16 fevereiro 2017

[Crítica] TOC - Transtornada Obsessiva Compulsiva


Kika K (Tatá Werneck) é uma atriz que está em novelas, campanhas publicitárias e é idolatrada por milhões de fãs. Mas por trás das aparências, está em crise com sua vida pessoal e profissional, enquanto precisa lidar com as limitações de seu Transtorno Obsessivo Compulsivo. Kika se depara com Felipão, um fã obsessivo (Luis Lobianco), um namorado galã sem noção (Bruno Gagliasso) e os compromissos profissionais marcados pela exigente empresária (Vera Holtz). 


O que eu achei?
Quem acompanha o trabalho de Tatá Werneck, seja na TV aberta ou fechada, certamente se animará a assistir o filme que estreia essa semana: TOC - Transtornada Obsessiva Compulsiva, e que além da atriz conta com outros nomes de peso no elenco como Bruno Gagliasso, Vera Holtz e Luis Lobianco.
O filme conta a história de de Kika K uma jovem atriz em ascensão, que não consegue pisar em linhas(seu maior TOC), cujo objetivo é protagonizar a próxima novela das nove e para isso conta com o apoio de sua empresária, um tanto quanto radical em promove-la, por exemplo quando contrata um escritor fantasma para escrever "1003 maneiras de ser feliz" e Kika K posar de autora, ela só não esperava que este autor fantasma fosse desencadear uma série de grandes acontecimentos.
Decidida a encontrar o autor, Kika K embarca numa jornada com Vladimir, vendedor da fnac que estava na ses/ão de autógrafos e vende as informações sobre o autor para Kika, desde então os dois se tornam companheiros e ela começa a reavaliar seu estilo de vida, seu namoro e como lida com seu fã obsessivo. Ela entra em crise e começa e mudar completamente sua vida, muda seus conceitos e repensa seus objetivos na vida e inicia o processo de cura do TOC.
O mais legal do filme é ver como a doença é abordada, o TOC é uma característica da personagem, mas não é o que a define, cada personagem da trama tem seus jeitos e manias e a história embarca muito além dos problemas psicológico de cada um. Mais do que uma comédia ou um drama, o filme trata de pessoas reais, que muitas vezes por conta do trabalho ou de outras pessoas precisam fingir estar feliz quando precisam de um tempo para si, para refletir e analisar os rumos de sua vida.
Diferencialmente das outras comédias TOC não traz aquele humor escrachado, não faz piada com um assunto tão sério que é essa doença, o filme tem um enredo complexo que arranca risadas desde situações cotidianas a situações completamente inusitadas, brincando com a própria comédia e a loucura que é a mente humana. O filme ainda conta com uma bela fotografia, figurino impecável (mesmo nas cenas em que Tatá vive uma heroína pós apocalíptica) e uma excelente trilha sonora.
TOC estreia 09/02 nos cinemas brasileiros!

Um comentário

  1. Infelizmente ainda não assisti esse filme. E fiquei interessada em ver por tratar de um assunto sério( TOC ), de forma delicada.
    Sem pesar demais no drama ou esculachar sobre um problema que atinge várias pessoas.

    Gostei!

    ResponderExcluir