[News] Com direção de Fernando Philbert, o monólogo “Selvagem” encerra temporada, nesta sexta-feira (04/09), no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana

 Com direção de Fernando Philbert, o monólogo “Selvagem” encerra temporada, nesta sexta-feira (04/09), no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana


foto Gui Maia

Peça é uma adaptação do romance homônimo de Marília Passos, finalista do Prêmio Jabuti. A atriz Gabriela Rosas vive uma obstetra que, em sua jornada de autodescoberta, deixa o Brasil para uma missão dos Médicos Sem Fronteiras

A busca de uma mulher por autoconhecimento e transformação pessoal costuma envolver experiências profundas e corajosas. Pode ser uma jornada dolorosa, que pressupõe disposição para enfrentar grandes desafios. Essa reflexão é o ponto de partida do monólogo “Selvagem”, que encerra temporada, nesta sexta-feira (04/09), no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana. Com texto de Marília Passos e direção de Fernando Philbert, a atriz Gabriela Rosas dá vida a Mariana, uma obstetra desencantada com seu casamento e a vida que leva no Brasil. Em busca de novos caminhos, ela se voluntaria para uma missão dos Médicos Sem Fronteiras no Sudão do Sul, um país devastado pela guerra civil. 

Inspirado no romance homônimo de Marília Passos, finalista do Prêmio Jabuti 2023, o espetáculo constrói uma narrativa intensa e poética sobre a nova rotina de Mariana em um ambiente violento, hostil e imprevisível. Ao mesmo tempo em que precisa lidar com tantos e novos desafios, a médica vive uma paixão arrebatadora por Nino, um médico brilhante e enigmático que lhe apresenta uma nova forma de enxergar o mundo e a si mesma. A trama também propõe discussões sobre as violências e limites vividos pelo corpo feminino e as complexidades da maternidade.

“A ideia nasceu do desejo de contar uma história de amor ambientada em um lugar extremo. O Sudão do Sul surgiu justamente por reunir tragédia e força, violência e encantamento. Mas, ao longo da escrita, percebi que essa era, acima de tudo, a história de uma mulher que encontra coragem para romper com uma vida infeliz e descobre que a transformação que procura não está no outro, mas dentro de si”, descreve a autora Marília Passos. “A adaptação do livro para a peça foi muito rica. Novas camadas e leituras surgiram ao longo desse percurso. A criação nunca termina”, completa.

Ao longo da peça, somos convidados a testemunhar a fragilidade que se transforma em força, o amor que exige renúncias e as incertezas que, paradoxalmente, trazem novas alegrias. O formato de monólogo amplifica a vulnerabilidade e a intimidade da personagem, criando uma conexão profunda entre a atriz e o público, que compartilha de perto suas reflexões e emoções íntimas. “O que mais me emociona ao interpretar Mariana é acompanhar a coragem dela de sair de uma vida estável e se lançar ao desconhecido em busca de se sentir viva novamente. Ao enfrentar situações extremas, inclusive no amor, ela encontra força para seguir em frente e transformar a própria história. Espero que o público seja atravessado por essa trajetória e saia do espetáculo refletindo sobre seus medos, desejos e sobre a coragem necessária para mudar a própria vida”, destaca a atriz Gabriela Rosas.

O diretor Fernando Philbert reforça que, ao abordar diferentes camadas da experiência feminina, o espetáculo abre espaço para múltiplas leituras e reflexões. “O foco da peça não é a guerra nem a violência em si, mas a transformação dessa mulher. O que nos interessava era acompanhar essa virada de chave, a descoberta de uma nova forma de viver e de amar. Ao mesmo tempo, o espetáculo aborda questões femininas muito importantes, como a maternidade, a sobrecarga mental e as pequenas violências cotidianas”, reflete.

O projeto Selvagem é uma iniciativa do Ministério da Cultura, com realização da Sete Veredas Produções, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Sinopse

Mariana, uma obstetra brasileira marcada por inquietações pessoais e profissionais, decide abandonar a vida que conhece para atuar em uma missão humanitária no Sudão do Sul, país devastado pela guerra civil. Longe de suas referências e confrontada pela violência, ela mergulha em uma realidade extrema que desafia suas certezas e transforma profundamente sua maneira de existir

 

Sobre Fernando Philbert

Fernando Philbert é diretor de teatro natural de Porto Alegre, e vive no Rio de Janeiro desde 1997. Foi marinheiro por três anos, saiu da vida militar para estudar jornalismo e fazer curso de teatro. Fez sua primeira assistência de direção com Aderbal Freire-Filho na peça “Sylvia”, com Louise Cardoso, em 2002. Voltou a trabalhar com Aderbal no espetáculo “A Ordem do Mundo”, com Drica Moraes, e seguiu em “Hamlet”, com Wagner Moura. Trabalhou ainda como diretor assistente de Domingos Oliveira, Gilberto Gawronski, Marcio Meirelles e Lázaro Ramos. Como diretor, tem mais de 30 espetáculos com montagens no Brasil, Uruguai e Portugal, entre eles “Todas as Coisas Maravilhosas”, com Kiko Mascarenhas, “Três Mulheres Altas”, com Deborah Evelyn Sueli Franco e Fernanda Nobre, “O Escândalo Philippe Dussaert”, com Marcos Caruso, e “Diário do Farol”, com Thelmo Fernandes.

Sobre Gabriela Rosas

Gabriela Rosas é atriz, apresentadora e bacharel em comunicação social com ênfase em Cinema pela FAAP. Cursou "Ècole Philippe Gaulier", em Paris, onde mergulhou nos estudos de máscara neutra, Shakespeare, tragédia grega, melodrama, vaudeville, bouffon, clown e Tchekhov. Em seu retorno, trabalhou como apresentadora na Rede Vanguarda (afiliada da Rede Globo) e participou da Cia. Antro Exposto de Teatro, em São Paulo. Com o monólogo “Lá Fora Algum Pássaro Dá Bom Dia”, com direção de Marcelo Rubens Paiva, foi convidada a atuar no Festival de Curitiba. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 2010, onde participou das aulas de interpretação para atores profissionais de Daniel Herz. Em parceria com o diretor, atuou em diversas peças, entre elas “Nadistas e Tudistas”, “Decote” e “O Pena Carioca”. Gabriela também atuou na peça "Édipo e o Rei, um acidente Mitológico" e, junto com três amigas atrizes, produziu e atuou em “Perdoa-me Por Me Traíres”, de Nelson Rodrigues. Essa peça teve cinco temporadas, sendo a última em 2023, no Sesc Copacabana. Gabriela recebeu o Kikito de melhor atriz, em Gramado, pelo curta ‘Noite de Sol”, fez participações em novelas da Globo, Record e SBT, e da série “Pablo e Luisão”, de Paulo Vieira, em exibição na TV Globo. Também começou a atuar como dubladora.

 

Sobre Marília Passos

 

Marília Passos é autora de seis livros, além de ter colaborado em coletâneas de contos, roteiros de séries e filmes. “Selvagem” foi finalista do Prêmio Jabuti em 2023. Natural de Campinas, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro, dança e literatura. Depois de 10 anos atuando em novelas e filmes, começou a se dedicar à escrita. Seus livros retratam universos distintos, mas seus personagens têm algo em comum: estão em busca de sua individualidade. Reinvenção e a busca pela verdade são os temas principais de sua obra.

 

Ficha Técnica
Direção:
Fernando Philbert
Texto: Marília Passos
Adaptação: Marília Passos, Gabriela Rosas e Fernando Philbert
Elenco: Gabriela Rosas

Música original: Marcelo Alonso Neves
Direção de movimento: Monique Ottati
Iluminação: Vilmar Olos
Cenografia: Natália Lana
Figurino: Tiago Ribeiro
Costura do figurino: Maria de Jesus
Assistente de direção: Monique Ottati
Cenotécnico: André Salles
Cenógrafa assistente: Alessandra Rodrigues
Costureira de cenário: Nice Tramontin
Cenotécnica: A Salles Cenografia, André Salles, Walmir Jr., Wellington Carmo e Marcinho Domingues

Diretor de palco: Raul Mororó

Operador de luz: André de Carvalho
Fotos: GuiMaia
Assistente de fotografia: Wagner Alves
Maquiagem e cabelo: Vitor Martinez
Coordenação de produção: Heder Braga
Assistente de produção: Malu Gonçalves
Operação de som: Ana Lúcia Lima
Designer gráfico: Dinho Santoz

Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Idealização: Gabriela Rosas e Marília Passos
Produtora administrativa: Aryane Barcelos

Controller: Priscila Cardoso

Contabilidade: Joelma Matos

Jurídico: Marilene Teixeira

Produção e Gestão de Projeto: Dinho Santoz / Sete Veredas Produções

 

Serviço

Selvagem
Temporada: de 13 de agosto a 4 de setembro de 2026
Dias e horários: quintas e sextas-feiras, às 20h
Teatro Gláucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, Rio de Janeiro.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)

Lotação: 150 pessoas
Duração: 1h15

Venda online:  https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821/d12b0ee9d8da9ba53449e7d1b32251d68c7a5940 

Classificação: 14 anos

 

Assessoria de imprensa

Racca Comunicação

Rachel Almeida

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