[Crítica] Colegas e o Herdeiro


Sinopse: Para reencontrar o amigo Stallone, que vive no Uruguai em meio a uma disputa pela herança de um hotel, um grupo de colegas foge do instituto em uma ousada viagem clandestina. A bordo de um avião de carga rumo a Punta del Este, o que deveria ser apenas uma visita transforma-se em uma perigosa aventura quando cruzam o caminho de contrabandistas de pedras preciosas.

O que achei? Colegas e o Herdeiro, longa escrito e dirigido por Marcelo Galvão, é a sequência do filme Colegas lançado em 2012, também dirigido por Marcelo.

Neste longa, Stalone e Aninha vivem em um hotel no Uruguai que Stalone acredita ser herança de sua mãe. Ele convida os novos residentes do Instituto Santa Lúcia para passar uma temporada no hotel.

Assim como o primeiro filme, Colegas e o Herdeiro é um road movie e a maior parte do elenco são de portadores da Síndrome de Down. Em alguns momentos do filme, essa representatividade é um pouco falha pois há momentos do roteiro em que os personagens são tratados com infantilidade e até mesmo capacitismo sem oferecer algo para quebrar esses estereótipos ou criar uma conscientização.

Há também algumas tramas problemáticas que são tratadas como piada como revenge porn e assédio sexual. O namorado de Fernanda abandonando-a e deixando-a em crise para logo após ser perdoado por ela que volta para ele em momento de paixão é um assunto que em vez de ser tratado com seriedade, é romantizado.

É pouco filme para o tanto de acontecimentos e tramas paralelas, o que faz com que eles não sejam aprofundados ou façam sentido e isso deixa o filme saturado, previsível e sem a emoção e carisma do primeiro filme.

A única coisa boa do filme é o elenco, que apesar do roteiro cheio de narrativas previsíveis, superficiais e problemáticas disfarçadas de humor, ainda conseguem ser talentosos e simpáticos.

Colegas e o Herdeiro é distribuído pela H2O Films, produzido pela Gatacine e com a coprodução da Globo Filmes e estreia amanhã, dia 13.

Trailer:






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