[Mostra de cinema] Após sucesso da 1ª noite com ingressos esgotados, próximo CineBacante, na terça-feira, 9 de junho, será sobre Chico Buarque, Poesia, Música no filme Dona Flor e Seus Dois Maridos
Rio de Janeiro, 5 de junho de 2026 - os ingressos esgotados desde a véspera, a sala totalmente lotada, os aplausos calorosos ao final, e as dezenas de garrafas de vinho vazias não deixaram dúvidas: a primeira noite do Ciclo CineBacante - uma realização do Circuito Estação em parceria com Fernando Santoro e Leo Monteiro de Barros - foi um enorme sucesso.
Dedicada a “Medeia” de Pier Paolo Pasolini e ao tema dos Argonautas e do teatro trágico de Eurípedes, a primeira noite do ciclo que mistura cinema, filosofia, música, teatro, poesia e vinho ainda ressoa na memória de quem esteve presente.
Na próxima 3ª feira, o ciclo continua com o tema dos gêneros das três poesias/letras de Chico Buarque - dramática, lírica e épica – para a canção “O Que Será”, interpretadas por Simone ao longo da trilha sonora de Dona Flor e seus Dois Maridos, o filme antológico de Bruno Barreto que será exibido neste dia, intercalado com as intervenções filosóficas do Prof. Fernando Santoro da UFRJ, e musicais de Leonardo Fuks e Luciana Coló com intervenções poéticas de Verônica Filippovna. Haverá ainda uma variação sobre os conceitos de Autarquia entre os gregos e de Liberdade em Kant. A abertura e introdução estão a cargo do produtor de cinema e TV Leo Monteiro de Barros.
Um Ciclo Original de Cinema, Filosofia, Música, Teatro, Poesia e Vinho
Assistir a uma palestra sobre um tema filosófico tomando uma (ou mais) taça de vinho, ouvir exemplos musicais e assistir a um filme antológico de um diretor consagrado relacionado com o tema: eis a proposta do ciclo de eventos CineBacante, um ciclo de eventos que acontece ao longo de quatro terças-feiras, 2, 9, 16 e 23 de junho, sempre às 20h, no Estação Rio.
Os 4 temas e os 4 filmes foram escolhidos e curados por Fernando Santoro, filósofo, poeta, Professor da UFRJ, e palestrante do ciclo.
Cada noite convida o espectador a uma experiência diferente: cada palestra de Fernando Santoro é intercalada e entrecortada pelo filme a ela relacionado. Em algumas delas, exemplos musicais e cênicos são também apresentados à plateia por músicos e atores profissionais e amadores. As palestras abordam temas filosóficos a partir de assuntos cotidianos ou textos consagrados e se destinam tanto ao público em geral bem como a todas e todos interessados em filosofia e cinema.
As quatro noites são independentes entre si. A apresentação e abertura de cada evento estão a cargo de Leo Monteiro de Barros, produtor de cinema e TV, sócio da produtora carioca Conspiração e vice-presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual – SICAV.
“Serão quatro noites cinemáticas, filósoficas e vinháticas. A proposta do CineBacante é relacionar grandes temas filosóficos à obras cinematográficas de forma inovadora, prazeirosa e acessível. Mas não menos profunda. Fernando é um mestre nisso” diz Leo Monteiro de Barros.
“Faremos uma releitura filosófico-musical dos filmes, com a poesia, a música e o teatro de inspiração órfico-dionisíaca. Inspirados pelo vinho, acederemos aos significados simbólicos e às experiências sapienciais vitais dos ritos ancestrais bacantes”, afirma Fernando Santoro
Os temas e obras das quatro noites são:
1ª NOITE: 2/06 MEDÉIA
Tema: Mito, poesia órfica e poesia trágica entre os gregos, a lição do centauro e a saudade dos deuses.
Filme: “Medea”, de Pier Paolo Pasolini (1969)
Medéia (1969), dirigido por Pier Paolo Pasolini e estrelado por Maria Callas, é uma releitura trágica do mito grego, focada no choque entre o mundo arcaico/mágico e o mundo racional/moderno. A feiticeira Medéia sacrifica tudo por Jasão, mas ao ser abandonada por ele, planeja uma vingança devastadora.
O filme é aclamado pela interpretação de Maria Callas e pela fotografia, retratando o embate cultural entre o sagrado arcaico (representado por Medéia) e o pragmatismo racional (representado por Jasão).
2ª NOITE: 9/06 O QUE SERÁ
Temas: Poesia dramática, lírica e épica nas três diferentes letras compostas para a canção “O Que Será” de Chico Buarque, e uma variação sobre os conceitos da Autarquia entre os gregos e da liberdade em Kant.
Filme: "Dona Flor E Seus Dois Maridos", de Bruno Barreto (1976)
O filme Dona Flor e Seus Dois Maridos (baseado na obra de Jorge Amado) foi um dos maiores sucessos da historia do cinema brasileiro. Com mais de 11 milhões de ingressos vendidos em 1976, foi visto por aproximadamente um em cada 5 adultos do país naquele ano. É considerado uma obra-prima de nosso cinema e concorreu ao Globo de Ouro e ao Bafta. Para sua trilha sonora que inclui clássicos de Gershwin, Hoagy Carmichael, Agustín Lara, Franz Lehár e Cândido “Índio” das Neves, entre outros, Chico Buarque de Hollanda criou três letras distintas para a igualmente imortal canção-tema “O Que Será”, um de seus maiores sucessos.
3ª NOITE: 16/06 APOLOGIA DE SÓCRATES
Tema: As ironias do julgamento: Sócrates no tribunal. Como dar à luz um filósofo clássico?
Filme: "Socrate" de Roberto Rossellini (1970)
Sócrates (1971), dirigido por Roberto Rossellini, é um telefilme pedagógico que retrata os últimos dias, o julgamento e a morte do filósofo grego. Focando na condenação por impiedade e corrupção da juventude, o filme destaca a busca de Sócrates pelo conhecimento contra a presunção, retratando-o com uma dignidade quase santificada
O filme faz parte da série "I Filosofi", produzida para a televisão, e é considerado uma obra-prima de reconstrução histórica e reflexão filosófica.
4ª NOITE: 23/06 NOSSA SENHORA DO Ó
Tema: O desejo e os infinitos do barroco nos sermões do Pe. Antonio Vieira
Filme: "Sermões, A História de Antonio Vieira" de Julio Bressane (1989)
Sermões - A História de Antônio Vieira" (1989), dirigido por Júlio Bressane, é uma cinebiografia poética do padre jesuíta português (1608-1697) que se destacou como orador, diplomata e defensor dos indígenas e judeus. O filme retrata sua luta contra a Inquisição e sua vida no Brasil, destacando sua retórica barroca
Com Othon Bastos, Eduardo Tornaghi, Haroldo de Campos, Dedé Veloso, Paula Lavigne, Caetano Veloso
Fernando Santoro, filósofo e poeta, é professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Collège International de Philosophie. Foi Diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, pesquisador da Fundação Biblioteca Nacional, professor visitante da École Normale Supérieure de Paris e da Oxford Brookes University. Coordena o Laboratório OUSIA de Estudos Clássicos da UFRJ e a equipe brasileira do Dicionário dos Intraduzíveis. Foi Secretário Geral da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos. Investiga as relações entre filosofia e poesia na Antiguidade. Publicou : Poesia e verdade (1994), Imaculada (1999), O Poema de Parmênides : Da natureza (2006), Arqueologia dos prazeres (2007) Os Filósofos Épicos: Xenófanes e Parmênides (2011), Dicionário dos Intraduzíveis vol I (2018) e vol II (2024).
Leo Monteiro de Barros foi aluno do Bacharelado em Filosofa no IFCS/UFRJ de 1981 a 1985, tendo sido Monitor da cadeira de Filosofia Antiga. Posteriormente, frequentou cursos de filosofia com Luiz Alfredo Garcia-Roza, José Thomaz Brum e Roberto Machado. É Mestre em Administração de Empresas pelo IBMEC e frequentou cursos executivos na London Business School e na Northwestern University. Produtor de cinema e TV, é sócio da produtora carioca Conspiração e vice-presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual – SICAV.
O Ciclo CineBacante é uma realização do Circuito Estação de Cinema com apoio do Serviço Universitário de Apoio Teatral, Extensão da UFRJ. O projeto de iluminação cênica é do Prof. José Henrique Moreira da UFRJ.
Ingressos a preço único (R$ 30,00) já à venda no canais digitais usuais e no Circuito Estação.
Haverá venda de taças de vinhos seletos argentinos e franceses (estes, da distribuidora J&J Distributors) no Café do cinema.
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