04 setembro 2016

[Resenha]: O que há de estranho em mim

Sinopse:
Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade.
Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.
Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.


O que eu achei? 
Depois de ler os sucessos "Se eu ficar" e "Para onde ela foi" da autora Gayle Forman, que se tornaram meus queridinhos a expectativa para ler "O que há de estranho em mim" estava lá no alto e posso dizer que o livro não me decepcionou mas também não me surpreendeu.


O que há de estranho em mim, conta a história da Brit, uma adolescente dona de um cabelo cheio de mexas rosas que vive com o pai, a madrasta (vulgo Monstra) e seu meio irmão, e que divide seu tempo entre a escola e os ensaios de sua banda de rock, quase não passando tempo em casa.Ela passa tanto tempo com sua banda que quer passar suas férias de verão viajando com ela e participando de festivais, mas seu pai a impede e diz que nas férias eles farão uma viagem em família.

Porém, a viagem não passava de uma grande enganação de seu pai para interna-la em um reformatório que atende todo o tipo de menina "problemática", as bulímicas, as anoréxicas, as depressivas, as lésbicas (sim, acredite!), as drogadas e, como no caso de Brit, as com transtorno desafiador, e o método usado neste reformatório é completamente agressivo e ficamos tão perdidos quanto a personagem sobre o porquê dela estar lá.
No início do tratamento Brit fica completamente isolada, mas conforme ela avança nas fases do programa ela conhece quatro meninas e é aí que a história ganha força. Brit, V, Bebe, Martha e Cassie se auto intitulam as irmãs insanas e essa amizade as fortalece e as faz lutar para acabar com aquele tormento, não só delas, mas de todas as meninas que estão naquela verdadeira prisão de adolescentes.
O livro fala sobre amizade, família e principalmente sobre ser adolescente, a fase mais confusa da vida, que nos questionamos quem somos, quem seremos, as amizades mudam, o estilo muda, mudamos muito de quem éramos na infância, e os pais que já se esqueceram de como é ter essa idade não compreende esse tanto de mudanças, e é justamente sobre estar incompreensão que o livro fala de forma intensa.
O único problema do livro, ao meu ver, foi a tradução do título, não que "O que há de estranho em mim" seja ruim, porém passa a ideia errada do livro e faz o leitor ficar o livro inteiro tentando descobrir o que Brit tem que estranho, quando este não é o foco principal. Já no título original Sisters in Sanity, Irmãs Insanas, em tradução livre,(nome já traduzido para o grupo de amigas) passaria muito melhor a ideia do tema principal do livro, mas tudo bem, o livro é maravilhoso com qualquer um dos títulos, e Gayle conquista mais um espaço na minha estante e em meu coração.

2 comentários

  1. Adorei a resenha! Eu tenho esse problema de ler livros de algum escrito e criar altas expectativas com os próximos, aconteceu com os outros livros do George Martin :( Mas adorei seu blog, e se quiser, dá uma passadinha no meu!

    http://malapropismo.blogspot.com.br/

    Beijos!

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  2. Eu, honestamente, nunca sei se amei ou odiei qualquer livro da Gayle que eu leio! Mas todos eles sempre têm aquela coisinha especial <3
    Aprendi muito com "O que há de estranho com esse lugar". Irmandade significa tudo <3

    Um beijo <3

    Thiago ( Aliança )

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