[Teatro] O longa-metragem “Bárbara não lhe adora” divulga Trailer e data de lançamento dia 26 de novembro
O longa-metragem Bárbara não lhe adora, baseado na obra de Henrique Tavares, com direção de Douro Moura, divulga trailer e data de lançamento no dia 26 de novembro nos cinemas, em circuito nacional. Com roteiro de Douro Moura e Henrique Tavares, o longa tem no elenco principal Charles Paraventi (“Farofeiros 1, 2 e 3”), Antonio Fragoso (Farofeiros 1, 2 e 3), Welder Rodrigues (“Amigos em Fuga”), Alexandre Moreno (“Uma Onda no Mar” - Kikito de Ouro de Melhor ator), Flávia Fafiães (“Bendito Fruto”), Gabriela Estevão (“Sonho de Rui”) e Ana Paula Botelho (“Amor da Minha Vida”). O filme Bárbara não lhe adora foi produzido e terá distribuição da Studio 10 Filmes.
O autor de teatro Henrique Tavares criou, em 2000, a comédia teatral Barbara não lhe adora, um texto inusitado onde artista e crítica se enfrentam gerando confusões e situações hilárias. Sucesso de público e crítica, a peça foi assistida por mais de 120 mil pessoas em quase todos os estados brasileiros. O roteiro cinematográfico de Barbara não lhe adora é uma adaptação desta peça. Bárbara não lhe adora, mas não é uma comédia colorida. “É uma história patética porém escura, envolta por sentimentos profundos de frustração, humilhação e do embate auto-destrutivo de egos em frangalhos. Imensos egos chocando-se num caos que jamais se organizará, egos vivendo uma aventura desconexa da realidade de suas próprias existências.” explica o diretor Douro Moura.
Todo o visual de Bárbara não lhe adora, deveria expressar a decadência do que outrora fora majestoso, a ruína do que antes era palácio, a humilhação pisando de calcanhar no orgulho. Essa história sobre a decadência se passa nas ruas estreitas, becos e vielas em torno do Arco do Teles no centro do Rio, um ambiente de sombras etéreas, de esquinas suspeitas e fachadas gloriosas de histórias pesadas de um passado recente. É nesse cenário que o grupo planeja e executa sua vingança criminosa. A história se passa no Rio de Janeiro na década de 1990, entretanto, por questões de orçamento e logística, a maior parte das cenas internas deveriam ser realizadas em Brasília, DF.
“Durante as filmagens nos deparamos com a situação do Teatro Dulcina de Moraes de Brasília, abandonado e destruído. Esquecido pelo governo e pela sociedade da Capital Federal, todo o complexo do Teatro e seu enorme anexo que já serviu de faculdade de artes, está sendo disputado por denominações religiosas. O filme também passou a ter a pretensão de chamar a atenção para esses fatos e quem sabe sensibilizar uma tomada de ação pela recuperação desse importante Teatro.” explica o diretor.
Sinopse
Após receber uma resenha negativa, um grupo de teatro mambembe de vanguarda resolve sequestrar a temida crítica de teatro Bárbara Heleonora. O diretor ensaia cada passo do sequestro como um grande espetáculo. No cativeiro, o grupo faz uma segunda apresentação para Bárbara, explicando cada detalhe da encenação. O preço do resgate é a publicação de uma nova crítica, desta vez, positiva.
Bárbara não lhe adora
visão do Diretor, Douro Moura
O roteiro cinematográfico de Barbara não lhe adora é uma adaptação da peça Barbara não lhe adora, de Henrique Tavares, um texto inusitado onde artista e crítica se enfrentam gerando confusões e situações hilárias. A crítica exercia influência menos volumosa mas muito mais impactante do que blogueiros e ‘influencers’ do século 21, portanto, esse peso tem quer expresso visual e sonoramente no filme. O impacto da crítica de Teatro Bárbara Heliodora em atores, autores, diretores, figurinistas, cenógrafos e muitos outros profissionais das artes, não somente machucava, mas gerava tanto rancor e humilhação que muitos sonhavam se vingar da cruel Bárbara Heliodora, com crueldades.
A inspirada premissa de Bárbara não lhe adora: Numa época decadente, de crises econômicas reincidentes, com o fascismo silenciosamente à espreita e os profissionais de arte lutando para sobreviver num mundo onde gatos e ratos têm mais importância do que cidadãos, um aparentemente inofensivo grupo de teatro, em seu humilhante desespero, resolve fazer justiça com as próprias mãos contra a Crítica.
Bárbara não lhe adora, não é uma comédia colorida. É uma história patética porém escura, envolta por sentimentos profundos de frustração, humilhação e do embate auto-destrutivo de egos em frangalhos. Imensos egos chocando-se num caos que jamais se organizará, egos vivendo uma aventura desconexa da realidade de suas próprias existências. Todo o visual de Bárbara não lhe adora, deveria expressar a decadência do que outrora fora majestoso, a ruína do que antes era palácio, a humilhação pisando de calcanhar no orgulho. Essa história sobre a decadência se passa nas ruas estreitas, becos e vielas em torno do Arco do Teles no centro do Rio, um ambiente de sombras etéreas, de esquinas suspeitas e fachadas gloriosas de histórias pesadas de um passado recente. É nesse cenário carregado de decadência que o grupo planeja e executa sua vingança criminosa.
Visão Henrique Tavares, autor da Obra Original e co-Roteirista
Sobre Bárbara Não Lhe Adora: Em 1997, eu produzi, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, um espetáculo que recebeu uma crítica arrasadora de Bárbara Heliodora. Como de costume, achei graça. Sempre acreditei que o artista só não pode ser ignorado. Por motivos óbvios, não direi o título da peça, mas o fato é que o ator protagonista ficou revoltado. Quando entrei no camarim pra cumprimentá-lo, me surpreendi ao ver sua figura esquálida chorando diante do espelho.
O ator, indignado, exigiu que eu, como produtor, tomasse as devidas providências. Num piscar de olhos me vi escrevendo cartas com respostas mal criadas para o jornal, cartas que só servem para os leitores lembrarem que o seu espetáculo recebeu uma crítica negativa, me vi envolvido em brigas judiciais que iriam consumir anos e anos da minha vida. O ator insistia: 'O que você vai fazer? O que você vai fazer?'. De súbito, me veio a resposta: 'Bom, eu conheço uns caras em Chicago...'.
A resposta, claro, foi uma piada. Uma piada que ficou anos na minha cabeça. Pensava: 'Como nós artistas somos sensíveis e, ao mesmo tempo, tão carentes, megalomaníacos e egóicos. Como a crítica é útil e necessária, mas, ao mesmo tempo, tantas vezes cruel, injusta e parcial'. Resolvi então escrever uma comédia que colocasse artistas e críticos na berlinda. Inevitável falar de Bárbara Heliodora. A crítica mais importante do país foi, durante décadas, o epicentro do teatro brasileiro. Uma personagem ímpar e controversa, temida, amada e odiada pela classe artística. Com seu ar severo e professoral, Bárbara é o estereótipo de uma crítica de teatro em qualquer parte do mundo. Tinha em mãos uma personagem universal. Bárbara não lhe adora' fez sua primeira apresentação em 1999, no Ciclo de Leituras da Casa da Gávea, e estreou em outubro de 2000, no Teatro Villa Lobos, Rio de Janeiro.
Desde o início, o espetáculo foi um sucesso. Durante muitos anos viajamos e fizemos várias temporadas divertindo o público de todo o Brasil. A Bárbara de verdade, esteve na nossa estréia e encarou a “homenagem” com bom humor. Acreditem, Bárbara era bem humorada. Escreveu uma ótima crítica e nunca criou empecilhos para a carreira do espetáculo.
Sinto falta dessa mulher que, do seu jeito, dedicou uma vida ao teatro. Quem nunca foi detonado pela Bárbara que atire o primeiro jornal! Eu tive essa honra. Como não amar frases como 'Fulano de Tal ultrapassou os limites do ridículo e do patético'? Hahaha. Obrigado Bárbara!
Elenco
GERALDO, o Diretor Charles Paraventi ~-
PABLO, o Figurinista Antonio Fragoso ~-
ÍTALO BRITO Welder Rodrigues ~-
JOTA ELLE Alexandre Moreno
PRODUÇÃO Flávia Fafiães
RITA JENNYFFER Gabriela Estevão
BÁRBARA Ana Paula Botelho
CABO MARCELO Leandro Santana
SOLDADO TAVARES Pedro Monteiro
TAJ Paulo Giannini
SUSHI-MAN Celso Taddei
MARIDO DE RITA Glaucio Gomes
ASS. PRODUÇÃO Juliana Guimarães
ENTREVISTADORA Tauane
PROFESSOR DE VOZ Felipe Lima
ASS. PRODUÇÃO Alfredo Boneff
JORNALEIRO MIRIM Jorge Carvalho Santanna
Ficha técnica
Direção Douro Moura
Produção Cristiano Vieira
Roteiro Adaptado Douro Moura e Henrique Tavares
Fotografia Daniel Basil
Arte Didi Colado
Figurino Cláudia Wiltgen
Maquiagem Enoque
Cabelo Camila Crocodilo
Montagem Douro Moura
Trilha Sonora Original Sascha Kratzer e Rafael Maklon
Desenho e Mixagem de Som Micael Guimarães
Produtora Stud10
Douro Moura diretor e roteirista
Douro Moura é pernambucano, e após trabalhar no Rio de Janeiro, São Paulo e Miami nos Estados Unidos, fixou residência em Brasília. Possui trajetória de 35 anos no cinema e na televisão, realizando documentários e séries como Universo Discovery, Vida@Linea, CiberKids, Documento Especial, Disney Planet, Tartarugas Marinhas (SHELLSHOCKED), Por los caminos del Che, GIRO com Paulo Roberto Falcão, Homens Gourmet na Estrada e Across the Amazon, com passagens por importantes veículos de comunicação como Discovery Channel, NatGeo e Disney Channel e produtoras como Casablanca/SP, Bossa Nova/SP, Comunicação Alternativa/RJ e CaradeCão/Pe. Escreveu, produziu, dirigiu e montou obras curta, média e longa-metragem com participações e premiações em festivais nacionais e internacionais: Miami/EUA, Índia, Pará, Ouro Preto, São Paulo, Maranhão e Brasília. Como roteirista e montador, Douro Moura participou dos longa-metragens: Guia Histórico e Sentimental da Cidade do Recife, Amundiá-Soatá, Jeitosinha, Letícia, Hungria, Meus olhos não nasceram para perder tempo, e vários curta-metragens premiados como Mamãe tá na geladeira e Monstros. A comédia Bárbara não lhe adora é a estreia de Douro Moura em longas-metragem de ficção.
Henrique Tavares - roteirista
Autor e Roteirista da Rede Globo por 10 anos, Diretor de Teatro, Professor de dramaturgia e interpretação. Na TV, trabalhou nos programas Amor e Sexo, Estrelas (Rede Globo), A Grande Farsa (Multishow), Vampiro Carioca (Canal Brasil) e ZORRA (Rede Globo), indicado ao Prêmio EMMY Internacional 2016 na categoria Melhor Série de Comédia e APCA 2019 na categoria Melhor Programa de TV. No teatro, dirigiu espectáculos como "Pai Ilegal" (2022), "Ideia Fixa" de Adriana Falcão (2015), “Obsessão” de Carla Faour (2012), quando foi indicado ao Prêmio SHELL de Melhor Diretor, "Inquieto Coração" (2008), adaptação da obra de Santo Agostinho e “A Força do Destino” de Nélida Piñon (2006), eleito pelo jornal O Globo “Um dos Dez Melhores Espetáculos do Ano”. Também escreveu e dirigiu: “Cidade Vampira” em parceria com o escritor Fausto Fawcett (2005); “Telecatch” indicado ao Prêmio SHELL – Categoria Especial (2002), e a comédia “Barbara Não Lhe Adora” (2000). Escreveu o espetáculo "Neurótica" com Flávia Reis, vencedora do reality show de humor LOL Brasil da Amazon Prime. Formado em Artes Cênicas pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras), Rio de Janeiro, Henrique participou como autor convidado do curso de dramaturgia ministrado pela Royal Court Theatre no Brasil. Também foi aluno dos autores Bosco Brasil, João Bethencourt, Lauro César Muniz, Miguel Falabella, de Judith Malina (The Living Theatre), do dramaturgo chileno Marco Antonio de La Parra e do espanhol José Sanches Sinisterra. Foi professor de dramaturgia e Interpretação no Nós do Morro, UniverCidade, CAL, SESC, SBAT, Espaço Telezoom, SESI e Casa Aguinaldo Silva de Artes.
Studio 10 Filmes
Produtora de Brasília, estabeleceu-se inicialmente ao atender o mercado local de filmes publicitários e institucionais. A partir de 2017, dedicou-se à produção de entretenimento e dirigiu o documentário "Um Domingo de 53 Horas" (Festival de Brasília do Cinema Brasileiro). No ano seguinte, foi produzido, "Eu Sinto Muito", longa-metragem de ficção que aborda o Transtorno de Personalidade. A produtora fez a série de animação infantil "Bipo", com 20 episódios, que estreou na TV Brasil em 2024, a primeira série de animação produzida em Brasília. A produtora também realizou o longa "Letícia", lançado em março de 2024. Em 2026, lançou o longa-metragem "Hungria, a escolha de um sonho", protagonizado por Gabriel Santana.



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