[News]Após as urnas, a música: Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebe, no dia 4 de outubro, concerto em homenagem ao Dia da Unidade Alemã

 

Após as urnas, a música: Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebe, no dia 4 de outubro, concerto em homenagem ao Dia da Unidade Alemã


Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC) - apresenta obras de Brahms e Villa-Lobos, sob regência de Tobias Volkmann, com a participação especial do violinista alemão Koh Gabriel Kameda e com a despedida da Spalla que irá para a Alemanha fazer mestrado em performance musical


Da sala de aula no Complexo do Alemão ao mestrado na Alemanha: aos 25 anos, a violinista Anna Eliza Ribeiro Moraes fará, no dia 4 de outubro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, às 17h, seu último concerto como spalla da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), - Orquestra residente das PUC- Rio, antes de embarcar para uma nova etapa de sua trajetória. Quinze anos depois de receber o primeiro violino na Ação Social pela Música do Brasil (ASMB), Anna se despede do posto que ocupa na orquestra justamente ao lado de Koh Gabriel Kameda, um dos maiores violinistas de sua geração, que virá ao Rio como solista convidado e será seu professor no mestrado em performance musical na Alemanha.


A história de Anna ajuda a revelar uma dimensão fundamental do trabalho desenvolvido pela Ação Social pela Música do Brasil: a formação musical como caminho de desenvolvimento, pertencimento e abertura de novas possibilidades para jovens de comunidades.


Há também um simbolismo especial no encontro. Há dez anos voluntário da ASMB, Koh Gabriel Kameda retorna ao Brasil não apenas como solista convidado, mas para acompanhar de perto o momento em que uma de suas futuras alunas encerra um ciclo na orquestra que marcou sua formação. O concerto transforma-se, assim, em uma espécie de passagem de bastão: Anna se despede da função de spalla da OSJRJ para começar uma nova etapa de sua formação musical na Alemanha, um mestrado, agora sob a orientação do próprio violinista que estará ao seu lado no palco do Theatro Municipal.


Também no domingo, 4 de outubro, enquanto o país acompanha a apuração do primeiro turno das eleições, o público carioca terá a possibilidade de viver uma tarde especial no Theatro Municipal. A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, Orquestra Residente da PUC-Rio, apresenta concerto em homenagem ao Dia da Unidade Alemã, celebrado em 3 de outubro, sob a regência do maestro brasileiro de ascendência alemã Tobias Volkmann e com participação do alemão Koh Gabriel Kameda como solista.


O programa aproxima duas tradições musicais: o Concerto para Violino em Ré Maior, Op. 77, de Johannes Brahms, e as Bachianas Brasileiras nº 4, de Heitor Villa-Lobos.


O concerto integra a temporada oficial da OSJRJ e tem duração aproximada de 90 minutos, com intervalo. Os ingressos, a preços populares, já estão disponíveis através da plataforma Fever, com opções de inteira e meia-entrada. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro é acessível para cadeirantes, e o evento é livre para todas as idades.

*O Dia da Unidade Alemã (3 de outubro), marca a reunificação oficial do país em 1990, quando as partes Ocidental e Oriental se uniram após mais de 40 anos de divisão no contexto da Guerra Fria. Instituída pelo Tratado de Reunificação como o feriado nacional oficial da Alemanha, a data simboliza o triunfo de uma revolução pacífica baseada na liberdade, na democracia e nos direitos humanos, sendo comemorada a cada ano com solenidades institucionais rotativas em um estado federado diferente.

 

(foto: Divulgação) – Koh Gabriel Kameda

Sobre Koh Gabriel Kameda

Primeiro vencedor do Concurso Internacional de Violino Henryk Szeryng, Koh Gabriel Kameda construiu uma sólida carreira internacional como violinista. Ao longo de sua trajetória, recebeu o reconhecimento de grandes nomes da música, entre eles Lord Yehudi Menuhin e Sir James Galway. Sua atuação também foi destacada pela imprensa internacional, especialmente após apresentação com a Orquestra Filarmônica de Israel, sob a direção de Pinchas Zukerman.


Kameda estudou na Universidade de Música de Karlsruhe, na Alemanha, sob orientação do professor Josef Rissin, e posteriormente com Pinchas Zukerman, na Manhattan School of Music, em Nova York. Em 1988, aos 13 anos, fez sua estreia com a Orquestra Filarmônica de Baden-Baden. Desde então, vem se apresentando regularmente em importantes palcos da Europa, Ásia e das Américas.


Um dos momentos marcantes de sua carreira ocorreu em 1993, quando colaborou com o compositor e maestro polonês Witold Lutosławski em uma série de concertos, interpretando Chain II sob a regência do próprio compositor.


Ao longo de sua carreira, apresentou-se no Japão, nos Estados Unidos — incluindo o Carnegie Hall —, na Alemanha, na Suíça, com apresentações na Tonhalle Zürich, e em diversos países da América Latina, entre eles Brasil, Paraguai, Nicarágua e Costa Rica.


Paralelamente à carreira como solista, Kameda desenvolve destacada atividade pedagógica. Entre 2004 e 2009, lecionou na Universidade das Artes de Zurique. Em 2010, assumiu o cargo de professor de violino na Universidade de Música de Detmold e, desde 2018, atua na Universidade de Münster, na Alemanha. Seus alunos têm obtido reconhecimento em importantes concursos internacionais de violino, entre eles os concursos Henryk Szeryng, Johannes Brahms, Carl Flesch, Kloster Schöntal, Rodolfo Lipizer, Andrea Postacchini e Zhuhai Mozart.


Koh Gabriel Kameda toca o violino “Holroyd”, construído por Antonio Stradivari em Cremona, em 1727.

O maestro Tobias Volkmann (foto: Vitor Jorge)

Sobre Tobias Volkmann

Tobias Volkmann desenvolve carreira de destaque no cenário musical sul-americano e já esteve como convidado à frente de mais de 30 orquestras na Europa, Estados Unidos e América do Sul. Foi Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e também Principal Regente Convidado da Orquestra Sinfônica Nacional UFF. Em 2022 iniciou um novo projeto no Rio de Janeiro – a Orquestra Rio Villarmônica – e em 2023 assume a posição de Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade Nacional de Cuyo em Mendoza, Argentina.


No início de sua carreira, recebeu os principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012 na Finlândia e no Festival Musical Olympus de São Petersburgo em 2013. Desde então, vem atraindo atenção para interpretações consistentes tanto no repertório sinfônico quanto no teatro de ópera e balé. Com versatilidade e sofisticação, Volkmann mostra-se à vontade em uma variedade de estilos, que se estende da interpretação historicamente informada da música do século XVIII às mais desafiadoras obras da música contemporânea, incluindo naturalmente o grande repertório romântico. Atua como um embaixador da música brasileira, a qual programa na maioria de seus compromissos internacionais.


Em 2015 estreou na sala Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra Sinfônica da Rádio MDR. Em poucos anos foi convidado a dirigir em concerto um grande número de orquestras europeias e sul-americanas, destacando-se entre elas a Orquestra Sinfônica Estatal de São Petersburgo, Orquestra Sinfônica Estatal do Museu Hermitage, Filarmônica de Pilsen, Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfônica do Chile, Orquestra Sinfônica do SODRE, Filarmônica de Montevidéu, Orquestra Sinfônica Nacional do Peru, Orquestra Sinfônica Brasileira, Filarmônica de Minas Gerais, Filarmônica de Goiás e Petrobras Sinfônica. Destaques da temporada 2023 são a estreia no México com a Orquestra Sinfônica de Xalapa e a colaboração com o Balé Nacional do SODRE no Uruguai em uma nova produção de A Bela Adormecida.


No Theatro Municipal do Rio de Janeiro dedicou-se especialmente à ópera, às grandes obras coral-sinfônicas e ao balé, recebendo reconhecimento de público e crítica. Com a Orquestra Sinfônica Nacional trabalhou principalmente a música dos séculos XX e XXI, em um enfoque particular na música brasileira. Sob sua direção musical a OSN gravou três CDs de música brasileira contemporânea. Sua discografia se completa com o Whisper, álbum gravado ao vivo na Alemanha com a harpista Cristina Braga e a Sinfônica de Brandemburgo.


Como parte indispensável de sua atuação artística e social, dedica parte de seu tempo à Ação Social Pela Música do Brasil, ONG que atua na educação musical de jovens de diversas comunidades carentes no Rio de Janeiro. Dirige regularmente concertos da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro e acompanha seus jovens músicos em seu desenvolvimento, orientando e incentivando os talentos deste belo projeto social em seus primeiros passos na música.


Tobias Volkmann estudou na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh, onde foi orientado por Ronald Zollman. Complementou sua formação em masterclasses internacionais ministradas por Jorma Panula, Kurt Masur, Isaac Karabtchevsky e Fabio Mechetti.

(foto: Daniel Ebendinger) – Fiorella Solares

Sobre Fiorella Solares

Fiorella Solares, nascida na Guatemala e naturalizada brasileira, é violoncelista profissional com sólida trajetória na música clássica. Atuou em importantes orquestras, como a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Petrobras Sinfônica, tendo se aposentado recentemente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

Há 27 anos, ao lado de seu marido, o maestro David Machado, fundou a instituição Ação Social pela Música do Brasil, consolidando uma carreira de mais de três décadas dedicada à cultura e à educação. Seu trabalho destaca-se pela implementação de núcleos de ensino de música clássica em comunidades de baixa renda, promovendo transformação social por meio da arte. No estado do Rio de Janeiro, o projeto está presente em 20 comunidades e, após alcançar resultados expressivos, expandiu-se para João Pessoa (PB), Ji-Paraná (RO) e Campo Grande (MS). Ao longo de sua trajetória, mais de 16 mil alunos já foram atendidos, e atualmente cerca de 4.800 crianças e adolescentes são beneficiados em quatro estados brasileiros.

 

Em 2014, Fiorella fundou a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, hoje reconhecida como um dos mais relevantes conjuntos sinfônicos jovens da cidade. Em reconhecimento ao seu trabalho cultural e socioeducativo, recebeu importantes homenagens: em 2014, o título de Cidadã Honorária do Rio de Janeiro; em 2016, foi condecorada pela Câmara Municipal de São Paulo pelos serviços prestados à cultura; e, em 2018, foi agraciada na Premiação Person of the year, realizada pela Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos de Nova Iorque, pelo seu destaque em empreendedorismo social em nosso pais.

 

Sobre a OSJRJ

A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), fruto do programa Ação Social pela Música do Brasil (ASMB). É composta por 55 jovens de grande talento e dedicação com idades entre 18 e 28 anos e, em sua grande maioria, residentes em áreas de vulnerabilidade no Rio de Janeiro.

 

A OSJRJ foi criada em 2014 e tem realizado apresentações no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cidade das Artes, na Sala Cecília Meireles, Sala da Filarmônica de Minas Gerais e na PUC-Rio, com importantes convidados, executando amplo repertório em suas já tradicionais temporadas anuais. Alguns dos jovens talentosos que compõem o grupo já se apresentaram em concertos na Alemanha, Holanda, Suíça e nos Estados Unidos.

 

A participação desses jovens na Orquestra é fundamental para seu desenvolvimento tanto profissional quanto pessoal. Neste processo de aprendizagem, eles adquirem maior disciplina, concentração, capacidade de trabalho em equipe, respeito e paixão pela arte, afastando-os, consequentemente, de atividades nocivas muito próximas de suas residências. Ao reunir e integrar adolescentes e jovens de diversas comunidades em um ambiente de prática orquestral, observa-se a música como um eficiente dispositivo de reestruturação emocional, inserção social e de crescimento pessoal. Como resultado, muitos deles ganham autoestima e confiança para enfrentar os desafios da vida adulta, abrindo oportunidades para exercer atividades remuneradas.

 

Com o objetivo de aperfeiçoar a prática orquestral e conduzir os jovens músicos à universidade e à profissionalização, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro proporciona a inclusão social, a democratização do acesso à música clássica e a cidadania.

 

 

Programa:

- Johannes Brahms (1833-1897) — Concerto para Violino em Ré Maior, Op. 77

 - I. Allegro non troppo

 - II. Adagio

 - III. Allegro giocoso, ma non troppo vivace

- INTERVALO

- Heitor Villa-Lobos (1887-1959) — Bachianas Brasileiras nº 4

 - I. Prelúdio (Introdução)

 - II. Coral (Canto do Sertão)

 - III. Ária (Cantiga)

 - IV. Dança (Miudinho)

 

Ficha Técnica:

MÚSICOS: 

VIOLINOS I: 

Anna Eliza Moraes (Spalla), Gabriel Paixão (Spalla), Filipe Pereira, Mariana Pereira, Willian Lopes, Biancka Faria, Antonia Juegelt, Victor Cardoso Ryan de Paula, Jhonatan Alves

VIOLINOS II: Antonio Henrique (Líder de Naipe), Rafael Almeida, Vitor Layber, Sarah Cesário, João Felix, Eliel Rodrigues, Carlos Samuel Galvão, Dyana Paiva, Maria Paula Soares

VIOLAS: Pedro Moraes (Líder de Naipe), Vinícius Rego, Sheilla Dias, Luan Martins,Jean Marcelo, Ivson Gouveia, Gutemberg Mamedes VIOLONCELOS: Rodrigo Cunha (Líder de Naipe), Davi Lucena, Ismael Maciel, Lucas Henrique, João Trugilho, Fabricio Cassiano, Caio Almeida CONTRABAIXOS: Pablo Alison (Líder de Naipe), Gledson Câmara, Davi Simões, Clarice Roberta 

FLAUTAS: Felipe Gleison, Ana Márcia Corrêa, Ana Carolina Chaves (Piccolo)

OBOÉS: Kaio César, Sarah Gomes, Felipe Maciel(Corne Inglês) CLARINETAS: Daniel Martins, Damião Vinícios, Diogo Lozza (Clarone) FAGOTES: Gabriel Reis, Pedro Ramalho

TROMPAS: Jonathan Nicolau, Gleidson Henrique, Davi Cordeiro, Felipe Portugal

TROMPETES: Lucas Brites, Ezequiel Medeiros, César Braz 

TROMBONE: Renan Crepaldi, Carlos Henrique

TUBA: Anderson Cruz, CELESTA

TÍMPANOS: Wesley Lucas

PERCUSSÃO Fausto Maniçoba, Cleyton Newmann 

 

DIREÇÃO / EQUIPE: Cláudio Cruz – Primeiro Maestro Convidado

Fiorella Solares – Cofundadora e Diretora Artística

David Nascimento – Assistente da Direção Artística

Adriana Rio Doce – Coordenadora de Produção

Thiago Tavares – Coordenador da Orquestra

André Laport, Alessandra Casqueiro, Yuri Chiochetta e Anna Julia Bernardo – Assistentes de Produção

 

 Serviço:

Concerto em Homenagem ao Dia da Unidade Alemã com a OSJRJ (Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro – Orquestra Residente da PUC-RIO)

Regência: Tobias Volkmann

Solista: Koh Gabriel Kameda (violino)

Data: 4 de outubro de 2026 (domingo)

Horário:17h – (abertura da casa: 16h)

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, S/N - Centro

Duração: 90 minutos

Classificação: livre

Acessibilidade: local acessível para cadeirantes

 

Ingressos: disponíveis através do site (theatromunicipal.rj.gpv.br), na plataforma fever (https://feverup.com/m/685902) ou na bilheteria do Theatro.

Preços:

Plateia, Balcão Nobre, Frisas e Camarotes (individual): R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada); Balcão Superior:R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada); Galeria: R$5(inteira) e R$2,50 (meia-entrada)


Link de vendas: https://feverup.com/m/685902

Realização: Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro - Orquestra Residente da PUC-Rio | Ação Social pela Música do Brasil

 Consulado Geral da República Federal da Alemanha 

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