[News] Teatro TotalEnergies recebe o espetáculo “Escafandristas cantam Buarque” no dia 18 de junho
Teatro TotalEnergies recebe o espetáculo “Escafandristas cantam Buarque” no dia 18 de junho
A apresentação é um convite para celebrar um dos grandes nomes da MPB
Créditos: Julio Andrade
No dia 18 de junho, o grupo Escafandristas chega ao Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch para uma apresentação especial. O quarteto, recém-formado com o único objetivo de celebrar a vasta obra de Chico Buarque, traz o espetáculo “Escafandristas cantam Buarque”, um convite para celebrar um dos grandes nomes da MPB.
Formado em 2024 por Alice Passos (voz, flauta, violão e percussão), Luisa Lacerda (voz e violão), Renato Frazão (voz e baixo) e Thiago Amud (voz e violão), o grupo traz integrantes que encontraram a sua própria maneira de ser. O trabalho é, ao mesmo tempo, autoral e popular, sofisticado e generoso com quem ouve, cômico e poético, cínico e apaixonado.
Os Escafandristas não fazem só mais uma entre tantas homenagens a Chico Buarque. Eles vão além: canções pouco conhecidas soam como grandes sucessos, enquanto os grandes sucessos parecem inéditos. É como se tivessem adentrado algum cômodo escondido da alma buarqueana para revelar novos tesouros, como se não bastassem os que já tinham em mãos. A turnê nacional dos Escafandristas é um trabalho intimista, mas destinado a grandes plateias. Merece ser vivido, compartilhado e desfrutado, como se algo muito familiar nos estivesse sendo apresentado pela primeira vez — o que tem sido atestado por todos que já assistiram ao show. Inclusive o próprio Chico.
Sobre Escafandristas por Gregório Duvivier:
Há quem considere o popular e o erudito como retas paralelas: só se encontram no infinito. Quem acredita nisso nunca veio ao Brasil. Por aqui, nossa música vive nessa encruzilhada impossível: aqui a filosofia faz esquina com o assobio. Quem melhor entendeu o espírito do país fez isso cantando samba. "Só é possível filosofar em alemão", disse um filósofo que nunca ouviu Chico Buarque cantando o "Tempo e o Artista". Oswald de Andrade sonhou há cem anos atrás: "a massa ainda há de comer o biscoito fino que fabrico." Seu sonho não se realizou. Ainda. A poesia, no Brasil, nunca ganhou estádios, como aconteceu na Rússia. Ou melhor, conseguiu, mas através da música. A canção popular, essa sim, conseguiu realizar o sonho oswaldiano. E Chico Buarque mora no encontro das paralelas: erigiu uma obra nessa encruzilhada. Francisco Buarque de Hollanda fez oitenta anos. Se o artista não fosse avesso a homenagens e celebrações, teria sido feriado nacional. As festas aconteceram sem a presença do artista: no bip bip vararam (varamos!) a madrugada tocando e cantando seis horas de sucessos ininterruptos do Chico- sem repetir nenhuma música. Não foi o bastante. Faltava alguma coisa. Faltava isso: os Escafandristas, grupo recém-formado com o único objetivo de celebrar a vasta obra de Chico Buarque. A banda reúne quatro dos nomes mais interessantes da nova música brasileira: Thiago Amud, Renato Frazão, Luisa Lacerda e Alice Passos. Cada um encontrou a sua maneira de ser ao mesmo tempo autoral e popular, sofisticado e generoso com quem ouve, cômico e poético, cínico e apaixonado. Como Chico Buarque. Afinal Chico não está sozinho nessa encruzilhada do transcendente e do imanente sob a forma da canção. Deixou uma legião de filhos e netos, compositores e letristas que acreditam que a melodia sinuosa é compatível com a palavra cantada e usam a canção pra contar histórias e fundar mundos. Amud, Frazão, Lacerda e Passos, para além de cantores e instrumentistas, são "cantautores"e, dos melhores que há. Produziram o que ouvi de melhor nos últimos anos no quesito letra e música trabalhando juntos, naquele casamento perfeito, como tem que ser. Aqui, no entanto, o quarteto não cantará suas próprias composições mas se dedicará exclusivamente a celebrar a vasta obra do seu maestro soberano - no caso, Chico. Tão vasta que me surpreenderam, no repertório, com músicas que nunca ouvi - eu que achei que tivesse exaurido Chico Buarque, e conhecesse até o lado B. Ledo engano. Chico não tem dois lados, mas trinta e sete. Os quatro provam que ainda há muitos mundos a se explorar dentro do universo buarquiano: fragmentos de cartas, mentiras, poemas, retratos, vestígios de estranha civilização.
Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch
Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural.
Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento.
Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão.
O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000 pessoas.
Serviço: Escafandristas cantam Buarque
18 de junho
Dias e horários: Quinta - feira: às 20h00 e às 22h00
Vendas: https://www.ingresso.
Valores:
R$100 (inteira) | R$50 (meia)
Duração: 75 minutos
Classificação: 12 anos
Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch - Rua do Russel, 804 - Glória
Informações para a imprensa Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch:
MNiemeyer Assessoria de Comunicação - www.mniemeyer.com.br
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