[News] Coletivo Estopô Balaio encerra temporada de "Reset América Latina” no Engenho Teatral
Coletivo Estopô Balaio encerra temporada de "Reset América Latina” no Engenho Teatral
Espetáculo faz quatro sessões gratuitas nos dias 25 e 26 de julho, no Tatuapé, encerrando circulação iniciada no Sesc Belenzinho e no Teatro Flávio Império
Reset América Latina - Foto Cassandra Mello
Após temporadas no Sesc Belenzinho e no Teatro Flávio Império, o Coletivo Estopô Balaio apresenta as últimas sessões de Reset América Latina nos dias 25 e 26 de julho, às 16h e às 19h, no Engenho Teatral (Rua Monte Serrat, 120, São Paulo), no Tatuapé. As quatro apresentações gratuitas marcam o encerramento da circulação paulistana do espetáculo, terceiro e último capítulo da Trilogia da Amnésia, projeto que investiga as construções históricas das identidades nordestina, brasileira e latino-americana.
Com direção de Eliana Monteiro, a montagem utiliza a metáfora de um cruzeiro de luxo para discutir colonialidade, memória, pertencimento e as permanências dos projetos de dominação na América Latina. A bordo do navio fictício Sangue Latino, uma viagem que promete celebrar a diversidade cultural do continente é interrompida por uma pane inesperada, desencadeando conflitos que expõem desigualdades de classe, raça e trabalho.
Ao longo de três atos, o espetáculo transita entre linguagens distintas. O primeiro assume a estrutura de um musical inspirado nas grandes navegações e na colonização; o segundo revela os bastidores da embarcação e as relações de exploração que sustentam sua operação; e o terceiro abandona a narrativa realista para construir uma experiência imagética e ritualística, conduzida pela simbologia da cobra como representação de transformação e renovação.
Reconhecido nacionalmente por criar espetáculos em ruas, praças e trens da CPTM e vencedor do Prêmio Shell de Teatro – Inovação por A Cidade dos Rios Invisíveis (2020), o Estopô Balaio aprofunda, em Reset América Latina, uma pesquisa sobre memória coletiva e os apagamentos produzidos pelos processos coloniais. O trabalho encerra a Trilogia da Amnésia propondo o conceito de ancestralidade crítica, que convida o público a revisitar o passado para reconhecer tanto os legados que merecem ser preservados quanto aqueles que precisam ser questionados.
Pela primeira vez, a montagem reúne em cena todo o elenco fixo do coletivo — Ana Carolina Marinho, Juão Nyn, Dandara Azevedo, Keli Andrade e Dunstin Farias — ao lado dos artistas convidados Adyel Kariú Kariri, Hayla Cavalcanti, Potira Marinho e Wescritor.
A dramaturgia é de Lara Duarte, com colaboração do coletivo. A direção de movimentos, preparação vocal e arranjos vocais são assinados por Dudu Galvão, a direção musical é de Dani Nega, a videografia é de Bianca Turner e a identidade visual incorpora desenhos produzidos por crianças do Jardim Romano, território da zona leste paulistana onde o grupo desenvolve sua trajetória artística.
Sinopse
O cruzeiro Sangue Latino, um empreendimento de luxo que promete conduzir seus passageiros por uma travessia festiva e musical pelo imaginário latino-americano, enfrenta uma pane silenciosa causada por uma maraca na tubulação. A partir desse curto-circuito, passageiros, trabalhadores e tripulantes entram em choque, revelando as fissuras que sustentam esse projeto colonial. Entre situações absurdas, humor e crítica social, o espetáculo investiga como os projetos de dominação seguem operando no presente e aponta para outras possibilidades de existência e resistência.
FICHA TÉCNICA
DIREÇÃO GERAL: Eliana Monteiro
DIRETORA ASSISTENTE: Bárbara Freitas
IDEALIZAÇÃO E CRIAÇÃO: Coletivo Estopô Balaio
DRAMATURGIA: Lara Duarte com Colaboração do Coletivo Estopô Balaio
TEXTOS: Ana Carolina Marinho, Bárbara Freitas, Eliana Monteiro, Dandara Azevedo, Dunstin Farias, Juão Nyn, Keli Andrade, Lara Duarte, Wescritor
AUTOR DE: “Para que Abya Yala viva, as América têm que morrer: Rumo a uma Indigeneidade trans-hemisférica”, texto de partida da pesquisa cênica do espetáculo: Emil´Keme
DIREÇÃO DE MOVIMENTOS, PREPARAÇÃO VOCAL E ARRANJOS VOCAIS: Dudu Galvão
DIREÇÃO E PRODUÇÃO MUSICAL: Dani Nega
CRIAÇÃO MUSICAL: Coletivo Estopô Balaio e Dani Nega
PRODUÇÃO MUSICAL - SHOW DE ABERTURA: Dani Nega e Pipo Pegoraro
CANÇÕES ORIGINAIS: Elenco
ARRANJOS DE VOZ: Dudu Galvão
ELENCO ESTOPÔ BALAIO: Ana Carolina Marinho, Dandara Azevedo, Dunstin Farias, Keli Andrade, Juão Nyn
ELENCO CONVIDADO: Adyel Kariú Kariri, Hayla Cavalcanti, Potira Marinho, Wescritor
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL EM VÍDEO/ÁUDIO CRIANÇAS: Emerson da Cruz, Isabelly Victória, Felipe Miguel, Marcos Cruz, Pyetro Gabryel
DEPOIMENTOS: Gabriele Paula, Jobana Moya, Lyryca, Micaelle Paixão, Wallace Amaral, Ste Aymara, Thiery Maciel, Jaque Alves, Jeffs Silvério, Silvana Farias, Thiago Akobi, Laís Cafari, liderança indígena Tayse Campos, liderança indígena Eva Potiguara, liderança indígena Zuleide Bezerra, Meyriane Costa
DESENHO DE LUZ: Guilherme Bonfanti e Yasmin Ebere
OPERAÇÃO DE LUZ: Yasmin Ebere
OPERAÇÃO E DESIGN DE SOM: André Papi
MICROFONISTAS: Viviane Barbosa e Vinicius Fernandes
VIDEOGRAFIA: Bianca Turner
OPERAÇÃO DE VÍDEO MAPPING: Julia Ro, Laura do Lago e Bianca Turner
ILUSTRAÇÕES E GRAFISMOS: Mara Carvalho
CONCEPÇÃO DE CENOGRAFIA: Eliana Monteiro
ASSISTENTE DE CENOGRAFIA E DESENHO TÉCNICO: José Fernando Bicudo
CENOTÉCNICO: Zé Valdir
CENOTÉCNICO ASSISTENTE: Marcelo Andrade
CRIAÇÃO E CONCEPÇÃO DE FIGURINOS: Mara Carvalho
CONFECÇÃO, MODELAGEM E COSTURA: Silvana Carvalho
ADEREÇOS: Rafa Giz e Zé Valdir
VISAGISMO: Luisa Kwarahy
IDENTIDADE VISUAL: Daniel Torres
CONTRA-REGRAS: Lisa Ferreira, Muri Palma, Mauro José e Rafael Alcantara
MONTADORES: Mauro José, Rafael Alcantara
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Márcia Marques - Canal Aberto
SECRETARIA: Lisa Ferreira
MÍDIAS SOCIAIS: Jorge Ferreira
FOTOGRAFIA E CÂMERA: Cassandra Mello
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Wemerson Nunes
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Muri Palma
PRODUÇÃO : WN Produções e Bela Filmes Produções
REALIZAÇÃO: Coletivo Estopô Balaio e Sesc São Paulo
AGRADECIMENTOS: Teatro de Contêiner Mungunzá (Cia Mungunzá), Cia Antropofágica
(Teatro Pyndorama), Cia Livre (Casa Livre), Cooperativa Paulista de Teatro, Casa Faroffa,
Galpão do Folias, Complexo Funarte, Teatro Flávio Império, SP Escola de Teatro, Teatro da Vertigem, Anderson Trajano, Bruna Moreti, Juliana Muniz, Raquel Pádua, as crianças que participam da oficina Meu Rumo é a Rima e aos moradores do Jardim Romano.
Serviço
Reset América Latina – Coletivo Estopô Balaio
Últimas apresentações da temporada
Dias: 25 e 26 de julho (sexta e sábado)
Horários: 16h e 19h
Local: Engenho Teatral - Rua Monte Serrat, 120, Tatuapé, São Paulo/ SP
Duração: 180 minutos | Classificação: 14 anos | Ingressos: Gratuitos.
Assessoria de Imprensa - Canal Aberto Comunicação
Instagram @canal_aberto
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