[News] Exposição “UNA”, de Roberto Galvão, reúne 114 obras no Museu da Cultura Cearense, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

 Exposição “UNA”, de Roberto Galvão, reúne 114 obras no Museu da Cultura Cearense, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura


Mostra apresenta síntese da trajetória do artista cearense a partir da presença da cor preta em pinturas, esculturas, gravuras e desenhos; exposição fica em cartaz de 29 de agosto a 1º de novembro de 2026


image.jpeg

Em “UNA”, o artista Roberto Galvão utiliza o preto como matriz de criação (Foto: Jeová Siebra)


O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, apresenta, a partir de 29 de agosto, às 10h, a exposição “UNA”, de Roberto Galvão, nome de destaque nas artes visuais do Ceará. A mostra reúne 114 obras, sendo 14 esculturas, 98 trabalhos sobre papel e duas telas, distribuídas nas duas galerias do Museu da Cultura Cearense. Com curadoria de Kadma Marques, curadoria adjunta de Júlio Mesquita e expografia assinada por Túlio Paracampos, a exposição permanece aberta ao público até 1º de novembro, com visitação gratuita. A realização é da Casadazartes Galeria de Artes.


Em suas exposições mais recentes, como “Jardim Interior” (2023) e “Sertão Galvão” (2024), o artista apresentou uma explosão cromática, celebrando a fertilidade da Natureza e a vida que pulsa no Sertão. Inspirado pelas flores do seu próprio jardim e pela vegetação nativa - como mandacarus, damas-da-noite, chananas e orquídeas - enveredou por um caminho onde o real é apenas o ponto de partida para o exercício da linguagem puramente pictórica. Nas duas mostras citadas, ele assumiu o colorido vibrante como um diálogo com a universalidade da arte contemporânea, mostrando a vida que também brota no solo árido do sertão.


Agora, num gesto de ruptura, Roberto Galvão apresenta a série “UNA”, cujo título é um sufixo em nheengatu, língua indígena da região amazônica, que significa preto, negro. O artista vem trabalhando há algum tempo nesta temática para fazer ver a existência dos dois lados. “O sertão é luz, cor vibrante e, ao mesmo tempo, seco e agreste. A beleza encontra-se presente nas duas faces. A poética do sertão é luz e cor intensa, assim como também é silêncio e vastidão”, diz o artista.

 

Entre criação, memória e transformação


Nascido em Fortaleza, em 1950, Roberto Galvão construiu uma trajetória marcada pela experimentação e pelo diálogo com diferentes linguagens das artes visuais. Assim como o colorido vibrante, a cor preta aparece em uma diversidade de temáticas, suportes e técnicas, da presença que se insinua até a afirmação do universo fecundo de onde brota a vida.


Nas décadas iniciais de sua trajetória, a cor preta aparecia muitas vezes como instrumento de construção do desenho, definindo contornos e registrando figuras. Ao longo dos anos essa relação se tornou mais complexa. Nas xilogravuras e águas-fortes produzidas pelo artista, o preto ganhou densidade e passou a participar da construção de personagens, animais híbridos e criaturas que transitavam entre o imaginário e referências do universo sertanejo.


Essa investigação também se relacionou a trabalhos apresentados em exposições anteriores, como “Black White”, em que a cor ocupava um papel central na composição das figuras, e “Mato Branco”, projeto dos anos 2000 que reuniu pinturas, aquarelas, desenhos, gravuras e esculturas, onde as linhas escuras características da gravura foram transformadas em tramas vegetais brancas, retorcidas e entrelaçadas, muitas vezes marcadas por espinhos. 


Em “UNA”, essa produção é revisitada a partir de um elemento que atravessa diferentes momentos de sua carreira: a utilização do preto como matriz de criação. A partir do preto, Roberto Galvão desenvolveu figuras, paisagens, animais, formas híbridas e estruturas que transitam entre o reconhecível e o imaginário. O resultado é uma produção que permite diferentes interpretações e aproxima o espectador de um universo em permanente transformação.


A exposição parte justamente dessa recorrência para propor uma leitura de conjunto da obra do artista. O percurso evidencia como a cor esteve presente em diferentes fases de sua produção, assumindo funções distintas e estabelecendo relações com temas como a natureza, o sertão, a memória, o corpo e os processos de criação.


Assim, é por meio desse elemento que, no intenso trabalho de ateliê, Roberto Galvão segue na busca pela capacidade de abstração, síntese e sonho, transformando essa expressão em linguagem plástica e em fazer artístico.


Sobre Roberto Galvão

Roberto Galvão é graduado e mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC), onde defendeu a monografia “A Escola Invisível: Artes Plásticas em Fortaleza (1924-1958)”. Sua atuação artística ultrapassou as fronteiras do Ceará e do Brasil. Ao longo da carreira, Galvão participou de exposições em países como Argentina, Cuba, Uruguai, Portugal, Espanha, Polônia, França, Alemanha e Bulgária, consolidando uma trajetória marcada pela circulação de sua produção em diferentes contextos culturais.


SERVIÇO

Exposição “UNA”, de Roberto Galvão

Local: Museu da Cultura Cearense – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Fortaleza (CE)
Período: 29 de agosto a 1º de novembro de 2026.

Abertura: Dia 29/08, às 10h 

Visitação: de quarta a sábado, das 9h às 18h30; domingos e feriados das 10h às 19h.

Acesso gratuito


ASSESSORIA DE IMPRENSA - DÉGAGÉ 

Jornalistas Responsáveis: Eugênia Nogueira e Sônia Lage 

Atendimento à imprensa: Sônia Lage e Paulo Martins 

(85) 3252.5401 | (85) 99989.5876| (85) 98743.4291 

degage@degage.com.br | www.degage.com.br


13.08.2026

Nenhum comentário