossos personagens, e todo o brilho que os mutantes tinham, o poder, a força, e chego a dizer, a glória de ter como colocar o mundo ao seu redor nos eixos, tudo isso se esvaiu e agora o que restou é um mundo no qual há anos não se nasce um mutante, e os que restam, são forçados a se esconderem.
 
O que realmente impressiona nesse longa, é a presença de violência tão explicita, onde sangue e mais sangue jorram como manancial pela tela, e os palavrões se tornaram dialeto comum entre os personagens.
A chegada de uma garota, nossa queridinha X-23 , que já era aguardada pelo médium Xavier há muito tempo, que através de uma estranha mulher que pede para que ela seja levada a fronteira canadense, nos dirige a um filme de estrada, entre o nosso protagonista, e a pequena Laura, que passa grande parte do filme calada, se expressando através de expressões de raiva, curiosidade ou descontentamento.
Vemos claramente um Logan mais humano nesse filme, e durante a coletiva de imprensa aqui em São Paulo, logo a pós a cabine de imprensa, esta que contou com a presença do próprio Hugh Jackman, o mesmo nos revela algo que podemos ter percebido neste longa, ‘’Logan não tem medo de seus inimigos, seu maior medo é criar laço de afeto’’...- E isto se torna claro após a chegada da X-23.

Em minha opinião o filme é ótimo, conta com um elenco incrível, peca em alguns quesitos,  sonoplastia funciona perfeitamente nos trailers, mas no filme em si, funciona OK.
Então, nesse novo filme, o que predomina é o sentimento, a humanidade e fraqueza de um dos mutantes mais poderosos que já existiu, um lado até então desconhecido, dentro do homem com esqueleto de adamantium.

MAISA:

Não sei nem como escrever sobre esse filme, então vou começar pela história de que nunca curti super heróis e afins até o primeiro filme do Wolwerine. Logan sempre foi um personagem que tive apego, seja por seu lado quase não humano, como sua falta de talento em interagir com pessoas, suspeitava que tinha um motivo para ele ser como era.Vamos de fato ao filme?

O filme começa mostrando a imagem de um super herói decaído, demonstrando sinais de fraquezas e debilitado, em 2024 os X-Men não existem mais e há 25 anos não surge um novo mutante. Logan está isolado do mundo,  afastado do mundo e da cidade ele trabalhando como motorista de limousine(isso mesmo que você leu!)para cuidar do nosso lendário Xavier e quem o ajuda é um mutante muito frágil Caliban, afinal nem mesmo ao Sol esse ser pode ir.


Tudo ia relativamente normal até o dia em que uma mulher chamada Gabriela aparece na vida de Logan, contando que por fim dará fim a sua angustia, ela o encontra e pede ajuda a Wolwerine, mas lembrando que meu mutante favorito está aposentado...

Sem ter dado muito ideia para Gabriela, ele é confrontado por um mercenário Donald Pierce que quer sua ajuda para encontrar Laura Kinney, ou melhor a mutante X-23. A partir daí toda calmaria que Logan tinha em sua pacata vida de aposentado acaba e de fato nada será como antes.

Logo Logan se vê envolvido novamente no muno dos mutantes, já que recriaram em laboratório uma criança que possui as mesmas características de mutação de Wolwerine. Laura obviamente terá menos sentimentos e estará pronta para matar, aparentemente ela é um ser sem emoções e ávida por sangue. A classificação ter sido direcionada a maiores de 18 anos, o diretor James Mangold não poupou nas cenas com braços sendo cortados e muito sangue jorrando, então vá preparado para ver cenas fortes e bastante violentas.

Xavier tenta convencer Logan a ficar com Laura, mas ele insiste que não e numa tentativa desastrosa em deixar a menina para trás, vemos uma doce e encantadora menina que mal fala acabar com um exército inteiro de soldados dispostos a capturá-la. E acreditem ela se regenera muito mais rápido que Logan e tem outros atributos que a espécie original.
A partir daí teremos uma batalha para recuperar Laura e um Logan disposto a tudo para salvá-la.

Irei abster de detalhes técnicos e do filme com o único intuito de não ultrapassar o limite e dar spoiler, mas esse filme foi uma despedida aquém do esperado, onde realmente vi toda a essência de Logan. Eu ri, chorei e sofri de apreensão com o fim iminente dessa saga, mas meus caros nos últimos 15 minutos de filme eu chorei e fiquei assim até o término desta jornada.

Deixarei um agradecimento com lágrima nos olhos ao meu eterno Wolwerine, Hugh Jackman que nesse grand finale deu o tom ideal de humanidade, realismo e sofrimento do personagem Wolwerine. Faço o mesmo a Patrick Stewart que com um brilhantismo incrível deu um sopro de vida ao debilitado e amado Professor Xavier.

Enfim, vão ao cinema e chorem, assim como pude ouvir prantos numa sala lotada de críticos, garanto que você irá se emocionar!


Trailer:




Um comentário

  1. Apesar de nunca ter sido tão ligada assim em super heróis, sempre gostei do Wolverine. E se eu tinha alguma dúvida sobre ele ser capaz de ter sentimentos nobres, nesse filme vi que sempre teve sim!!!!

    Muito emocionante!

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