[Programação de TV] Canal Brasil presta homenagem a Luiz Carlos Barreto
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| Luiz Carlos Barreto no documentário “Barretão, O Filme”, de Marcelo Santiago, disponível no DOC Canal Brasil (Prime Video). Foto: Divulgação |
Morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, o cineasta, produtor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, um dos principais nomes da história do cinema brasileiro, figura central do Cinema Novo e um dos idealizadores do Canal Brasil. Em homenagem a Barretão, como era conhecido, o Canal Brasil exibirá, a partir de hoje, uma programação especial dedicada à sua trajetória e à sua contribuição para o audiovisual nacional.
Às 22h, o canal exibe uma maratona que começa com uma edição inédita do Cinejornal, apresentada por Simone Zuccolotto, e revisita a vida e a obra de Barretão. Na sequência, às 22h10, vai ao ar o episódio do programa Sangue Latino, dirigido por Felipe Nepomuceno, em que Luiz Carlos Barreto relembra momentos marcantes de sua carreira, fala sobre os laços construídos ao longo da vida e defende a importância do cinema brasileiro.
Às 22h35, o Canal Brasil exibe o documentário "Barretão, O Filme", dirigido por Marcelo Santiago e produzido por André Saddy. Lançado em 2020, o longa-metragem retrata a trajetória de Luiz Carlos Barreto e mostra como o cinema, o futebol, o fotojornalismo e sua proximidade com momentos decisivos da história política e cultural do país se entrelaçam em sua vida.
MAIS DE 60 HORAS DE PROGRAMAÇÃO A PARTIR DE DOMINGO, DIA 26 DE JULHO
A programação especial continua no domingo (26), a partir das 19h30, com a reapresentação do Cinejornal Especial: Homenagem a Luiz Carlos Barreto, seguida de "Barretão, O Filme", de Marcelo Santiago; "Sangue Latino: Luiz Carlos Barreto"; "Terra em Transe", de Glauber Rocha, em que Barretão assina a fotografia; "Vidas Secas", de Nelson Pereira dos Santos; "O Padre e a Moça", de Joaquim Pedro de Andrade; "Sem Frescura: Pereio e Luiz Carlos Barreto"; "Garrincha - Alegria do Povo", de Joaquim Pedro de Andrade; "Isto é Pelé", dirigido por Luiz Carlos Barreto e Eduardo Escorel; e a maratona da série "5x Brasil", dirigida por Luiz Carlos Barreto.
Na segunda-feira (27), a partir das 9h10, a homenagem segue com "Tarja Preta: Luiz Carlos Barreto"; "Memórias do Cárcere", de Nelson Pereira dos Santos; "Ele, O Boto", de Walter Lima Jr.; "Menino do Rio" e "Garota Dourada, ambos de Antônio Calmon; "Inocência", de Walter Lima Jr.; "Bye Bye Brasil", de Cacá Diegues; "Prova de Fogo", de Marco Altberg; o programa "O País do Cinema: O Quatrilho"; "O Quatrilho", o especial "Making of: Filmando Bye Bye Brasil" e "O Rei do Rio", de Fábio Barreto; "Além da Paixão" e "Amor Bandido", de Bruno Barreto.
Na terça-feira (28), a partir das 7h, a maratona reúne "Romance da Empregada", de Bruno Barreto; "Luzia Homem", "Índia, A Filha do Sol", "A Paixão de Jacobina" e "Bela Donna", de Fábio Barreto; "Bossa Nova", "O Que É Isso, Companheiro?", "Flores Raras", "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e "O Beijo no Asfalto", todos de Bruno Barreto; o especial “Making Of: Filmando Dona Flor", de Emiliano Ribeiro; "Lucy & Luiz Carlos Barreto - Partes 1 e 2"; "Sonhos e Desejos" e "A Mulher do Meu Marido", de Marcelo Santiago; e "João, O Maestro", de Mauro Lima.
A programação se encerra na quarta-feira (29), a partir das 7h15, com "O Homem Que Desafiou o Diabo", de Moacyr Góes, e o episódio do programa "Preto no Branco: Luiz Carlos Barreto".
HOMENAGEM A LUIZ CARLOS BARRETO NO DOC CANAL BRASIL
Além da programação na TV, o DOC Canal Brasil, no Prime Video, também reúne um trilho especial em homenagem ao produtor, com títulos que celebram sua contribuição para o audiovisual brasileiro. Estão disponíveis "Barretão, O Filme"; "Making of: Filmando Dona Flor e Seus Dois Maridos", de Emiliano Ribeiro; "Making of: Filmando Bye Bye Brasil", de Fábio Barreto; "Isto é Pelé", de Luiz Carlos Barreto e Eduardo Escorel; "5x Brasil" (temporada 1), de de Luiz Carlos Barreto; e "Garrincha – Alegria do Povo", de Joaquim Pedro de Andrade.
SOBRE LUIZ CARLOS BARRETO
Com mais de 90 filmes produzidos ou coproduzidos, o cearense Luiz Carlos Barreto tem uma biografia que se mistura não só à história do cinema nacional, mas à do Brasil. Sua trajetória artística e política o tornaram o maior produtor do país.
Ele começou a trabalhar com cinema em 1962, quando, aos 34 anos, coproduziu com Herbert Richers o longa “Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Farias, e que rodou seu primeiro longa como produtor (e também roteirista): o documentário “Garrincha - Alegria do Povo”, de Joaquim Pedro de Andrade.
Com Joaquim Pedro de Andrade, Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha e Zelito Vianna, Luiz Carlos Barreto inventou o Cinema Novo. Assinou a direção de fotografia de “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos (1963), e “Terra em Transe”, de Glauber Rocha (1967). “Embarquei na aventura de fotografar pela sombra - o que mudou a fotografia no cinema brasileiro. Rompemos com a estética da escola hollywoodiana”.
Luiz Carlos sempre foi um colecionador de boas histórias e começou a carreira como repórter do jornal do Partido Comunista, no Ceará. Foi fisgado pela fotografia e logo se destacou como repórter fotográfico. Pela Revista Cruzeiro, foi testemunha ocular de fatos memoráveis, alguns impublicáveis na época. “Tive essa sorte. Participei de muita coisa, por dentro mesmo”.
Como fotógrafo, acompanhava os encontros do fundador dos Diários Associados, Assis Chateaubriand, com Getúlio Vargas. “Eles tinham uma relação de amor e ódio, tinham uma rivalidade porque eram amantes da mesma mulher. Getúlio era bonachão, levava tudo pelo humor”, lembra Luiz Carlos no documentário “Barretão”. O filme tem direção de Marcelo Santiago, que também assina o roteiro junto com o jornalista Geneton Moraes Neto, e coprodução do Canal Brasil.
Quando foi correspondente internacional em Paris, Luiz Carlos conheceu Cartier Bresson e se apaixonou definitivamente pela fotografia. Ele conta que, certa vez, foi fazer um retrato de JK em seu apartamento na capital francesa e encontrou o ex-presidente completamente nu. “Mas ele se compenetrou, andou pelas alamedas para fazer as fotos”.
Nos anos 50, conheceu Lucy, sua companheira da vida toda, sócia e mãe dos seus três filhos, enquanto fazia uma reportagem para a revista feminina ‘A Cigarra’ sobre a Miss Goiás, que estava hospedada na casa da família dela. “Lucy foi minha terceira paixão”, conta. “Mas ela logo passou a ser a primeira, antes do futebol e do jornalismo”, completa, a tempo e emenda com uma declaração de amor. “Será que eu mereço um verbete em uma enciclopédia de cinema? Se merecesse, eu mesmo escreveria: produtor de cinema, fotógrafo, animador cultural. Mas, na verdade, apenas um discípulo de Lucy Barreto”, diz no documentário.
Trabalhar na imprensa facilitou a relação de Barretão com o poder, independentemente do governo, e o levou a ser um grande articulador político, que há 70 anos lutava pelo cinema brasileiro.
Homenagem a Luiz Carlos Barreto
Horários:
Quarta, dia 22/07, a partir das 22h
Domingo, dia 26/07, a partir das 19h30
Segunda, dia 27/07, a partir das 9h10
Terça, dia 28/07, a partir das 7h
Quarta, dia 29/07, a partir das 7h15
HOJE
Cinejornal Especial: Homenagem a Luiz Carlos Barreto (Inédito)
Horário: Quarta, dia 22/07, às 22h
Apresentação: Simone Zuccolotto
Classificação: Livre
Sangue Latino - Luiz Carlos Barreto (2016) (25’)
Horário: Quarta, dia 22/07, às 22h10
Direção: Felipe Nepomuceno
Classificação: Livre
Sinopse: Luiz Carlos Barreto relembra histórias marcantes de sua vida e os relacionamentos construídos. O convidado defende a importância do cinema brasileiro e afirma que vivemos em um monopólio da informação.
Barretão, O Filme (2021) (75’)
Horário: Quarta, dia 22/07, às 22h35
Direção: Marcelo Santiago
Classificação: 14 anos
Sinopse: Um relato sobre como futebol, cinema, fotojornalismo e a intimidade com o poder podem se reunir em uma figura protagonista da história brasileira: Luiz Carlos Barreto, mais conhecido como Barretão.
A PARTIR DO DIA 26 DE JULHO
19h30 – Cinejornal Especial: Homenagem a Luiz Carlos Barreto
19h40 – Barretão, O Filme (2021), de Marcelo Santiago
21h10 – Sangue Latino: Luiz Carlos Barreto (2017)
21h40 – Terra em Transe (fotógrafo) (1967), de Glauber Rocha
23h30 – Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos
00h45 – O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade
02h50 – Sem Frescura: Pereio e Luiz Carlos Barreto (2008)
03h20 – Garrincha – Alegria do Povo (1962), de Joaquim Pedro de Andrade
04h25 – Isto é Pelé (1974), de Luiz Carlos Barreto e Eduardo Escorel
05h40 – Maratona: 5x Brasil (2022), de Luiz Carlos Barreto
27 DE JULHO
09h10 – Tarja Preta: Luiz Carlos Barreto (2005)
09h40 – Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos
12h50 – Ele, O Boto (1987), de Walter Lima Jr.
14h40 – Menino do Rio (1982), de Antônio Calmon
16h25 – Garota Dourada (1983), de Antônio Calmon
18h10 – Inocência (1983), de Walter Lima Jr.
20h10 – Bye Bye Brasil (1980), de Cacá Diegues
21h49 – Making of: Filmando Bye Bye Brasil (6'), de Fábio Barreto
21h55 – Prova de Fogo (1980), de Marco Altberg
23h25 – O País do Cinema: O Quatrilho (2017)
23h50 – O Quatrilho (1995), de Fábio Barreto
01h45 – Além da Paixão (1985), de Bruno Barreto
03h35 – O Rei do Rio (1985), de Fábio Barreto
05h25 – Amor Bandido (1978), de Bruno Barreto
28 DE JULHO
07h00 – O Romance da Empregada (1988), de Bruno Barreto
08h30 – Luzia Homem (1988), de Fábio Barreto
10h20 – Índia, Filha do Sol (1982), de Fábio Barreto
11h50 – A Paixão de Jacobina (2002), de Fábio Barreto
13h35 – Bossa Nova (2000), de Bruno Barreto
15h10 – Bela Donna (1998), de Fábio Barreto
17h00 – O Que é Isso, Companheiro? (1996), de Bruno Barreto
18h55 – Flores Raras (2013), de Bruno Barreto
20h55 – Dona Flor e Seus Dois Maridos (1978), de Bruno Barreto
22h52 – Making of: Filmando Dona Flor (13'), de Emiliano Ribeiro
23h05 – O Beijo no Asfalto (1981), de Bruno Barreto
00h30 – Lucy & Luiz Carlos Barreto – Partes 1 e 2
02h05 – Sonhos e Desejos (2006), de Marcelo Santiago
03h40 – João, O Maestro (2017), de Mauro Lima
05h40 – A Mulher do Meu Marido (2019), de Marcelo Santiago
29 DE JULHO
07h15 – O Homem Que Desafiou O Diabo (2007), de Moacyr Góes
09h00 – Preto no Branco: Luiz Carlos Barreto (2015)



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