[News] FID:RIO – Festival Internacional de Artes e Cinema de Não Ficção do Rio de Janeiro

 FID:RIO – Festival Internacional de Artes e Cinema de Não Ficção do Rio de Janeiro


Aurora (Brasil)

 

Em sua segunda edição, evento reúne cinema, teatro, música, artes visuais e atividades formativas numa programação focada na experimentação autoral e na recriação de histórias

 

Festival ocupa o CCJF, Cinemateca do MAM, Estação Claro Rio, Teatro Sesc Ginástico, Sesc Copacabana, Arte Sesc e Banca do André

 

Entre os dias 24 de junho e 2 de agosto, a segunda edição do FID:RIO – Festival Internacional de Artes e Cinema de Não Ficção do Rio de Janeiro ocupa sete espaços culturais da cidade com uma programação que reúne cinema, teatro, música e artes visuais, com trabalhos autorais focados na experimentação e na recriação de memórias, além de atividades formativas.

 

Nascido do encontro entre o FID:BA — Festival Internacional de Cinema Documental de Buenos Aires, evento com 14 edições consolidadas — e a cena artística e audiovisual do Rio de Janeiro, o FID:RIO apresenta, nesta edição, uma Mostra de Filmes com 56 produções ibero-americanas, entre longas e curtas-metragens, que será exibida em sessões na Cinemateca do MAM, no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), no Estação Claro Rio, no Arte Sesc e na Banca do André.

 

O grande destaque do festival é a presença de três nomes de peso da arte argentina, que vêm ao Rio pela primeira vez a trabalho: a cineasta Lucrecia Martel, diretora do premiado documentário “Nuestra Tierra”, lançado ano passado no Festival de Veneza; a cantora Julieta Laso, umas das vozes mais viscerais do tango contemporâneo, vencedora de duas edições do Prêmio Gardel; e a encenadora Vivi Tellas, expoente do teatro experimental e documental contemporâneo, criadora do Biodrama, metodologia que explora biografias de pessoas vivas como material cênico.

 

CINEMA

A Mostra de Filmes está dividida em seis sessões temáticas, quatro delas competitivas. A Sessão Hemisfério (competitiva) reúne 11 longas-metragens (todos inéditos no Brasil) de países como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai e Peru que apresentam um panorama de filmes documentais autorais inovadores em termos de narrativa e estética.

 

Destaque para “Plata o mierda”, produção argentina com direção de Toia Bonino e Marcos Joubert, é um retrato da vida na penitenciária e do vínculo que um celular contrabandeado proporciona a um casal em que um deles está preso. Com première mundial, o boliviano “Cuerpo criminal” critica as dinâmicas de poder e o neocolonialismo da indústria cinematográfica ao acompanhar dois moradores locais contratados para trabalhar durante as gravações de um filme estadunidense em uma floresta boliviana.

 

Na Sessão Trópico Longas (competitiva), sete documentários brasileiros serão exibidos serão apresentados pela primeira vez no Rio de Janeiro, entre eles, entre eles “Anistia 79”. Grande vencedor da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o filme de Anita Leandro resgata registros inéditos de exilados políticos na Conferência Internacional pela Anistia do Brasil, realizada em Roma, em 1979. Quase meio século depois, essas imagens reacendem o debate sobre a manutenção do aparato repressivo da ditadura e a impunidade dos torturadores. Outro destaque é “Na passagem do trópico”, de Francisco Miguez, inédito no Brasil. O filme acompanha um topógrafo que é chamado para avaliar os riscos de um deslizamento de terra na cidade de Ubatuba, litoral de São Paulo. O trabalho o faz se deparar com os conflitos de ocupação da terra, num território de habitações irregulares e ocupação humana caótica.

 

As sessões Trópico Curtas e Latitude 22 (competitivas) trazem 18 curtas-metragens brasileiros e cariocas, respectivamente, lançados em 2025 e 2026. Também premiado em Tiradentes, “Entrevista com fantasmas”, de Lincoln Péricles, tem estreia carioca no FID:RIO. O filme, um mockumentary de nove minutos, acompanha uma conversa instigante entre o próprio diretor e uma atriz, interpretada pela gaúcha Lorena Zanetti, que vive há 100 anos, mas que atualmente trabalha na loja varejista onde antes era um cinema. Com estreia nacional durante o festival, “Memória Movimento”, de Victor Aleixo Casella, é um filme-ensaio que reconstrói uma paisagem silenciada pelo colapso urbano e pelo apagamento físico do território a partir de registros realizados em bairros devastados de Maceió.

 

Representante carioca que ganha as telas no FID:RIO, “Helena! Cinema”, de Cavi Borges e Christian Caselli, é uma homenagem à atriz Helena Ignez, ícone vivo do cinema nacional. Inédito no Brasil, o chileno “Terra”, de Amadis T. Loyer, é um curta experimental sobre uma jovem imigrante que redescobre seus documentos brasileiros e o sobrenome materno perdido, “Terra”, enquanto navega pelas dualidades entre os dois países em busca de sua própria identidade.

 

Fora da Mostra Competitiva, a sessão Foco no Cinema Argentino apresenta seis filmes fundamentais do cinema autobiográfico do país vizinho, que retratam os horrores das ditaduras e a violência contra os povos originários. São eles: Los rubios” (Os loiros), de Albertina Carri; “El silencio es un cuerpo que cae” (O silêncio é um corpo em queda), de Agustina Comedia; “Silvia”, de María Silvia Esteve; “El príncipe de Nanawa”, de Clarisa Navas, filme em estreia carioca; “El Juicio”, de Ulises de La Ordem, apresentado em formato de instalação, e “Nuestra Tierra” (Nossa Terra), de Lucrecia Martel.

 

Umas das figuras centrais do Novo Cinema Argentino, Lucrecia Martel vem para o festival para a sessão única de seu premiado filme “Nuestra Tierra” (dia 28 de julho, no Estação Claro Rio), seguida de bate-papo com o público. No dia seguinte (29/7), Lucrecia ministra uma masterclass gratuita no Teatro Sesc Ginástico como parte do #LINK:RIO, braço do festival voltado para as atividades formativas e indústria. A mediação da sessão, que tem apoio da Embaixada da França e do Sesc RJ, é do cineasta Eduardo Valente. “Nuestra Tierra” investiga o assassinato do líder indígena Javier Chocobar, em 2009, durante um conflito pela posse de terras da comunidade Chuschagasta, na província de Tucumán, no norte da Argentina. O filme combina as vozes e fotografias da comunidade com imagens do tribunal para explorar a longa história de colonialismo e desapropriação de terras que levou a esse crime.

 

Mostra Competitiva – a sessão de premiação da Mostra Competitiva será 1º de agosto na Cinemateca do MAM. Os filmes serão avaliados por uma banca formada por personalidades da cultura e audiovisual. São elas: Leandro Luz, Andressa Caldas, Coraci Ruiz e Daniel Diaz (Sessão Hemisfério); Murilo Tartaglia, Julio Matos e Carlos Micán (Sessão Trópico - longas e curtas); e Leonardo Pinheiro, José Bial e Natalia Dal Molin (Sessão Latitude 22).

 

MÚSICA

Reconhecida como uma das vozes mais viscerais do tango contemporâneo, Julieta Laso apresenta um show que dialoga com as artes e o cinema de não ficção, temática do FID:RIO. Ela sobe ao palco do CCJF no dia 30 de julho ao lado do violonista Leandro Ángeli, seu parceiro musical de longa data.

 

Tal como propõe o festival, o tango aparece aqui como uma ferramenta para interpretar a realidade e recuperar aquilo que a história oficial deixou de fora. Com cinco discos de carreira — dois deles vencedores do Prêmio Gardel de Melhor Álbum de Tango —, o repertório de Julieta Laso reúne tangos, obras do cancioneiro latino-americano e novas composições para construir uma experiência cênica em que cada interpretação funciona como um relato e cada canção como um documento vivo. Sua marca artística combina a intensidade interpretativa, misturando a tradição portenha com uma forte presença teatral, poesia profunda e uma atitude herdada da estética punk.

 

TEATRO - #LINK:BIO — ETNOGRAFIA DOMÉSTICA

Expoente do teatro experimental e documental contemporâneo, a encenadora, dramaturga, pesquisadora e atriz argentina Vivi Tellas comanda o laboratório #LINK:BIO — Etnografia Doméstica entre os dias 25 e 29 de julho no CCJF, um programa intensivo de criação para artistas e profissionais diversos que trabalhem o campo da não-ficção, da memória, arquivos familiares, relatos próprios e experiências reais.

 

Serão selecionadas até 18 propostas artísticas inéditas, de qualquer linguagem ou estágio de criação, a serem desenvolvidas durante os cinco encontros presenciais com a artista argentina. A partir dos materiais de cada participante — testemunho, arquivo, objeto, vínculo e presença — um espetáculo de criação coletiva será desenvolvido durante o laboratório e apresentado no dia 29 de julho em sessão gratuita no Sesc Copacabana.

 

Criadora do Biodrama, Vivi Tellas transformou o teatro documental contemporâneo ao propor uma metodologia que busca a teatralidade fora do teatro — nas biografias, nos objetos, nas vozes, nos silêncios, nas fotografias e nos vínculos — e a potência artística de pessoas reais em cena.

 

O Laboratório faz parte do #LINK:RIO, braço do festival voltado para as atividades formativas e indústria.

 

INSTALAÇÕES AUDIOVISUAIS – IMAGENS QUE NÃO SE APAGAM

O FID:RIO e #LINK:RIO 2026 reúnem três propostas que interrogam a relação entre as imagens, a memória e o poder. Apresentadas na Cinemateca do MAM e no Centro Cultural Justiça Federal, essas obras partem de contextos distintos — a Cuba contemporânea, o Julgamento das Juntas Militares na Argentina e o pensamento cinematográfico de Jean-Luc Godard —, mas convergem em uma mesma pergunta: o que pode uma imagem diante das forças que tentam apagar, dominar ou deformar a história?

 

Na Cinemateca do MAM, “Mirante”, de Coraci Ruiz e Julio Matos, transforma materiais registrados durante uma filmagem em Cuba em uma experiência autônoma sobre uma ilha que resiste. No CCJF, “Em juicio”, de Ulises De la Orden, traz de volta ao presente as vozes e as imagens do processo que julgou os responsáveis pela última ditadura argentina.

 

Foco Godard”, também no CCJF, quatro curtas-metragens do cineasta franco-suíço estão reunidos em forma de ensaio audiovisual, com curadoria de Walter Tiepelmann. A instalação audiovisual propõe uma reflexão sobre a guerra, a violência e a ética da representação por meio da obra dos seguintes filmes: “Pour Thomas Wainggai” (Por Thomas Wainggai), “Je vous salue, Sarajevo” (Eu vos saúdo, Sarajevo), “Prière pour les Refuzniks” (Prece para os Refusniks) e “Film annonce du film qui n'existera jamais: Drôles de guerres” (Trailer do filme que nunca existirá: “Guerras de brincadeira”).

 

LINK#RIO: WIP

Em paralelo ao FID:Rio, acontece, entre os dias 29 e 31 de julho, o LINK#RIO: WIP, um laboratório de Work in Progress para filmes brasileiros de não ficção e híbridos em fase de primeiro corte.

 

Desdobramento carioca do tradicional #LINK – Encuentro Iberoamericano de Cine Documental da Argentina, o #LINK:RIO: WIP selecionou, por meio de convocatória, quatro projetos para o laboratório.

 

A proposta é oferecer um olhar externo, qualificado e honesto do material cinematográfico. Totalmente gratuito, o laboratório conta com mentorias de experientes nomes da área, como diretores, editores e demais profissionais, que compartilharão suas experiências com os participantes.

 

 

PROGRAMAÇÃO DIA A DIA

De 24 de julho a 2 de agosto



Todos dos dias, exceto segundas

Das 10h às 22h – CCJF

Instalação audiovisual – Imagens que não se apagam: “El Juicio”, de Ulises De la Orden

 

24 de julho (sexta)

18h – CCJF

Sessão Foco no Cinema Argentino | Etnografias Domésticas: “Los rubios”, de Albertina Carri

(Argentina | 90 min. | 2003)

 

25 de julho (sábado)

16h – CCJF

Instalação audiovisual – Imagens que não se apagam: “Foco Godard: Imagens em guerra, guerras de imagens” – curadoria de Walter Tiepelmann

18h – CCJF

Sessão Foco no Cinema Argentino| Etnografias Domésticas: “El silencio es un cuerpo que cae”, de Agustina Comedi

(Argentina | 75 min. | 2017)

 

26 de julho (domingo)

16h – CCJF

Sessão Trópico: “Explode São Paulo, Gil”, de Maria Clara Escoba

(Brasil | 97 min. | 2025) | estreia carioca

18h – CCJF

Sessão Foco no Cinema Argentino | Etnografias Domésticas: “Silvia”, de María Silvia Esteve

(Argentina | 103 min. | 2018)

 

De 28 de julho a 2 de agosto

Das 16h às 20h – Cinemateca do MAM

Instalação audiovisual – Imagens que não se apagam: “Mirante, uma ilha que reviste”, de Coraci Ruiz e Julio Matos

 

28 de julho (terça)

16h – Cinemateca do MAM estreia nacional

Sessão Hemisfério: “Senda India”, de Daniela Seggiaroa

(Argentina | 80 min. | 2025)

18h – CCJF estreia nacional

Sessão Hemisfério: “Alicia bajo la higuera”, de Manuela Thayer Requena

(Chile | 74 min. | 2026)

18h30 – Cinemateca do MAM estreia carioca

Sessão Trópico: “Aurora”, de João Vieira Torres

(Brasil | 132 min. | 2025)

18h30 – Banca do André

Sessão Trópico: “Apopcalipse segundo Baby”, de Rafael Saar

(Brasil | 110 min. | 2026)

20h30 – Estação Claro Rio

Sessão Foco no Cinema Argentino: “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel

(Argentina | 122 min. | 2025)

Após a sessão, haverá bate-papo com a cineasta

 

29 de julho (quarta)

16h – Cinemateca do MAM estreia nacional

Sessão Hemisfério: “Plata o mierda”, de Toia Bonino e Marcos Joubert

(Argentina e Colômbia | 88 min. | 2025)

15h – Teatro Sesc Ginástico

Masterclass com Lucrecia Martel

18h – CCJF estreia nacional

Sessão Hemisfério: “Al sur del invierno está la nieve”, de Sebastian Vidal Campos

(Chile | 97 min. | 2025)

18h30 – Cinemateca do MAM estreia carioca

Sessão Trópico: “Cuerpo criminal”, de Martín Boulocq

(Bolívia, Argentina e França | 74 min. | 2026)

19h30 – Sesc Copacabana

#LINK:BIO — Etnografias Domésticas

Espetáculo de criação coletiva, resultado de laboratório com Vivi Tellas

 

30 de julho (quinta)

16h – Cinemateca do MAM estreia nacional

Sessão Hemisfério: “La mar a Marla”, de Angel Pajares

(Peru e Estados Unidos | 87 min. | 2026)

18h – CCJF estreia nacional

Sessão Hemisfério: “Kuarahy Ára - O tempo do sol, de Hugo Gamarra

(Paraguai | 87 min. | 2025)

18h30 – Cinemateca do MAM estreia nacional

Sessão Trópico: “Na passagem do trópico”, de Francisco Miguez

(Brasil | 88 min. | 2025)

19h – CCJF

Show de Julieta Laso

 

31 de julho (sexta)

13h45 – Arte Sesc

Sessão Trópico Curtas 1 (59 min.)

15h30 – Arte Sesc

Sessão Trópico Curtas 2 (56 min.)

16h – Cinemateca do MAM estreia nacional

Sessão Hemisfério: “Soné su nombre”, de Ángela Carabalí

(Colômbia | 86 min. | 2025)

16h – CCJF estreia nacional

Sessão Hemisfério: “Decir adiós”, de Paloma López Carrillo

(México | 103 min. | 2025)

18h – CCJF

Sessão Latitude 22 (1) – curtas-metragens (50 min)

18h30 – Cinemateca do MAM estreia carioca

Sessão Trópico: “Universo circular – Jocy de Oliveira”, de Dácio Pinheiro

(Brasil | 86 min. | 2026)

 

1 de agosto (sábado)

16h – Cinemateca do MAM

Premiação da Mostra Competitiva

16h – CCJF estreia nacional

Sessão Hemisfério: “Rotacionismo”, de Ricardo Ruales Eguiguren

(Equador, Itália e Espanha | 84 min. | 2025)

18h – Cinemateca do MAM estreia carioca

Sessão Trópico: “Amnistia 79”, de Anita Leandro

(Brasil | 104 min | 2026)

18h – CCJF estreia carioca

Sessão Trópico: “Um minuto é uma eternidade para quem está sofrendo”, de Fabio Rogerio e Wesley Pereira de Castro

(Brasil | 62 min. | 2025)

 

2 de agosto (domingo)

16h – Cinemateca do MAM estreia nacional

Sessão Foco no Cinema Argentino: “El príncipe de Nanawa parte 1 e 2”, de Clarisa Navas

(Argentina | 212 min. | 2025)

16h – CCJF

Sessão Latitude 22 (2) – curtas-metragens (52 min.)

18h – CCJF estreia nacional

Sessão Hemisfério: “Vino la noche”, de Paolo Tizon

(Peru, México e Espanha | 93 min. | 2024)

 

 

Endereços:

 

Centro Cultural da Justiça Federal – Teatro e Sala Multimídia

Av. Rio Branco, 241 Centro

Sessões de cinema e instalação audiovisual: entrada gratuita

Show de Julieta Laso: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) | Vendas online: Sympla

 

Cinemateca do MAM

Av. Infante Dom Henrique, 85 – Praia do Flamengo

Sessões de cinema: entrada gratuita

 

Teatro Sesc Ginástico

Av. Graça Aranha, 187 – Centro

Masterclass com Lucrecia Martel: entrada gratuita

 

Estação Claro Rio

R. Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo

Sessão de “Nuestra Tierra”: R$ 35 (inteira) e R$ 17,50 (meia) | Vendas online: Ingresso.com

 

Sesc Copacabana – Sala Multiuso

Rua Domingo Ferreira, 160 – Copacabana

Espetáculo #LINK:BIO — Etnografias Domésticas: entrada gratuita

 

Arte Sesc

Rua Marquês de Abrantes, 99 – Flamengo

Sessões de cinema: entrada gratuita

 

Banca do André

Rua Pedro Lessa – Centro

Sessão de cinema: entrada gratuita

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