[News] Ivy Menon lança “Ratos e estrelas habitam o mesmo universo” na Bienal do Livro de São Paulo
Romance de autora de 68 anos, ex-boia-fria, advogada, jornalista e teóloga, aborda o absurdo, a liberdade, as violências e a indiferença a partir da trajetória de duas jovens que escolhem viver intensamente
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo será palco do lançamento de “Ratos e estrelas habitam o mesmo universo”, novo romance de Ivy Menon (@menon_ivy), no dia 8 de setembro, às 11h, no estande K45 da Editora Patuá. Aos 68 anos, a autora apresenta uma narrativa inspirada na ideia do “homem absurdo”, de Albert Camus, e acompanha Betina e Mariana, duas jovens que se revoltam contra a resignação ao destino e escolhem viver intensamente, sem esperança ou ilusão.
O romance se constrói a partir de quatro eixos: o absurdo existencial, as violências estruturais e domésticas, a emancipação feminina pelo corpo e pelo desejo e a fratura de classe. No livro, ratos e estrelas funcionam como imagens de mundos que coexistem de forma desigual: de um lado, os invisíveis e os meninos de rua; de outro, os privilegiados que acreditam que o mundo lhes pertence.
A motivação para escrever a história, segundo Ivy, veio da observação dos jovens e de sua relação com o prazer, a experiência e a urgência diante da finitude. “A motivação veio da imagem dos jovens de hoje e de sempre dançando entre o hedonismo e a urgência de viver e experimentar tudo, todo o prazer possível, já que a morte é a única certeza”, afirma.
A escrita do romance se estendeu por cerca de três anos, em um processo fragmentado que, segundo a autora, dialoga com a própria estrutura da narrativa. Ivy descreve a experiência como um mergulho nas personagens e em si mesma: “Precisei ter coragem para descer aos porões das minhas personagens e também aos meus próprios”. O resultado é uma prosa que combina lirismo e crueza, atravessada também por referências à poesia e à filosofia.
A narrativa não linear acompanha as personagens por um universo marcado pelo caos, pelos conflitos e pelas contradições das relações humanas. Betina e Mariana transitam por situações em que as fronteiras entre vítimas e algozes se tornam menos definidas, enquanto o livro coloca em questão os preconceitos, dogmas e formas de indiferença que atravessam a experiência social.
Para Ivy Menon, a indiferença é a maior das violências. No romance, essa ideia aparece tanto na maneira como Betina e Mariana ignoram os meninos da sarjeta quanto na forma como a própria sociedade as ignora. “Quando Betina e Mariana ignoram os meninos da sarjeta, ou quando a sociedade as ignora, o ciclo de desumanização se perpetua”, afirma.
O livro também marca, para a autora, um processo pessoal de ruptura. Escrever a obra, conta Ivy, significou enfrentar a personagem “Elisabeth” que existia nela, associada à formalidade e às expectativas, para deixar emergir a “Betina”, personagem que dança sobre o caos. “Transformou-me profundamente porque me obrigou a encarar meus próprios ‘quartos impenetráveis’”, diz.
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo será palco do lançamento de “Ratos e estrelas habitam o mesmo universo”, novo romance de Ivy Menon (@menon_ivy), no dia 8 de setembro, às 11h, no estande K45 da Editora Patuá. Aos 68 anos, a autora apresenta uma narrativa inspirada na ideia do “homem absurdo”, de Albert Camus, e acompanha Betina e Mariana, duas jovens que se revoltam contra a resignação ao destino e escolhem viver intensamente, sem esperança ou ilusão.
O romance se constrói a partir de quatro eixos: o absurdo existencial, as violências estruturais e domésticas, a emancipação feminina pelo corpo e pelo desejo e a fratura de classe. No livro, ratos e estrelas funcionam como imagens de mundos que coexistem de forma desigual: de um lado, os invisíveis e os meninos de rua; de outro, os privilegiados que acreditam que o mundo lhes pertence.
A motivação para escrever a história, segundo Ivy, veio da observação dos jovens e de sua relação com o prazer, a experiência e a urgência diante da finitude. “A motivação veio da imagem dos jovens de hoje e de sempre dançando entre o hedonismo e a urgência de viver e experimentar tudo, todo o prazer possível, já que a morte é a única certeza”, afirma.
A escrita do romance se estendeu por cerca de três anos, em um processo fragmentado que, segundo a autora, dialoga com a própria estrutura da narrativa. Ivy descreve a experiência como um mergulho nas personagens e em si mesma: “Precisei ter coragem para descer aos porões das minhas personagens e também aos meus próprios”. O resultado é uma prosa que combina lirismo e crueza, atravessada também por referências à poesia e à filosofia.
A narrativa não linear acompanha as personagens por um universo marcado pelo caos, pelos conflitos e pelas contradições das relações humanas. Betina e Mariana transitam por situações em que as fronteiras entre vítimas e algozes se tornam menos definidas, enquanto o livro coloca em questão os preconceitos, dogmas e formas de indiferença que atravessam a experiência social.
Para Ivy Menon, a indiferença é a maior das violências. No romance, essa ideia aparece tanto na maneira como Betina e Mariana ignoram os meninos da sarjeta quanto na forma como a própria sociedade as ignora. “Quando Betina e Mariana ignoram os meninos da sarjeta, ou quando a sociedade as ignora, o ciclo de desumanização se perpetua”, afirma.
O livro também marca, para a autora, um processo pessoal de ruptura. Escrever a obra, conta Ivy, significou enfrentar a personagem “Elisabeth” que existia nela, associada à formalidade e às expectativas, para deixar emergir a “Betina”, personagem que dança sobre o caos. “Transformou-me profundamente porque me obrigou a encarar meus próprios ‘quartos impenetráveis’”, diz.
Sobre a autora
Ivy Menon, 68 anos, nasceu em Cornélio Procópio (PR) e escreve poesia, crônicas e contos. Foi boia-fria até os vinte anos, período em que se aproximou da literatura por meio dos clássicos disponíveis nas bibliotecas da escola e da Prefeitura Municipal. É bacharel em Direito, com pós-graduação em Filosofia e Teoria do Direito, além de jornalista e teóloga.
Publicou os livros de poesia “Flores Amarelas” (2006, Editora Multifoco), “Matemática das Algemas” (2021, Camino Editorial) e “Olhos de mandrágora” (2024, Editora Patuá); o livro de crônicas “Asas de terra e sangue” (2021, Editora Arribaçã); e o romance em parceria “Mar fechado Mar aberto” (Rizoma Projetos Editoriais). Atualmente, mora em Rio Negro (PR).
Agenda
Evento: Lançamento de “Ratos e estrelas habitam o mesmo universo”, de Ivy Menon
Data: 8 de setembro de 2026 (terça-feira)
Horário: 11h
Local: 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, estande da Editora Patuá (K45)
Endereço: Distrito Anhembi, São Paulo (SP)


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