[Crítica] Klara e o Sol
O filme Klara e o Sol estreia amanhã nos cinemas, dia 05 de novembro de 2026. Jenna Ortega assume o papel principal do longa-metragem inspirado no livro de mesmo nome.
Com quase 2 horas de duração, o tema de ficção científica aborda um romance centrado na perspectiva da personagem principal, de Klara uma robô amiga, criada unicamente para acompanhar jovens solitários. O longa surpreende na atuação, interpretação das atrizes da trama principal e na fotografia espetacular.
Somos apresentados a Klara, um robô criado para fazer amizades. Nesse mundo distópico, a internet não existe mais por ter sido usada em demasia, logo o governo mundial proibiu a sua utilização, fazer amizades ficou mais difícil para algumas pessoas e por esse motivo esse tipo de robô é comum. Em sua primeira aparição, Klara está reverenciando o Sol como se fosse um Deus, pois o Sol é que dá a energia para os robôs de sua linha recarregarem. Ao ser escolhida para ficar na vitrine, Klara avista uma jovem e elas interagem de longe. A jovem gosta de Klara e volta à loja para comprar a robô amiga. Nasce uma grande amizade dali em diante, Josie é a jovem que escolheu Klara e começa a mostrar seu dia a dia para a robô, que expande seu mundo além da loja de onde saiu, a qual dividia com outros robôs amigos esperando serem escolhidos por um humano.
Somos apresentados a Rick, namorado de Josie, que faz invenções em seu tempo livre, mas que não acha que suas invenções sejam úteis para sociedade ou tão brilhantes quanto um gênio poderia inventar. Chrissie, mãe de Josie, não gosta muito de Klara pois ela é de um modelo antigo que inclusive é conhecido por ter excesso de empatia, ao longo da trama veremos ela se acostumar com esse convívio de forma penosa, com reforço negativo de Rex, a empregada da casa que teme ser substituída pela robô, e a todo tempo fala o tal inútil é Klara.
Josie começa a apresentar problemas de saúde, Klara pede ao Sol para que a cure, mas não sabe qual é o estado de saúde da amiga e sua doença que parece piorar a cada dia, começa ai o drama da investigação dos motivos de sua piora e a procura de uma solução.
Meu ponto de vista é de alguém que apenas viu o filme, não o livro. As atuações são fantásticas, Jenna Ortega entrega um robô realista com maestria, Josie faz o papel de uma adolescente na fase de rebeldia que clama por atenção, com sentimentos de raiva e independência, tudo o que uma adolescente sempre é e a gente acredita nesse papel mesmo a atriz tendo 21 anos. O roteiro, no entanto, falha logo no final, que deixa de explicar em detalhes alguns dos acontecimentos, por exemplo, o porquê de a loja de robôs ter fechado, se Josie foi mesmo curada, se Klara era realmente excepcional por ser ela ou pelo seu modelo ser empático demais, são algumas das minhas dúvidas que talvez pelo livro, seriam sanadas.
Minha experiência com o filme foi boa devido às atuações, mas não consegui me relacionar ou gerar uma reflexão diferente do que já tinha em mente referente ao assunto, como se gera em filmes do mesmo tema.

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