[Festival do Rio] Festival do Rio amplia circuito em parceria inédita com a FGV e promove premières e cinema ao ar livre
O Festival do Rio ganha, em 2026, um novo espaço de exibição. Pela primeira vez, a Fundação Getulio Vargas (FGV) integra o circuito do festival, que acontece de 1º a 11 de outubro de 2026, com programação gratuita no Centro Cultural FGV, em Botafogo, uma parceria do Festival do Rio, da FGV Arte e da Escola de Comunicação Digital da FGV. Entre os dias 3 e 11 de outubro, o espaço recebe 19 filmes, vários deles em première mundial, sessões de gala, títulos do Cinema Circulação, debates e atividades acadêmicas. Além disso, haverá sessões de cinema ao ar livre na Esplanada da instituição.
Com 281 lugares, o Centro Cultural FGV, projetado por Oscar Niemeyer, será especialmente equipado para as exibições com tela scope, projeção Digital Cinema Initiatives (DCI) 4K e sistema de som 5.1. A sala será uma das maiores do circuito do Festival do Rio dessa edição. Entre os destaques está a sessão de gala de Feito pipa, de Allan Deberton, escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027.
Segundo Ilda Santiago, diretora do Festival do Rio, “o Rio de Janeiro precisa de novos equipamentos culturais que levem o cinema para outros públicos. O que a FGV Arte traz para o festival é uma nova sala, com projeção de alta qualidade, onde filmes brasileiros inéditos serão exibidos. Sessões com a presença de equipe e elenco em uma programação totalmente gratuita para o público, um luxo que os cariocas merecem”.
“Receber o Festival do Rio reforça nosso compromisso com a formação de novos públicos e a democratização do acesso à arte e à cultura. A parceria entre a FGV Arte e o Festival de Cinema inclui o programa acadêmico da Escola de Comunicação da FGV, por meio do Centro de Pesquisa em Cultura, Arte e Sociedade, com seminários, aulas e palestras sobre ‘Cinema e Cultura Visual’. Pela primeira vez, teremos também um cinema ao ar livre na Esplanada, aberto a todos, reunindo crianças do nosso Programa Educativo, organizações sociais e o público em geral.”, afirma Patrícia Werner, professora da Escola de Comunicação Digital da FGV.
A programação no Centro Cultural FGV começa no sábado, 3 de outubro, às 18h30, com a première mundial do documentário Aldir Blanc – resposta ao tempo, de Marcus Fernando e Hugo Sukman. O filme parte de um longo depoimento de Blanc, a última entrevista realizada pouco antes da morte do compositor, em 2020. O registro conduz uma viagem por sua obra, suas ideias e sua trajetória. Seus diretores comentam que o filme partiu de “um longo, inédito e emocionante depoimento, que viria a ser sua última entrevista - pouco antes dele se tornar uma das milhares de vítimas da pandemia de Covid-19 - e que serve de base para essa viagem cinematográfica por obra, cabeça e coração de Aldir Blanc”.
No domingo, 4 de outubro, a programação recebe dois títulos do Cinema Circulação, iniciativa que amplia a presença do Festival do Rio na cidade: Homem com H, de Esmir Filho, e Manas, de Marianna Brennand Fortes.
Outro destaque é a exibição da versão remasterizada de Janela da alma, de João Jardim e Walter Carvalho. Lançado em 2001, o documentário retorna às telas 25 anos depois. “É impressionante como Janela da alma ainda é atual. Como falar de percepção ecoa nos dias de hoje e é relevante. A forma como o nosso olhar funciona ainda é um mistério, sempre intermediado pelo nosso sentimento em relação a cada situação para a qual olhamos”, afirma João Jardim. O diretor e cinematografista Walter Carvalho, por sua vez, ressalta que “José Saramago em nosso Janela da Alma afirmou: Levamos séculos para viver o Mito da Caverna. 25 anos depois em estado de vigília permanente olhamos, mas não vemos. Não contemplamos mais e pior, transformamos o drama humano em entretenimento formal. Não olhamos mais para o horizonte. Andamos de cabeça baixa olhando para o “caco de vidro” entre os dedos acreditando ser verdade.”
Na terça-feira, 6 de outubro, às 21h15, será realizada a sessão de gala de Feito pipa, de Allan Deberton. O longa foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional, no Oscar 2027.
O documentário Vitória da Paz, de Ricardo Calil, Fábio Gusmão e Dudu Levy também terá première mundial no Centro Cultural FGV. O filme conta a história de Joana Zeferino da Paz, que, aos 80 anos, usou uma câmera de vídeo para denunciar a atuação do tráfico na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana.
Na sexta-feira, 9 de outubro, às 21h15, será exibido o documentário autobiográfico No passo da cobra, de Estevão Ciavatta Pantoja Franco. O filme acompanha a trajetória de Ciavatta em seu processo de regeneração após uma queda de cavalo que o deixou tetraplégico. “Muita gente que já me conhece se inspira na minha história para encarar os desafios da vida. O filme é uma forma de expandir o alcance do que aprendi e inspirar muito mais gente”, afirma o diretor.
Cinema ao ar livre
No sábado, 10 de outubro, a Esplanada da FGV recebe sessões gratuitas ao ar livre voltadas especialmente para crianças e famílias, com dois títulos da mostra Nova Geração: O capitão engarrafado e a animação Amadeo e o hipotético mundo novo.
Dirigido por Guilherme Reis, o primeiro apresenta uma narrativa fantástica ambientada no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. “O capitão tem como principal missão conduzir o espectador numa trama repleta de poesia e significados”, afirma o diretor.
Já o segundo, de Brenda Lígia, Edu Felistoque e Everton Amorim, tem como protagonista um cientista africano no Brasil do século XIX. Segundo Felistoque, embora fictício, o personagem reúne experiências de diferentes personalidades negras e referências às contribuições de cientistas, políticos, intelectuais, professores e lideranças historicamente apagadas. “Amadeo é um super-herói brasileiro que dialoga com um público amplo, adulto, jovem e infantil”, diz o cineasta.
Cinema e cultura visual
A programação acadêmica durante a semana do festival terá a curadoria da Escola de Comunicação da FGV, por meio do Centro de Pesquisa em Cultura, Arte e Sociedade, com seminários, aulas e palestras sobre “Cinema e cultura visual”, contando com o apoio do Grupo de Estudos de Novas Narrativas (GENN) da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP).
As atividades serão realizadas em diferentes salas da sede da FGV. Informações sobre a programação e as inscrições serão divulgadas nos canais do Festival do Rio e nas redes sociais da FGV Arte.
No domingo, 11 de outubro, o Centro Cultural FGV recebe as últimas sessões do Cinema Circulação, dedicadas a nomes da música brasileira: Milton Bituca Nascimento, de Flávia Moraes, e Ritas, de Oswaldo Santana e Karen Harley.
Programação
Sábado, 3 de outubro
18h30 – Aldir Blanc – resposta ao tempo | Brasil, 2026 | Direção: Marcus Fernando e Hugo Sukman
Domingo, 4 de outubro
18h45 – Homem com H | Brasil, 2025 | Direção: Esmir Filho
21h15 – Manas | Brasil, 2025 | Direção: Marianna Brennand Fortes
Segunda-feira, 5 de outubro
18h45 – Nação Ubuntu – a voz dos silenciados | Brasil, 2026 | Direção: Paulo Henrique Fontenelle
21h30 – Janela da alma | Brasil, 2001 | Direção: João Jardim e Walter Carvalho
Terça-feira, 6 de outubro
18h45 – Vitória da Paz | Brasil, 2026 | Direção: Ricardo Calil, Fábio Gusmão e Dudu Levy
21h15 – Feito pipa | Brasil, 2026 | Direção: Allan Deberton
Quarta-feira, 7 de outubro
18h45 – Cadu Barcellos – Cria não morre, vira lenda | Brasil, 2026 | Direção: Wagner Novais e Pardo é papel | Brasil, França e Portugal, 2026 | Direção: Alexis Zelensky
21h15 – Cinderela do samba | Brasil, 2026 | Direção: Magna Domingues eMinha primeira namorada | Brasil, 2026 | Direção: Jonathan Haagensen e Kátia Lund
Quinta-feira, 8 de outubro
18h45 – Amazomania | Suécia, Dinamarca e França, 2026 | Direção: Nathan Grossman (sessão seguida de conversa com o diretor e os representantes do filme)
21h – Esperança | Brasil, 2026 | Direção: Marcelo Pereira e Amora Moreira
Medley | Brasil, 2026 | Direção: Ana Luiza Azevedo
Sexta-feira, 9 de outubro
18h45 – Amadeo e o hipotético mundo novo | Brasil, 2026 | Direção: Brenda Lígia, Edu Felistoque e Everton Amorim
21h15 – No passo da cobra | Brasil, 2026 | Direção: Estevão Ciavatta Pantoja Franco
Sábado, 10 de outubro
14h – O capitão engarrafado | Brasil, 2026 | Direção: Guilherme Reis
16h – Amadeo e o hipotético mundo novo | Brasil, 2026 | Direção: Brenda Lígia, Edu Felistoque e Everton Amorim
18h45 – Tanaru | Brasil, 2026 | Direção: Julia Mariano e Por que não? | Brasil, 2026 | Direção: Maria Prata
21h15 – – Panorama Carioca de Curtas: Amor Inteligente, de José Bial; A Casa do Pai, de Patrick Sampaio; Pique-Pega, de Mia Lima Rocha e Revelação, de Gabriela I. Gaia.
Domingo, 11 de outubro
18h45 – Milton Bituca Nascimento | Brasil, 2025 | Direção: Flávia Moraes
21h15 – Ritas | Brasil, 2025 | Direção: Oswaldo Santana e Karen Harley
*Sinopses e fichas técnicas dos filmes estão disponíveis no site do Festival do Rio.
Serviço:
Festival do Rio 2026 – Centro Cultural FGV
De 3 a 11 de outubro de 2026
Centro Cultural FGV
Praia de Botafogo, 186, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
Entrada gratuita
Informações sobre programação, ingressos e acessibilidade: festivaldorio.com.br.
Para download de fotos de cobertura de eventos, visite a página do Flickr do Festival do Rio.
Para fotos e vídeos dos filmes, busque o nome do filme na área de programação do site.
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Sobre o Festival do Rio
O Festival do Rio é o maior festival de cinema da América Latina e a maior vitrine do cinema brasileiro. Desde a sua criação, em 1999, exibiu mais de 7 mil longas-metragens nacionais e internacionais, incluindo obras premiadas nos principais festivais do mundo, como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto. Com uma programação que reúne mostras competitivas, seleções temáticas, sessões especiais e atividades formativas, o evento contribui para a formação de público e a qualificação de profissionais do setor. O RioMarket, área de negócios do Festival, acontece simultaneamente à programação de filmes, com profissionais, empresários e estudantes do audiovisual do Brasil e do exterior.
Apresentado pelo Ministério da Cultura, pela Shell Brasil e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o festival tem patrocínio master da Shell Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, apoio especial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro por meio da RioFilme, órgão que integra a Secretaria Municipal de Cultura, e apoio institucional da Embratur.
Realização: Cinema do Rio e Ministério da Cultura.
Sobre a Shell Brasil
Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de petróleo e gás, soluções baseadas na natureza, pesquisa e desenvolvimento e trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de biocombustíveis por meio da joint venture Raízen, que gerencia a distribuição de combustíveis da marca no Brasil. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro do setor.
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Sobre a RioFilme
Fundada em 1992, a RioFilme é a empresa pública municipal responsável por apoiar e promover o audiovisual no Rio de Janeiro. A sua missão é fomentar o desenvolvimento do setor em toda a cadeia de valor, fortalecendo tanto a economia quanto a identidade cultural da cidade.
A instituição investe em todas as etapas do ecossistema audiovisual, da formação e do desenvolvimento à produção, distribuição, exibição e promoção internacional. Atua também na democratização do acesso às salas de cinema e oferece apoio estratégico a produtores brasileiros e estrangeiros que desejam filmar no Rio de Janeiro, por meio da Rio Film Commission.
Sobre a FGV Arte
A FGV Arte, inaugurada em 2023 no Rio de Janeiro, é dedicada à arte contemporânea e valoriza a experimentação artística e os debates atuais em torno da arte e da cultura, vinculando-se aos setores mais criativos e heterogêneos da sociedade.
Ao longo desses três anos, promoveu exposições de sucesso, como Hugo França: natureza, escultura e sustentabilidade, A quarta geração construtiva no Rio de Janeiro, Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel e Brasília, a arte da democracia, entre outras. Além disso, apresenta os programas educativo e acadêmico, que contam com visitas mediadas, oficinas, cursos, palestras, conferências etc.
Em breve, a FGV Arte chega a São Paulo, no corredor cultural da Av. Paulista.
Sobre o Centro de Pesquisa em Cultura, Arte e Sociedade
Escola de Comunicação da FGV
O centro de pesquisa Cultura, Arte e Sociedade investiga as relações entre cultura, arte, imagem e sociedade contemporânea, compreendendo a arte como forma de produção simbólica, elaboração da experiência social e construção de imaginários coletivos. Com abordagem interdisciplinar, articula contribuições da comunicação, da teoria da imagem, dos estudos de cultura visual, da arte contemporânea, da sociologia da cultura, da antropologia visual, da curadoria, da moda, do design e da tecnologia. Suas pesquisas analisam como imagens, práticas artísticas, linguagens visuais, exposições, plataformas, instituições, marcas, rituais sociais e narrativas culturais participam da produção, circulação e disputa de sentidos. O centro de pesquisa, vinculado à Escola de Comunicação da FGV, estimula a formação de pesquisadores, a participação discente e o desenvolvimento de projetos aplicados em diálogo com instituições culturais, organizações públicas, setor privado e unidades da FGV.


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