[News] 5 livros para ler no Mês do Orgulho LGBT+ escritos por autoras sáficas brasileiras
Entre romances, thrillers e narrativas poéticas, obras exploram desejo entre mulheres, saúde mental, violência de gênero, memória e reconstrução afetiva a partir de perspectivas lésbicas e bissexuais contemporâneas.
No Mês do Orgulho LGBT+, a literatura também se torna espaço de disputa, afeto e visibilidade. Longe de estereótipos ou representações superficiais, uma nova geração de autoras brasileiras tem construído histórias em que mulheres LGBTQIAP+ ocupam o centro da narrativa com complexidade, contradições e humanidade. São personagens que amam, desejam, sobrevivem, investigam traumas, enfrentam estruturas conservadoras e reinventam suas próprias formas de existir.
Dos thrillers psicológicos às narrativas marcadas pelo realismo fantástico e pela nostalgia millennial, os livros desta lista abordam temas como violência contra mulheres, repressão à sexualidade, amadurecimento, maternidade, saúde mental e pertencimento. Escritas por autoras lésbicas e bissexuais, as obras reafirmam a importância de narrativas queer brasileiras em um momento em que discutir diversidade, memória e direitos segue sendo urgente.
Inspirado em uma experiência real vivida pela autora no Camboja, o romance acompanha uma viagem entre amigas atravessada por medo, violência e culpa. Com atmosfera de suspense psicológico e forte tensão emocional, Flávia Iriarte investiga juventude, privilégio, desejo e as violências sutis que moldam a experiência feminina. Publicado pela Editora Faria e Silva, o livro articula amizade, trauma e desconforto moral em uma narrativa seca e cinematográfica.
Finalista do Prêmio Jabuti 2025, o thriller parte do assassinato de uma jovem da elite curitibana para desmontar a imagem conservadora da chamada “República de Curitiba”. Ao revelar que a vítima mantinha um relacionamento secreto com outra mulher, o romance tensiona repressão sexual, feminicídio e privilégios sociais. Publicado pela Rocco, combina investigação policial, crítica social e descoberta afetiva.
Com elementos de realismo fantástico, o romance acompanha uma professora devastada pelo luto enquanto revive traumas ligados à violência e à memória. Ambientado no litoral catarinense, o livro entrelaça maternidade lésbica, desejo, abuso infantil e reconstrução emocional em uma narrativa marcada pelo simbolismo do mar. Publicado pela Orlando, Ressaca aposta em personagens femininas dissidentes e em uma escrita poética atravessada pelo afeto e pela resistência.
Na estreia de Rai Gradowski, Bianca retorna à casa herdada da avó e, junto das memórias familiares, reencontra sentimentos interrompidos da adolescência. Misturando romance lésbico, mistério e referências da cultura millennial — de locadoras a trilhas emo —, o livro explora amadurecimento, pertencimento e desejo em uma Curitiba afetiva e melancólica. Publicado pela Editora Zouk.
Escrito ao longo de seis anos, o livro de estreia de Alice Puterman transforma trauma, violência sexual e saúde mental em poesia visceral. Mulher bissexual e autista, a autora escreve sobre estupro, TEPT, tentativas de suicídio e sobrevivência a partir de uma perspectiva que reivindica vulnerabilidade como força. Publicado pela TAUP, Candura é uma obra sobre permanência, corpo e resistência feminina diante da violência.







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