[News] Com produção e coordenação de Ivan Costa, cofundador da CCXP, espaço inédito reuniu 34 quadrinistas de diferentes gerações, como Laerte, Rafael Coutinho, Fábio Yabu e Helena Cunha, registrando 93,3% de aprovação nas metas de vendas

Pela primeira vez em sua história, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo contou com uma área dedicada exclusivamente aos quadrinistas. 
 
Batizada de Alameda dos Artistas by BIC, a novidade da edição de 2026 encerrou sua estreia com resultados expressivos de público, vendas e satisfação. Mais de 760 mil visitantes puderam conhecer o espaço, que reuniu 30 mesas e 34 autores de histórias em quadrinhos de diferentes estilos e gerações, ampliando a presença da linguagem dentro do maior evento literário da América Latina. O espaço teve coordenação de produção de Ivan Costa, cofundador da CCXP e CEO da Chiaroscuro Studios, reforçando o protagonismo conquistado pelas HQs no mercado editorial brasileiro.

Uma pesquisa respondida pelos 30 expositores registrou um faturamento bruto autodeclarado de R$ 1,252 milhão ao longo dos dez dias do evento. Para 66,7% dos participantes, as vendas ficaram acima ou muito acima do esperado; ao incluir os que alcançaram exatamente suas expectativas, o índice chegou a 93,3%. O faturamento mediano foi de R$ 22 mil por participante e o médio atingiu R$ 41,7 mil, com picos individuais de até R$ 120 mil. Os quadrinhos lideraram a preferência, aparecendo entre os itens mais vendidos em 83,3% das mesas, seguidos por prints, livros e adesivos.

Para Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), a estreia do espaço refletiu o amadurecimento do mercado e o compromisso da Bienal em abraçar a pluralidade da literatura nacional. “A Bienal do Livro sempre foi o reflexo da diversidade literária do nosso país, e os quadrinhos são hoje um dos pilares mais vibrantes e criativos do nosso mercado editorial. Trazer a Alameda dos Artistas de forma inédita e estruturada para o evento é reconhecer a força cultural das HQs e o talento dos nossos artistas, além de consolidar essa arte como literatura de altíssima qualidade no coração da Bienal”, afirmou. 

Inspirada no tradicional conceito de Artists' Alley, presente nos principais festivais internacionais de cultura pop, a Alameda foi concebida para aproximar criadores e leitores, colocando a produção nacional diante de um público amplo e familiarizado com a literatura, mas que muitas vezes não frequentava eventos especializados. O resultado de visibilidade foi expressivo: 53,3% dos artistas destacaram ter obtido mais visibilidade na Bienal do que em outros eventos do gênero. “A Alameda dos Artistas criou uma experiência que reuniu relevância cultural, descoberta e resultado econômico. A estreia provou que os quadrinhos não apenas encontram espaço na Bienal do Livro, como ajudam a ampliar a própria ideia de leitura celebrada pelo evento”, destacou Ivan Costa.

A diversidade estética, de gêneros (humor, aventura, mangá, ficção científica, narrativas LGBTQIAPN+, entre outros) e de gerações foi um dos pilares da área. O público pôde encontrar de nomes consagrados a fenômenos da internet e autores independentes. A lista de participantes contou com Téo & o Mini Mundo, Batatinha Fantasma, Quadrinhos A2, Lark, Monge Han, Paulo Moreira, Hiro Kawahara, Nimbo Quintal, Magô Pool, Helena Cunha, Helô D'Angelo, Zapata Edições, André Freitas, Linhadotrem, Laerte & Rafael Coutinho, Mário César, Germana Viana, Laudo, Franco de Rosa, Hugo Canuto, Gidalti Jr., Robson Moura, Geovan Motter, Kaiju, Daniel HDR, Fábio Yabu, Magenta, Marina V & Lucas Meyer, Isadora Zeferino e Picolo.

Além da comercialização de obras, o espaço permitiu acompanhar o processo criativo dos artistas ao vivo, com sessões de autógrafos, demonstrações de técnicas do desenho digital ao nanquim e produções de ilustrações em tempo real. O impacto refletiu-se nos depoimentos dos participantes, que atribuíram nota média de 9,47 à experiência geral no evento. “A Bienal provou que existe um interesse enorme por histórias em quadrinhos fora da bolha dos fãs de HQs. Para nós, a participação foi um divisor de águas”, avaliou a equipe da Kaiju Editora. A artista Helena Cunha ressaltou as oportunidades geradas: “Tive contato com meu público, fui chamada para novos trabalhos e saio recarregada de ideias”. Já Germana Viana reforçou o valor de alcançar novos leitores: “Estou feliz demais de levar meus gibis para tanta gente que ama leitura, mas que nem sabia que a gente existia”.

Com a estreia bem-sucedida da Alameda dos Artistas no Distrito Anhembi, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo ampliou seu diálogo com diferentes formas de narrativa e consolidou a transformação do mercado editorial, onde as HQs ocupam um papel definitivo na formação de leitores, nos catálogos das grandes editoras e nas listas de mais vendidos do país.

Em números

· 760 mil visitantes 
· 87 mil m² de área total 
· 75 mil m² de área expositiva 
· 269 expositores 
· 800 autores, sendo 91% brasileiros 
· 3,65 milhões de livros ofertados 
· 57% de aumento na média de faturamento dos expositores em relação a 2024 
· R$ 20 milhões em vales-livro 
· +52 mil estudantes beneficiados 
· +154 mil servidores da rede municipal beneficiados 
· + 2 mil servidores e colaboradores da Secretaria Municipal de Cultura de SP 
· 5 dias com ingressos esgotados

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo é apresentada pelo Itaú Unibanco, tem o Skeelo como patrocinador master e o patrocínio de Chambril, Chamex, Claro, Mercado Livre e Pólen, um produto Suzano. O evento conta ainda com o oferecimento da Prefeitura de São Paulo e o apoio de BIC, Colgate, Faber-Castell, Sura e TecHub.

Serviço

Evento: Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Data: 4 a 13 de setembro de 2026
Local: Distrito Anhembi – São Paulo
Público estimado: 760 mil visitantes
Expositores: 269

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