[News]Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro apresenta concerto de protagonismo sofisticado na Sala Cecília Meireles
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“A Orquestra Sinfônica Jovem do Estado do Rio de Janeiro não desafia apenas a complexidade do repertório sinfônico. Ela desafia a ideia de que a origem de um jovem determina até onde ele pode chegar” ” - Fiorella Solares, diretora da OSJRJ
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Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro apresenta concerto de protagonismo sofisticado na Sala Cecília Meireles | |
"Encontro de Gerações" reúne o maestro Guilherme Bernstein e a pianista Maria Helena de Andrade em apresentação única promovida pela Ação Social pela Música do Brasil | |
A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) sobe ao palco da Sala Cecília Meireles para um concerto que reúne duas referências da música clássica brasileira: o maestro, professor e compositor Guilherme Bernstein e a pianista e professora Maria Helena de Andrade. Promovido pela Ação Social pela Música do Brasil, o "Encontro de Gerações" celebra o diálogo entre mestres consagrados e uma nova geração de instrumentistas reconhecida pelo alto nível artístico e pela excelência de suas interpretações. Única apresentação, dia 8 de agosto, sábado, às 17h. Ingressos a preços populares custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Sob a regência do maestro e compositor Guilherme Bernstein e tendo como solista a pianista Maria Helena de Andrade, o concerto Encontro de Gerações destaca a maturidade artística, o diálogo entre diferentes experiências e a transmissão de um legado musical que atravessa gerações. Bernstein vem se destacando por sua atuação à frente de importantes orquestras, composições e projetos de formação musical, enquanto Maria Helena é uma das mais respeitadas pianistas brasileiras, e possui uma carreira que ultrapassa seis décadas de sucesso.
“Comecei a lecionar antes mesmo de me formar no Conservatório Carlos Gomes, aos 18 anos, e continuo lecionando até hoje, agora, em casa. Então são mais de 60 anos de magistério, pois já completei 80”, avalia a pianista Maria Helena de Andrade.
A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, demonstra, a cada apresentação, que o virtuosismo na música de concerto também nasce nas comunidades. Formada por jovens músicos de extraordinário talento, a OSJRJ ocupa os palcos com interpretações sofisticadas, domínio técnico e uma identidade artística que a coloca entre as mais relevantes orquestras jovens brasileiras.
“Este é um encontro de grandes mestres. Maria Helena de Andrade dedicou a vida ao ensino do piano, é uma extraordinária camerista e professora da UFRJ. Ela interpretará o Concerto da Coroação, de Mozart. Ao seu lado estará o maestro Guilherme Bernstein, professor de Regência da UNIRIO, que consolidou uma trajetória de excelência e vem contribuindo para a formação de gerações de músicos. Reunir esses dois artistas com a nossa Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro tão qualificada reafirma a missão da Ação Social pela música: promover o encontro entre a experiência de grandes mestres e o talento de jovens músicos”, ressalta Fiorella Solares.
“Não tive a sorte de ser aluno da professora Maria Helena de Andrade, mas sempre a admirei. Participar da comemoração de seus 80 anos, acompanhando-a no muito apropriado Concerto da Coroação, de Mozart, é uma grande alegria. Convidei também o compositor Alexandre Schubert, cuja obra Catedral de Luz abre o programa. Na segunda parte, Stravinsky e Copland mostram diferentes caminhos do neoclassicismo, dialogando com distintas tradições musicais. Como parceira dessa jornada, tenho o prazer de contar mais uma vez com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, fruto do que de melhor os projetos pedagógico-musicais podem produzir”, revela o maestro Guilherme Bernstein.
“Quando recebi o convite para tocar com a Orquestra Jovem da Ação Social pela Música, pensei imediatamente no Concerto da Coroação. Celebrar meus 80 anos interpretando essa obra simboliza uma vida dedicada à música e é também uma homenagem ao professor Homero de Magalhães e a todos os meus mestres”, destaca a pianista Maria Helena de Andrade.
Outro marco da trajetória de Maria Helena de Andrade foi a intensa dedicação à música de câmara, especialmente no Trio Mignone, do qual fez parte por muitos anos e com o qual realizou as primeiras audições dos trios de Francisco Mignone para flauta, violoncelo e piano. Fiorella Solares, na época, era violoncelista e participou, ao lado de Maria Helena, da primeira audição dessas obras do compositor.
O programa do concerto foi concebido para valorizar esse diálogo artístico. A abertura traz Catedral de Luz, de Alexandre Schubert, seguida pelo Concerto da Coroação, de Mozart, obra em que Maria Helena assume o protagonismo ao piano. Na segunda parte, a orquestra interpreta Dumbarton Oaks, de Igor Stravinsky, e encerra a noite com Appalachian Spring, de Aaron Copland, duas obras fundamentais do repertório do século XX. A força simbólica do concerto também está na presença da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, dirigida por Fiorella Solares. Formada por jovens músicos oriundos, em sua maioria, de comunidades do estado, a OSJRJ representa uma das mais importantes iniciativas brasileiras de formação orquestral e inclusão social. | |
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(foto: Divulgação) – A pianista Maria Helena de Andrade | |
Sobre Maria Helena de Andrade Mestra em Música pela UFRJ, defendeu tese sobre Mignone, que escreveu uma suíte especialmente para o assunto de sua tese. Como solista e camerista, exerce intensa atividade. Tocou diversas vezes em Paris, Londres e Madri, e em de Amsterdam, Viena, Estocolmo, Nova Iorque, Washigton, Cidade do México, Buenos Aires, Lisboa, Coimbra, Porto, Sintra, Belgrado, Santiago de Compostela, Estocolmo, Cuenca, Vigo, Guadalajara, Zamora, Campo de Criptana, Almansa, Albacete, La Roda e, na Copa da Cultura, na Alemanha. Apresentou-se sob a regência dos maestros Alceo Bocchino, Henrique Morelenbaum, Armando Prazeres, Roberto Duarte, Miguel Campos Neto, André Cardoso e Anderson Alves. Gravou diversos discos, que receberam elogiosas críticas das colunas especializadas. Participou do júri de concursos nacionais e internacionais. Atuou na organização de eventos culturais como Presidente e Diretora Artística da Associação dos ex-Professores da Escola de Música da UFRJ, Supervisora do Setor Artístico da mesma Escola, Diretora Artística dos Seminários de Música Pro Arte e do Centro Cultural Francisco Mignone e Presidente do Instituto Cultural Brasil-Rússia. Lecionou nas Universidades Federais do Rio de Janeiro e do Pará. É Membro Titular da Academia Brasileira de Artes.
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(foto:Divulgação) | |
Sobre Guilherme Bernstein
O carioca Guilherme Bernstein é professor de regência e prática de orquestra da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO. Regeu orquestras como maestro convidado por todo o Brasil e também na Europa, Rússia e Israel. Foi regente da orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Diretor Musical da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e é Diretor Artístico do Festival de Ópera de Ouro Preto. Composições suas, entre canções, peças para piano e câmara, assim como o Concerto para Piano e a Serenata para Cordas, têm sido executadas no Brasil e no exterior e sua ópera de câmara O Caixeiro da Taverna foi apresentada com grande sucesso em seis cidades. Guilherme completou bacharelado e mestrado na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aperfeiçoando-se com Harold Farberman nos EUA e obtendo seu doutorado pela UNIRIO. É autor de livros sobre Villa-Lobos e editor de partituras do repertório orquestral brasileiro. guilhermebernstein.com.
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(foto: Daniel Ebendinger) | |
Fiorella Solares, nascida na Guatemala e naturalizada brasileira, é violoncelista profissional com sólida trajetória na música clássica. Atuou em importantes orquestras, como a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Petrobras Sinfônica, tendo se aposentado recentemente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Há 27 anos, ao lado de seu marido, o maestro David Machado, fundou a instituição Ação Social pela Música do Brasil, consolidando uma carreira de mais de três décadas dedicada à cultura e à educação. Seu trabalho destaca-se pela implementação de núcleos de ensino de música clássica em comunidades de baixa renda, promovendo transformação social por meio da arte. No estado do Rio de Janeiro, o projeto está presente em 20 comunidades e, após alcançar resultados expressivos, expandiu-se para João Pessoa (PB), Ji-Paraná (RO) e Campo Grande (MS). Ao longo de sua trajetória, mais de 16 mil alunos já foram atendidos, e atualmente cerca de 4.800 crianças e adolescentes são beneficiados em quatro estados brasileiros.
Em 2014, Fiorella fundou a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, hoje reconhecida como um dos mais relevantes conjuntos sinfônicos jovens da cidade. Em reconhecimento ao seu trabalho cultural e socioeducativo, recebeu importantes homenagens: em 2014, o título de Cidadã Honorária do Rio de Janeiro; em 2016, foi condecorada pela Câmara Municipal de São Paulo pelos serviços prestados à cultura; e, em 2018, foi agraciada na Premiação Person of the year, realizada pela Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos de Nova Iorque, pelo seu destaque em empreendedorismo social em nosso pais.
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(foto: Daniel Ebendinger) | |
Sobre a OSJRJ
A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), fruto do programa Ação Social pela Música do Brasil (ASMB). É composta por 55 jovens de grande talento e dedicação com idades entre 18 e 28 anos e, em sua grande maioria, residentes em áreas de vulnerabilidade no Rio de Janeiro.
A OSJRJ foi criada em 2014 e tem realizado apresentações no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cidade das Artes, na Sala Cecília Meireles, Sala da Filarmônica de Minas Gerais e na PUC-Rio, com importantes convidados, executando amplo repertório em suas já tradicionais temporadas anuais. Alguns dos jovens talentosos que compõem o grupo já se apresentaram em concertos na Alemanha, França, Itália, Holanda, Suíça e nos Estados Unidos.
A participação desses jovens na Orquestra é fundamental para seu desenvolvimento tanto profissional quanto pessoal. Neste processo de aprendizagem, eles adquirem maior disciplina, concentração, capacidade de trabalho em equipe, respeito e paixão pela arte, afastando-os, consequentemente, de atividades nocivas muito próximas de suas residências. Ao reunir e integrar adolescentes e jovens de diversas comunidades em um ambiente de prática orquestral, observa-se a música como um eficiente dispositivo de reestruturação emocional, inserção social e de crescimento pessoal. Como resultado, muitos deles ganham autoestima e confiança para enfrentar os desafios da vida adulta, abrindo oportunidades para exercer atividades remuneradas.
Com o objetivo de aperfeiçoar a prática orquestral e conduzir os jovens músicos à universidade e à profissionalização, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro proporciona a inclusão social, a democratização do acesso à música clássica e a cidadania. | |
Serviço Concerto Encontro de Gerações Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) Regência: Guilherme Bernstein Solista: Maria Helena de Andrade (piano) Duração: 90 min Data: 8 de agosto de 2026 (sábado) Horário: 17h Local: Sala Cecília Meireles – Rua da Lapa, 47 – Lapa – Rio de Janeiro Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), em breve no site e na bilheteria da Sala Cecília Meireles | |





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