[Resenha] Se não puder dançar, cante!
Sinopse: Ven tem todo o seu futuro planejado. Seu grupo de dança está conquistando espaço e ela também... até que desmaia. No palco. No hospital, Ven descobre que tem uma condição médica: algo que ameaça arruinar tudo. Ela não poderá mais dançar... caminhar já será um desafio. Mas ela não quer piedade.
Ven está determinada a ter uma vida grande e emocionante. Sim, seu futuro pode ser diferente do planejado, mas está longe de ter acabado.... Afinal, se você não pode dançar, sempre pode cantar! Emocionante, inspirador e original, Se não puder dançar, cante! é a história inesquecível de uma adolescente vivendo a vida nos seus próprios termos.
O que achei? Novo livro de Alexia Casale, lançado no Brasil pela Editora Livros da Alice, fala sobre descoberta de uma nova identidade, superação, amizade e música.
Ven é uma adolescente que sempre soube o queria da vida e tinha tudo sobre controle até ter o sonho da sua vida como dançarina ser interrompido por uma deficiência física, mas ela encontra uma chance de um novo caminho ao integrar um coral da escola.
É a partir daí que Ven se vê obrigada a conviver com outros alunos da escola ao liderar esse coral e conhece Ren, um adolescente recém-chegado ao Reino Unido, com cicatrizes físicas e emocionais.
Os personagens do livro são bem construídos, cada um com suas próprias histórias bem desenvolvidas. São personagens que quebram estereótipos e o tema da deficiência física não é tratada com sentimentalismo barato ou capacitismo.
Ao longo do livro, Ven que sempre foi acostumada a ter tudo sobre controle e ser resistente a pedir ajuda após descobrir sua condição médica, aprende a abrir mão desse controle e pedir ajuda aos membros do coral, que se tornam seus amigos.
O livro também fala – mesmo que por alto – sobre violência doméstica no caso das personagens Orla e Roks que se conheceram em um abrigo para sobreviventes de lares abusivos.
No caso de Ren e seu irmão Tai, acho que o relacionamento dos dois não foi muito aprofundado. Tai quase não aparece no livro e a conciliação dos dois foi meio repentina e não bem desenvolvida. Na minha opinião, o livro não deu um background do Tai além de ele ser um viciado em recuperação, o que contradiz um dos temas do livro sobre os personagens não serem definidos somente pelos seus traumas.
Mas fora isso, o livro cumpre em parte o que promete: mostrar que as pessoas não são definidas apenas pelos seus traumas e suas limitações e que se pode encontrar um novo lugar e um grupo de pessoas ao qual pertencer.


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