[News]Efeito Rock in Rio: rede de clínicas registra aumento de 60% na procura por terapias injetáveis durante passagem de turistas pelo Rio
Efeito Rock in Rio: rede de clínicas registra aumento de 60% na procura por terapias injetáveis durante passagem de turistas pelo Rio
Estrangeiros estiveram entre os pacientes que mais buscaram atendimento; cansaço, baixa disposição e sintomas de resfriado apareceram entre as principais queixas
O Rock in Rio movimentou não apenas hotéis, restaurantes e pontos turísticos da cidade, mas também o setor de saúde. Durante o período do festival, a Sorovitta, rede de clínicas especializada em terapias injetáveis, emagrecimento e estética, registrou aumento de 60% na procura por atendimentos em suas unidades no Rio de Janeiro.
De acordo com levantamento interno da rede, o crescimento foi acompanhado por uma presença expressiva de turistas estrangeiros. Entre as principais queixas relatadas pelos pacientes estavam cansaço, baixa disposição e sintomas de resfriado.
A movimentação coincide com o aumento do número de visitantes na cidade. Dados divulgados pela Embratur mostram que foram emitidas 14.856 passagens aéreas internacionais com destino ao Rio de Janeiro durante o período do Rock in Rio, volume 7,5% superior ao registrado na edição de 2024.
Argentina, Uruguai e Estados Unidos estiveram entre os principais países de origem desses visitantes. A ocupação hoteleira também chegou a 77,6% na primeira etapa do festival e ultrapassou 85% em regiões como Copacabana e Leme.
Segundo a médica Tatiana Jaber, fundadora da Sorovitta, a maior familiaridade dos estrangeiros com as terapias intravenosas pode ajudar a explicar o crescimento da demanda durante grandes eventos. Além dos turistas que vieram ao Rio para acompanhar os shows, a médica revela que a clínica também recebeu pessoas diretamente envolvidas com o festival.
“Durante o Rock in Rio, atendemos turistas brasileiros e estrangeiros e também algumas atrações que participaram do festival. Por uma questão de ética e respeito ao sigilo médico, não podemos revelar nomes nem detalhes dos atendimentos, mas percebemos uma procura significativa por parte desse público. Em alguns países, especialmente nos Estados Unidos, as terapias intravenosas já são mais conhecidas, e muitos estrangeiros chegam ao Brasil familiarizados com esse tipo de cuidado”, afirma Tatiana Jaber.
A programação extensa do festival, com várias horas em pé, grandes deslocamentos e mudanças na alimentação e no horário de sono, pode contribuir para o desgaste físico. Entretanto, a médica ressalta que a terapia injetável não deve ser tratada como uma solução automática para recuperar a disposição, prevenir doenças ou curar resfriados.
“As principais queixas foram cansaço, baixa disposição e sintomas de resfriado, mas não existe um protocolo único para quem participou de um festival. Avaliamos o histórico, os sintomas, possíveis doenças preexistentes, o uso de medicamentos e a real necessidade de cada paciente. Em alguns casos, a principal orientação pode ser repouso, hidratação oral e alimentação adequada. Em outros, pode haver indicação médica para uma terapia específica”, esclarece Tatiana.
A especialista também orienta que turistas não realizem procedimentos injetáveis sem conhecer a estrutura do estabelecimento e a formação dos profissionais responsáveis. Procedência, lote e validade dos produtos, condições de armazenamento, biossegurança e preparo da equipe para possíveis intercorrências devem ser observados antes do atendimento.
“O fato de a pessoa já conhecer ou utilizar terapias intravenosas em seu país não elimina a necessidade de uma nova avaliação. As necessidades podem mudar, e todo procedimento injetável envolve riscos e deve possuir indicação clínica”, reforça.
Para a Sorovitta, o aumento de 60% registrado durante o Rock in Rio mostra que os grandes eventos também produzem reflexos sobre os serviços de saúde e bem-estar, especialmente em uma cidade que recebe um número crescente de turistas internacionais.
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