16 setembro 2017

[Crítica Musical] David Gilmour Live in Pompeii


Bom, antes de falar sobre o filme-concerto, vamos a uma breve descrição de quem é David Gilmour. Cantor, compositor e guitarrista da banda britânica de rock progressivo Pink Floyd (hoje sem atividades), David Gilmour também possui carreira solo, tocando junto com grandes artistas em apresentações memoráveis.

Agora falando sobre o filme-concerto, o início mostra uma parte dos ensaios enquanto David Gilmour fala sobre como é voltar à cidade para uma nova apresentação, 45 anos depois de gravar um show com o Pink Floyd no mesmo lugar, o anfiteatro de Pompeia. Detalhe que em 1971, a apresentação da banda foi gravada sem plateia. Assim, o show de David Gilmour em 2016 foi o primeiro show com público no local depois de cerca de 2 mil anos, quando as apresentações no anfiteatro eram lutas de gladiadores da Roma Antiga.

Algo que impressiona é a qualidade da imagem e do som do show. Não me lembro de ter assistido a um show, seja em DVD, na TV, ou na internet, com uma qualidade tão espetacular!

Um ponto interessante que chamou a atenção foi quando Gilmour disse que ele não faz questão que as músicas sejam tocadas no show exatamente da mesma maneira que nas gravações dos álbuns. Ele gosta que os músicos levem ideias novas para os palcos. Isso mostra um pouco da grande personalidade que Gilmour tem e um dos motivos de ser considerado um dos maiores músicos de todos os tempos.

A banda formada para o espetáculo é composta por importantes músicos, como os tecladistas Chuck Leavell, que já tocou com a banda Rolling Stones, e Greg Phillinganes, que tocou junto de Michael Jackson em quase toda a carreira do cantor, o guitarrista Chester Kamen, que já havia tocado com Gilmour no festival Live Aid de 1985, e o saxofonista brasileiro João Mello. Além deles, estão presentes também o bateirista Steve DiStanislao e o baixista Guy Pratt, ambos já presentes em outros shows ao lado de Gilmour. E nos backing vocals estão Bryan Chambers, Louise Clare Marshall and Lucita Jules. Ou seja, uma banda histórica para um concerto histórico.

Logo no início do show, David Gilmour já toca as famosas “Rattle That Lock” (do seu álbum solo) e “What Do You Want From Me” (Pink Floyd). E a vontade do telespectador é de cantar e aplaudir junto! Depois, um espetáculo vocal é feito pelos backing vocals, na música “The Great Gig In The Sky”.

Ao tocar a música “Wish You Were Here”, a plateia vai ao delírio. É de arrepiar! A música é boa demais!

Músicas como “High Hopes”, “Shine On You Crazy Diamond”, “Sorrow” e “One of These Days” (única música presente nos dois shows - 1971 e 2016), também fazem parte do repertório. Solos de guitarras, espetáculos de luzes, todos os integrantes usando óculos escuros na música “Run Like Hell”, fazem o concerto de rock ser épico e inesquecível.

No fim, Gilmour encerra o show com as famosas músicas, da época de Pink Floyd, “Time” e “Confortably Numb”.

Escrito por Victor Monteiro

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