[News]SEGUNDA EDIÇÃO DE DIÁLOGOS CIRCULARES ESG – TURISMO & ENTRETENIMENTO INSERE A ECONOMIA CRIATIVA NA PAUTA DA SEMANA DO MEIO AMBIENTE

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SEGUNDA EDIÇÃO DE DIÁLOGOS CIRCULARES ESG – TURISMO & ENTRETENIMENTO INSERE A ECONOMIA CRIATIVA NA PAUTA DA SEMANA DO MEIO AMBIENTE

Novo encontro reuniu 26 debatedores da Economia Criativa na última quarta-feira, dia 27 de maio, na Casa de Inovação da PUC-Rio.

Formato do evento, privilegiando o diálogo entre os presentes, gerou integração e interesse pelos temas expostos, valorizando a experiência de cada um

Rodas de conversa com profissionais que movem a Economia Criativa no Estado do Rio de Janeiro consolidaram o formato de Diálogos Circulares ESG – Turismo & Entretenimento. Em sua segunda edição, realizada na última quarta-feira, dia 27 maio, na Casa de Inovação, da PUC-Rio, as rodas de conversa – elegantes e sinceras, emocionadas e firmes – mostraram que baixo orçamento e equipe reduzida não impedem ações e inovações em prol do meio ambiente, da sociedade e dos territórios. A Casa ficou cheia ao longo de todo o dia e houve integração e identificação entre palestrantes e plateia.

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Betina Dowsley e Silvana Espírito Santo
Idealizadoras de Diálogos Circulares ESG - Turismo & Entretenimento


A abertura da segunda edição de Diálogos Circulares ESG – Turismo & Entretenimento ficou a cargo de Denise Tarin, Procuradora de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, criadora do Projeto Morte Zero-MPRJ, que aproveitou a ocasião para falar sobre o Grupo de Trabalho que foi constituído a partir do primeiro encontro com o Parque de Inovação da PUC-Rio, com ações voltadas para a Diversidade e Inclusão na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O primeiro município a receber os programas Juventude Climática, Saúde Mental e Desastres, Design Urbano e Adaptação às Mudanças Climáticas é Petrópolis. Denise reforçou que o objetivo é expandir as iniciativas do GT a outros municípios suscetíveis a desastres socioambientais. Em seguida, foi a vez da consultora em acessibilidade em projetos de audiodescrição Cida Leite de contribuir com seu testemunho de situações que encontra em eventos e atrativos turísticos, com foco em sua experiência como pessoa com deficiência visual e com pouca mobilidade. Alertas importantes que precisam ser levados em conta não só no Turismo e no Entretenimento, mas em todas as atividades e situações cotidianas.

O primeiro painel deu sequência ao debate inicial com o tema “A Comunicação e as pessoas: diversidade e acessibilidade”. Para abordar um tema tão sensível, contamos com a especialista em audiodescrição e fundadora da Inclusive Acessibilidade Georgea Rodrigues, e Mariana Bruno e Marcos Luca Valentim, respectivamente Gerente Sênior de Diversidade e Inclusão e Comentarista do Esporte e liderança do grupo étnico-racial, ambos da Globo. Em um dos trechos de sua participação, o jornalista e fundador do Ubuntu Esporte Clube fez uma reflexão importante sobre como propagar e colocar em prática novos hábitos na rotina das empresas e da sociedade:

- Se a gente sabe que tem um problema, sabe dar nome ao problema, sabe identificar o problema, falta querer mudar de fato! E lógico que querer mudar passa por educação. Só saber o que está acontecendo não quer dizer que você tenha o ensejo de mudar, você não foi educado para isso. Você foi educado para acreditar que tem uma diferença, um problema, mas é assim. Está posto assim. Se está posto assim e eu fui educado que isto é o normal, vou mudar por quê? É aí que entra a educação – afirmou Marcos Luca, convidando à reflexão.

O segundo painel não poderia ser mais oportuno: “Educação: na base e na prática”. Para falar sobre isso, foram convidadas três profissionais com experiências diversas no assunto. A pesquisadora e cofundadora da Fubá Educação Ambiental Flávia Thiemann falou sobre o aplicativo BoRa, criado com o objetivo de tratar de sustentabilidade de forma leve, com imagens, curiosidades, geolocalização e gamificação a fim de atingir um público diverso. Gestora ambiental, Janice Caetano apresentou os desafios que enfrenta à frente do Instituto Caminho da Roça para levar cultura a crianças e jovens de Secretário, na região serrana do Rio. O Ensino Superior não poderia ficar de fora dessa conversa. Agnieska Latawiec, professora e pesquisadora do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-Rio, contou como concilia a academia e suas atividades à frente do Instituto Internacional de Sustentabilidade, que atua na formação de líderes climáticos.

Uma coisa que fica clara com o painel “Gestão de resíduos: o luxo do lixo”, especialmente com a experiência do fundador do Ciclo Orgânico Lucas Chiabi, é a

força e a perseverança de um líder. Lucas é entusiasta da compostagem, dedica-se a transformar “lixo orgânico” em adubo com coletas domiciliares, que hoje atendem mais 4500 famílias no Rio de Janeiro. Ele revelou que seu sonho de criança era ser motorista do caminhão de lixo e que hoje deseja fortemente que, um dia, cascas e restos de alimentos sejam tratados como recursos valiosos ao invés de lixo. Tudo isso com brilho nos olhos de quem sabe o que quer! A seu lado, Andrea Albuquerque contou como é seu trabalho de gestora de resíduos de hotéis Aretê e Villa Rasa, em Búzios, a partir de uma trajetória comprometida com a transformação de resíduos em arte. Representando a outra ponta, a Supervisora de Sustentabilidade do Grupo Cataratas Gabriela Gonçalves explicou como a empresa administra seus resíduos e promove a conscientização do público.

Após a pausa para almoço, o assunto foi “Metas, desafios e certificações em cena”, com três mulheres potentes que buscam a sustentabilidade em projetos de pequeno, médio e grande porte. Em sua primeira participação, a Gerente de Sustentabilidade Operacional do Rock World, Letícia Freire, fez questão de explicar que seus orçamentos e equipe não são enormes e que precisa usar criatividade e contar com parceiros para alcançar o resultado desejado, como a ação desenvolvida com uma cervejaria e uma empresa de refrigerantes que deram brindes a quem devolvia os copos nas lojas do evento. Resultado: nenhum copo no chão ao final dos shows, afastando o pesadelo da foto de final de evento com quantidade enorme de lixo deixado no terreno. No mundo de hoje, em que imagem é tudo, a Diretora do Megadiverso Instituto Cultural Marina Piquet e a idealizadora do Festival Desapeque-se Prem Karima falaram de suas estratégias para sensibilizar patrocinadores e produzir eventos e exposições inclusivas e sustentáveis, orientando e buscando certificações ISO 20121.

O painel 5 reforçou um grito que ecoa há mais de 30 anos no imaginário brasileiro: a gente não quer só comida, a gente quer “Comida, diversão e arte”! E isso vale para o cenógrafo, fundador e diretor da Spectaculu Gringo Cardia; a musicista e criadora do Uaná Eté Jardins Culturais, Cristina Braga; e para a norte-americana Katie Weintraub, representante do She Changes Climate Brasil e Diretora de Parcerias e Projetos da Sinal do Vale. Os três emocionaram os presentes com suas histórias e batalhas por justiça climática e social, cada um no seu campo de ação. Gringo contou que a Spectaculu traz jovens de 17 a 21 anos das periferias e das favelas do Rio para ter uma experiência com arte, tecnologia e consciência crítica. Para esse público, “a ecologia passa pela autoestima. Nesse sentido, a Spectaculu é uma floresta urbana e nossas árvores são os nossos jovens, que a gente traz para a sustentabilidade social”.

A frase de Cristina Braga “Se agricultura é a arte de lavrar a terra, a cultura é a arte de lavrar o coração!” deixou a bola quicando para o último painel. A pergunta de um milhão de dólares é como furar a bolha e obter o dinheiro necessário para realizar e/ou replicar ações que já são vencedoras no Turismo e no Entretenimento. Para isso, foram convocados para o painel 6 “Políticas públicas para fazer girarAntenor Oliveira, Gerente de Cultura e Arte da Firjan, com mais 30 anos de atuação na entidade e foco em inovação e políticas culturais; Allexia Galvão, Supervisora de Audiovisual e Economia Criativa da Embratur, que é cineasta, diretora audiovisual e pesquisadora; e Vera Saboya, que idealizou a rede de Bibliotecas Parque e segue atuando na interface entre cultura, educação e gastronomia. Tanto Vera quanto Allexia

demonstraram preocupação com a entrega de resultados dos projetos e sugeriram que muitas vezes vale a pena dividi-los em etapas para garantir o resultado final.

Uma informação relevante no quesito patrocínios veio de Antenor. De acordo com uma pesquisa encomendada pela confederação nacional das indústrias à Fundação Getúlio Vargas, a indústria brasileira é a maior patrocinadora de cultura via Lei Rouanet, acima de serviços bancários e comércio, respondendo a 30% do total incentivado. Como ele faz questão de destacar: “Quando uma indústria quer se comunicar com seus diferentes públicos, um projeto cultural dá essa chancela para ela”. Com os programas do Sesi, a percepção de valor da indústria avançou em muitos aspectos, principalmente na questão de território. Aí a gente volta à Cristina Braga, que refletiu sobre o que faz pensar se vale a pena ir para um lugar: “Só a arte! Só a cultura mesmo!”

O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Instituto Ecoa, da PUC-Rio, no YouTube. Em breve, a gravação será disponibilizada no canal da Passarim Comunicação e Sustentabilidade. Além da PUC-Rio, a primeira edição Diálogos Circulares ESG – Turismo & Entretenimento teve apoio do MPRJ, Embratur, Riotur, VisitRio, .

Realização e curadoria

Como muitas outras iniciativas sustentáveis, Diálogos Circulares ESG – Turismo & Entretenimento foi idealizado e realizado por um time de mulheres. Com décadas de atuação na cultura e na indústria do entretenimento do país, as jornalistas Silvana Cardoso do E. Santo (Diretora da Passarim Comunicação & Sustentabilidade) e Betina Dowsley assinam a curadoria. As duas contaram com o suporte das professoras da PUC-Rio Luiza Martins e Ruth Mello, coordenadoras, respectivamente, de Empreendedorismo e ESG do Parque de Inovação Tecnológica da universidade, além de Carla Panisset, Coordenadora de Comunicação da Casa de Inovação da PUC-Rio.

Além da PUC-Rio, Diálogos Circulares ESG – Turismo & Entretenimento conta com a parceria da mídia especializada, representada pelo #Colabora, Plurale e Ciclo Vivo, que garantiram cobertura do evento e mediações comprometidas com os temas e abordagens diversas sobre ESG e sustentabilidade.

DIÁLOGOS CIRCULARES ESG – TURISMO & ENTRETENIMENTO

Realizado no dia 27 de maio de 2026, na Casa de Inovação da PUC-Rio Direção e Curadoria: Silvana Cardoso do Espirito Santo e Betina Dowsley Coprodução: PUC-Rio
Designer: Patricia Fernandes

Vídeo de abertura: Luísa Dowsley
Redes: Marcelo Bartolomei
Clipping e Recepção: Juliana Feltz
Fotos e vídeos da edição: Betina Dowsley e Dani Kvassay Catering: Buffet Delícias da Kelly

Equipe PUC-Rio:
Coordenadora de Empreendedorismo: Luiza Martins
ESG do Parque de Inovação Tecnológica: Ruth Mello
Coordenadora de Comunicação da Casa de Inovação: Carla Panisset
Realização, Produção e Comunicação: Passarim Comunicação & Sustentabilidade

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Assessoria de Comunicação: Passarim Comunicação & Sustentabilidade

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