[News] Escritor e roteirista carioca Celso Tádhei lança distopia “Derrisão” na Flip 2026 e retoma parceria com a Globo
Finalista do Jabuti 2025 apresenta romance em que o riso é criminalizado; autor também integra equipe de Daniel Ortiz na nova novela das sete e é roteirista colaborador de nova novela do Globoplay
A Festa Literária Internacional de Paraty – Flip 2026 recebe o lançamento de Derrisão (Mondru Editora), novo romance de Celso Tádhei, finalista do Prêmio Jabuti 2025 com A Casa da Ópera de Manoel Luiz. Na trama, uma onda gigantesca de gelo se ergue sobre a praia de Copacabana e fica paralisada, e cientistas descobrem que o riso humano é o ponto de fragilidade da estrutura, o que leva o governo a monitorar, restringir e, por fim, proibir a gargalhada.
Na quinta-feira, dia 23 de julho, Celso Tádhei integra a mesa "Ficção histórica e reparação: reescrever o passado silenciado", com o escritor Danilo Heitor, no espaço da editora orlando, na Casa Opera. Na sexta-feira, 24 de julho, às 11h, o autor realiza sessão de autógrafos no estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota!. No mesmo dia, Celso também participa de uma mesa redonda às 18h no auditório do Areal, ao lado dos escritores Ângela Chaves e Murilo Velludo. Já no sábado, 25 de julho, o autor faz a segunda sessão no estande da Mondru, às 16h25.
O livro acompanha Tito Bastos, roteirista de humor, cuja vida e profissão se tornam alvo de um sistema de controle cada vez mais opressor. “Os temas centrais de Derrisão são medo, controle, liberdade, comportamento coletivo e a função do humor na vida humana”, resume o autor. “O romance usa a ficção científica e a sátira para discutir uma pergunta simples: o que acontece quando uma sociedade decide abrir mão da alegria em troca da promessa de segurança? ”
A escolha de Copacabana como cenário não é casual. Tádhei, que morou no bairro, transforma sua geografia afetiva em personagem: a orla agora tomada por uma muralha de gelo. “Primeiro de tudo, me veio a imagem dessa superonda congelada. Achei uma imagem forte: uma tensão constante, uma ameaça permanente que, a qualquer instante, poderia decidir engolir a cidade”, conta.
Mais do que uma distopia, o romance é uma reflexão sobre o que se perde quando o humor é silenciado. “O riso costuma ser tratado como algo leve ou secundário, mas ele está profundamente ligado à nossa capacidade de lidar com a dor, criar vínculos, questionar autoridades e enxergar contradições”, diz o escritor. “Se eu tivesse que resumir a principal reflexão do romance em uma frase, seria esta: algumas coisas que nos tornam humanos são inseparáveis da nossa vulnerabilidade, da nossa disposição de correr riscos, de nos expormos ao olhar, à crítica, mas também ao abraço do outro. ”
O autor cita entre suas influências Kurt Vonnegut, o Machado de Assis de Memórias Póstumas de Brás Cubas, as distopias de George Orwell e Ray Bradbury, e a imaginação libertária de Ursula K. Le Guin.
Retorno à Globo
Além do lançamento literário, 2026 marca o retorno de Celso Tádhei ao time de autores da TV Globo. O roteirista, que trabalhou por 23 anos na emissora e foi chefe de roteiro de programas como Zorra (indicado ao Emmy Internacional), agora integra a equipe do autor Daniel Ortiz em sua próxima novela das sete. Tádhei atua como colaborador do folhetim, que também será capitaneado por Flávia Bessone e Victor Atherino, dupla que já trabalhou com Marcos Bernstein em Orgulho e Paixão.
“Sou muito fã do Daniel, um fazedor de sucessos incrível, e agora, enquanto vou conhecendo seu jeito de trabalhar, minha admiração só aumenta: percebo um autor muito seguro, dedicado, tranquilo, engraçado e criativo”, diz Tádhei. A nova trama, uma comédia romântica com previsão de estreia para março de 2027 (ainda sem título), acompanha mulheres que enfrentam dificuldades e precisam se unir para reconstruir suas vidas.
O autor também foi roteirista colaborador de "Paraíso perdido", novela do Globoplay de George Moura e Sergio Goldenberg, que já conta com Maeve Jinkings, Juliano Floss e Alexandre Nero como autores confirmados. A gravação está prestes a iniciar nos Estúdios Globo.
Sobre o autor
Celso Tádhei é roteirista, escritor e professor, com formação em Artes Cênicas pela UNIRIO. Na TV Globo, escreveu clássicos como Sítio do Pica-Pau Amarelo e Chico Anysio – Cartão de Visitas. É autor de peças teatrais como O Alienista (Prêmio Cenym de Melhor Texto Adaptado) e O Baterista, além de filmes como Os Caras de Pau e o Misterioso Roubo do Anel. Um dos fundadores da Escola de Roteiro Levante 42, ministra oficinas de escrita criativa e dramaturgia. A Casa da Ópera de Manoel Luiz é seu primeiro romance, finalista do Prêmio Jabuti 2025.
Agenda de serviço – Flip 2026
● Mesa "Ficção histórica e reparação: reescrever o passado silenciado", com Danilo Heitor, no dia 23 de julho (quinta), às 21h — espaço da editora orlando, na Casa Opera
● Sessão de autógrafos: 24 de julho (sexta), às 11h — estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota!
● Mesa redonda com escritores Ângela Chaves e Murilo Velludo: 24 de julho (sexta), às 18h30 — auditório do Areal
● Lançamento oficial: 25 de julho (sábado), às 16h25 — estande da Mondru
● Lançamento no Rio de Janeiro: previsto para setembro de 2026

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