[News]23º FIL: espetáculos nacionais e internacionais no CCBB
Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Banco do Brasil apresentam:

FIL - FESTIVAL INTERNACIONAL INTERCÂMBIO DE LINGUAGENS 2026: A Poética dos Imaginários leva ao CCBB espetáculos premiados, marionetes, artes digitais, música, cinema, ópera, circo e experiências imersivas de 17 a 27 de setembro
Reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, o Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens chega à 23ª edição com espetáculos do Chile, Argentina, Espanha e de diversos estados brasileiros
(foto Manuela Bertol) Teatro Kasperl e a cerveja do papa
O que pode nascer de uma bancada de madeira, um punhado de farinha, uma caixa impossível de abrir ou um mapa digital de Santiago? No FIL – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, a resposta está no imaginário e nas linguagens. Em sua 23ª edição, a programação ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB Rio), de 17 a 27 de setembro de 2026, com uma programação que aproxima teatro de formas animadas, marionetes, música, circo, ópera, cinema e artes digitais. Com o tema “A Poética dos Imaginários”, o FIL reúne artistas da Argentina, Chile e Espanha, além de representantes de diferentes estados brasileiros. O Fil é realizado pela Borogodó Empreendimentos Culturais, faz parte da programação da Semana de Arte do Rio, conta com o patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e parceria do Canal Curta. Confira os locais de retirada de ingressos em https://linktr.ee/filfestival .
Idealizado e dirigido por Karen Acioly, o FIL foi reconhecido em 2025 como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Ao longo de mais de duas décadas, o festival tornou-se também um espaço de formação de público e de encontro entre diferentes gerações e linguagens artísticas.
“O FIL, para além da programação, se reconhece como um território simbólico e um espaço de produção de sentidos, de encontros notáveis de partilha cultural, de sensibilização e de formação, onde o instante vivido se transforma em tempo poético; a experiência em memória, o imaginário como força criativa, viva de ressonância e repercussão da arte multicultural”, explica Karen Acioly.
(foto:Roni Isola) O espetáculo chileno Reminiscência abre o FIL no Teatro I do CCBB RIO
Entre os destaques internacionais está “Reminiscência”, do chileno Malicho Vaca Valenzuela, que abre o festival no Teatro I. Criado a partir do confinamento provocado pela pandemia, o espetáculo mistura teatro documental e artes digitais para investigar memórias pessoais e coletivas de Santiago, passando por histórias familiares, amores, conflitos sociais e marcas das ditaduras. Um mapa digital transforma a cidade em território de lembranças — e levanta uma pergunta inquietante: o que restará de nós quando não estivermos mais aqui? A obra já foi premiada em diversos festivais internacionais.
(foto: Raimon Ruiz) – Espetáculo espanhol NIL
A Espanha está representada por NIL, espetáculo premiado no Festival Titirijai. Marionetes de fio, um ator, artefatos eletrônicos, explosões e elementos que se constroem e se destroem compõem uma viagem poético-musical sobre os ciclos dos quais nem sempre conseguimos escapar. A imagem de uma pessoa tentando abrir uma caixa que parece impossível de decifrar transforma-se em metáfora para o enfrentamento de si mesmo.
(foto: Luciana Reynal Machado) - Con un kilo de harina da Argentina
Da Argentina vem “Con un kilo de harina”, vencedor do prêmio de Melhor Espetáculo de Objetos na FETEN 2022. Em cena, um único ator transforma farinha e utensílios de cozinha em imagens, personagens e paisagens para contar a trajetória de Giuseppe, jovem que migra para a Argentina em busca de um futuro melhor. Entre nostalgia, esperança e memória, a montagem percorre três gerações de uma família de migrantes e faz de uma simples bancada de madeira uma espécie de tela mágica. A obra é indicada para crianças a partir de 6 anos.
Programação Nacional
(foto: Thomas Nicol) – Bloco do Passo na França em 2018
30 anos d’O Passo em cena
Um dos momentos especiais desta edição é a celebração dos 30 anos d’O Passo no FIL – reencontros cênico - musicais, método brasileiro de educação musical criado por Lucas Ciavatta. A homenagem reúne integrantes de diferentes gerações.
O projeto terá dois momentos: o Guarnicê d’O Passo, na Rotunda do CCBB, com Lucas Ciavatta, Daniela Ferreira, Bela e Rosa Ciavatta, e o Reencontro O Passo no FIL, resultado de um processo de criação coletiva com oito ex-integrantes dos grupos d’O Passo. Canções, palmas, movimento e percussão percorrem ritmos como Boi, Maracatu e Coco, em apresentações que também convidam o público a participar.
Criado no Brasil, O Passo é atualmente a única metodologia do Sul Global indicada pela Filarmônica de Paris, sendo utilizada em espaços que vão do Conservatório Nacional de Música de Paris a oficinas de percussão da Mangueira e do Salgueiro, universidades, institutos federais e escolas indígenas no Acre.
Marionetes para falar de envelhecimento, infância, rap e até um roubo de calcinhas
A programação nacional também aposta na capacidade das formas animadas de tratar de temas tão diversos quanto memória, envelhecimento, identidade e humor.
Em “Grande Circo Grandevo”, de São Paulo, uma trupe de artistas circenses envelhecidos precisa reinventar seus números a partir das possibilidades e dos limites de seus próprios corpos. As marionetes transformam o envelhecimento em matéria de criação, humor e poesia.
(foto: Vivian Gradela) O premiado espetáculo Azul está na programação do Festival
Já “Azul”, do Rio de Janeiro, acompanha Violeta, uma menina de 4 anos que tenta encontrar maneiras de se conectar com o irmão, que vivencia o mundo de forma singular. A música torna-se ponte entre os dois em uma montagem que aborda o transtorno do espectro autista pelo olhar infantil. Vencedora do Prêmio APCA de Espetáculo do Ano e do Prêmio APTR de Melhor Espetáculo, a peça é indicada para crianças a partir de 4 anos.
(foto: foto Lais Cupoli) – Batalha Oroboro
Para o público jovem, “Batalha Oroboro – rap”, repente, resistência aproxima as batalhas de rima do hip hop dos embates do repente nordestino. A partir do encontro entre Lyz, uma MC cega, e seu avô, poeta nordestino que migrou para São Paulo, o espetáculo conecta diferentes tempos e tradições da poesia oral.
E há espaço também para o humor mais irreverente. Em “O Incrível Ladrão de Calcinhas”, o detetive Bill Flecha recebe uma cliente que teve sua peça íntima roubada. O que parecia um crime banal rapidamente se transforma em uma trama noir cheia de suspeitos, crimes e becos escuros.
De Santa Catarina vem ainda “O Velho Lobo do Mar”, aventura de marionetes em que Charlie, perdido em uma ilha no Atlântico, enfrenta situações inusitadas em busca de alimento, tesouro e até amizade com uma orca. Kasperl e a Cerveja do Papa, também catarinense, aposta no humor ao colocar um frei beberrão, um mosteiro e a visita do Papa no centro de uma confusão envolvendo o melhor barril de cerveja da região.
Arte digital para atravessar outros mundos
A tecnologia ganha espaço em Multimundos FIL, experiência que reúne seis propostas imersivas de artistas das artes digitais e convida o público a atravessar universos em que arte, tecnologia, imagem, corpo e percepção se misturam.
Entre elas estão “Raízes Cósmicas”, de Crisia e Plinio Hit, que conduz o público por um universo onírico ligado às energias femininas e à natureza; “Astronauta Patrusko”, de Nilton Mendonça, sobre um astronauta brasileiro que desembarca em Marte; e “Nova Fronteira”, de Dario Melo Maciel, em que um anjo chamado Maria é acordado para receber um presente de aniversário.
O festival também apresenta a Mostra de Curtas Ibero-Americanos, em parceria com o IberCultura Viva, reunindo produções de diferentes países sobre infâncias e mundos contemporâneos, com bate-papos entre público e realizadores. A programação cinematográfica inclui ainda uma mostra dedicada à infância do cineasta mineiro Alan Minas, com obras como A Família Dionti e A Língua das Coisas.
Ópera, canto e encontros
A música aparece também em Coro na Roda canta e dança Cosme e Damião, experiência coletiva que transforma voz, escuta e musicalidade em espaço de convivência entre diferentes gerações.
Outra atração é Larilá, experiência de leitura musicada de uma ópera para crianças, com libreto de Karen Acioly e partitura original de Arrigo Barnabé. A história acompanha Larilá, uma vendedora de mariolas, e seu irmão João em um encontro com um autor de livros infantis. O livro será lançado durante o festival.

A programação se estende ainda para a formação e a reflexão, com Seminário de Literatura Infantil e Dramaturgia, em parceria com o NELIJ/UERJ; Colóquio Internacional de Marionetes e Formas Animadas, reunindo representantes de festivais do Brasil, Chile, Portugal, Espanha e Argentina; e uma oficina para profissionais conduzida pelo reconhecido marionetista argentino Fernan Cardama.
Uma característica atravessa toda a programação: os espetáculos do FIL são seguidos de bate-papos com os artistas, aproximando espectadores dos processos de criação e ampliando a experiência para além da cena.
Ao reunir artistas de diferentes países, gerações e linguagens, o FIL reafirma sua vocação de criar encontros. No festival, uma marionete pode virar personagem, uma tela pode virar memória, uma bancada pode virar paisagem e uma experiência digital pode abrir uma porta para outro mundo. É nessa passagem entre aquilo que se vê e aquilo que se imagina que se constrói a poética do FIL.
Atividades formativas e mediação cultural
O projeto Observadores FIL, em parceria com a Escola de Comunicação da UFRJ, convida estudantes de jornalismo a vivenciar e registrar o festival.
“A poética dos imaginários do FIL parte da compreensão de que nenhuma linguagem existe isoladamente: uma linguagem traz muitas outras dentro dela. Uma imagem pode despertar um som, um gesto pode abrir uma narrativa, uma palavra pode provocar uma memória e criar novos mundos”, define Karen Acioly, que completa: “É quando começamos a imaginar a partir do que vemos, participamos e vivenciamos; quando fazemos parte de uma criação e somos convidados a inventar novos sentidos para aquilo que se apresenta.”
(Crédito: Renata Duharte - Aralume Fotografia) – Karen Acioly
Karen Acioly
Inventora, diretora geral e curadora do FIL - Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens
Dramaturga, Pesquisadora, Curadora, Diretora e Roteirista. Autora de livros infantis, textos teatrais, roteiros, libretos e um monte de outros escritos. Doutora e Mestra em Educação (UFF), Mestre em Mídias Criativas (UFRJ) e Maîtrise em Études Théâtrales (Sorbonne Nouvelle – Paris 3), especialista em artes multidisciplinares criativas, com ênfase em artes cênicas, visuais, audiovisuais e digitais para novos públicos. Recebeu diversos prêmios em literatura e teatro. Cofundadora da Red Internacional Cultura Infância, da Rede FIBRA (Festivais Internacionais Brasileiros para Crianças e jovens), do Grupo Nacional Cultura Infância e criadora, diretora geral e curadora do FIL – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, que foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro em 2025.
FIL - Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens em parceria com a 1ª Edição Semana de Arte do Rio
Entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reunirá festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação reúne tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, que refletem a diversidade e a produção artística contemporânea.
Concebida como uma plataforma continuada de integração de políticas culturais, a Semana de Arte do Rio articula cultura, turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo em uma estratégia compartilhada da Prefeitura para fortalecer o ecossistema cultural da cidade. Ao integrar festivais, instituições culturais, artistas e agentes do setor em uma programação calendarizada, diversificada e articulada, a iniciativa amplia o alcance das ações culturais, promove a ocupação qualificada dos espaços públicos e reforça a posição do Rio de Janeiro como referência nacional e internacional na produção artística contemporânea.
Durante doze dias, espaços culturais, museus, centros culturais, teatros, galerias e equipamentos públicos da região central receberão uma programação integrada que valoriza o patrimônio material e imaterial da cidade, estimula a circulação de artistas e públicos e fortalece a economia da cultura.
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Patrocínio: Prefeitura do Rio - Secretaria Municipal de Cultura
Realização: Borogodó Empreendimentos Culturais e Banco do Brasil
Sobre o CCBB RJ
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.
Serviço
FIL - Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens – A Poética dos Imaginários
De 17 a 27 de setembro de 2026
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio)
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ
Classificação indicativa: de acordo com cada espetáculo
Cinema - entrada gratuita - Retire seu ingresso na bilheteria no site bb.com.br/cultura
Rotunda - livre acesso aos passantes e público interessado em geral.
Sala 26 + auditório do 4º andar - entrada gratuita (com senha e inscrições através da Sympla)
Teatros I, II e III - Ingressos a preços populares (inteira R$30,00 / meia R$ 15,00)
Mais informações em bb.com.br/cultura
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Programação completa: www.fil.art.br
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