[News]Adonai, vocalista do Cidade Verde Sounds, convida Alborosie para “Originais”
Adonai, vocalista do Cidade Verde Sounds, convida Alborosie para “Originais”
Com produção de DJ Gustah, faixa chega às plataformas nesta sexta-feira (4) com videoclipe, após os artistas dividirem uma turnê pelo Brasil
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Depois de levar o Cidade Verde Sounds aos principais palcos do país e até aos estúdios Tuff Gong, fundados por Bob Marley na Jamaica, Adonai assina em nome próprio um encontro com uma das vozes mais reconhecidas do reggae internacional. Nesta sexta-feira (4), o cantor lança “Originais”, parceria com Alborosie, artista italiano radicado na Jamaica que ajudou a projetar o reggae contemporâneo para além das fronteiras da ilha. Produzida por DJ Gustah, da 2050, a faixa chega acompanhada de videoclipe.
A aproximação ganhou força depois que Adonai e Alborosie dividiram uma turnê pelo Brasil em 2025. O encontro entre os dois não se limita, porém, a uma participação internacional: reúne artistas que construíram suas identidades a partir da tradição jamaicana sem abrir mão das próprias origens. É justamente dessa ideia que nasce “Originais”, uma celebração de quem reconhece a história do reggae, mas não se contenta em apenas reproduzi-la.“‘Originais’ é a realização de um sonho. Gravar com alguém como o Alborosie simboliza que estamos fazendo as coisas do jeito certo”, resume Adonai.
Embora seja lançada como Adonai — e não como Cidade Verde Sounds —, a música não representa uma ruptura com o grupo. “O single amplia a discografia que o cantor desenvolve em seu próprio nome paralelamente à banda, da qual continua sendo vocalista. Essa trajetória autoral inclui o álbum “Quimera”, lançado em 2019 com participações de nomes como Sizzla, Negra Li, Luccas Carlos e Fábio Brazza.
“Apesar da música sair como Adonai, o Cidade Verde continua firme e forte! Neste momento estou focando um pouco na minha carreira solo, mas a banda continua com sua missão,”, explica o artista.
A presença da banda no título de sua história está longe de ser apenas uma referência biográfica. À frente do Cidade Verde Sounds, Adonai participou da construção de uma das trajetórias mais consistentes do reggae brasileiro das últimas décadas. O grupo soma mais de 60 milhões de reproduções no Spotify, outros 60 milhões de visualizações no YouTube e 240 mil inscritos no canal, números que ajudam a dimensionar uma obra capaz de aproximar o reggae do rap, da música urbana e de uma nova geração de ouvintes.
Essa história começou a ganhar projeção nacional com trabalhos como “Reggae Presidente” (2011) e “Missão de Paz” (2013). Pouco depois, o Cidade Verde Sounds viajou à Jamaica para registrar “In Jamaica” dentro do Tuff Gong Studios, transformando uma referência musical em experiência concreta. Em 2024, o grupo retomou um dos capítulos centrais de sua discografia no audiovisual “10 Anos de Missão de Paz”, produzido por Daniel Ganjaman, com 18 faixas e participações de Planta e Raiz, Rael, Marina Peralta, Fábio Brazza e MC Kako.
Em “Originais”, essa bagagem encontra Alborosie, nome artístico de Alberto D’Ascola. Nascido na Sicília e radicado na Jamaica desde o início dos anos 2000, o cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista tornou-se um dos principais representantes internacionais do reggae de sua geração. Canções como “Kingston Town”, “Herbalist”, “Still Blazing” e “Rastafari Anthem” atravessaram públicos e territórios, enquanto colaborações com nomes como Buju Banton, Chronixx, Beres Hammond, Kabaka Pyramid, Jo Mersa Marley e The Wailers consolidaram sua presença dentro da cultura jamaicana. Em 2011, ele venceu o MOBO Awards de Melhor Artista de Reggae.
A produção de DJ Gustah, parceiro histórico de Adonai e integrante da 2050, funciona como ponto de ligação entre esses dois percursos. Responsável por trabalhos que transitam entre reggae, rap e música urbana, o produtor preserva em “Originais” o peso da tradição que aproxima Adonai e Alborosie, mas conduz a faixa a partir de uma linguagem contemporânea.
Mais do que um encontro de currículos, “Originais” coloca frente a frente duas trajetórias construídas entre países, cenas e gerações diferentes. De um lado, um artista que ajudou o reggae brasileiro a ampliar seu alcance e seu diálogo com o rap; do outro, um músico europeu que fez da Jamaica sua casa e conquistou reconhecimento dentro de uma cultura que escolheu viver profundamente. O ponto de encontro está no próprio título: originalidade, aqui, não significa negar as influências, mas transformá-las em identidade.

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