[News] “A Intrépida Revoada de Maçarica & Batuíra”, premiado espetáculo infantojuvenil, volta aos palcos, dia 27 de junho, no Teatro Ziembinski

 “A Intrépida Revoada de Maçarica & Batuíra”, premiado espetáculo infantojuvenil, volta aos palcos, dia 27 de junho, no Teatro Ziembinski



Fotos Renato Mangolim

Com direção de Fernanda Avellar e texto inspirado na revista Ciência Hoje das Crianças, a peça une o teatro à divulgação científica, e conta com interpretação para LIBRAS

A passagem da infância para a idade adulta, com as angústias e dúvidas, que oscilam entre obrigações e vontades individuais, é o tema central do premiado espetáculo infantojuvenil A Intrépida Revoada de Maçarica & Batuíra, que estreia nova temporada dia 27 de junho, no Teatro Ziembinski, na Tijuca.

A montagem, que tem por base conteúdo da revista Ciência Hoje das Crianças (CHC), foi indicada a 10 categorias do Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças 2025, incluindo melhor direção, para Fernanda Avellar, e melhor dramaturgia para Maria Joana de Avellar. Ao final, sai vencedora nas categorias melhor Visagismo, para Trestada Produções, e melhor Figurino, para Dani Lima.

Direcionada ao público pré-adolescente – faixa pouco atendida pelos espetáculos teatrais –, A Intrépida Revoada de Maçarica & Batuíra se vale do período de reprodução do caranguejo, a andada, e da revoada das aves migratórias para colocar em cena o amadurecimento dos jovens e seus questionamentos diante da proximidade da idade adulta. E tudo acontece durante o carnaval de Pernambuco.

“Maçarica e Batuíra são duas aves adolescentes e, como é característico da fase, estão vivendo um momento de mudanças rápidas e profundas, de descobertas. Querem viver intensamente, eternizar momentos e pensam que as escolhas são para sempre. Quando as duas chegam no carnaval de Pernambuco, num manguezal, e fazem novos amigos, têm uma experiência transformadora, que traz questionamentos e amadurecimento”, conta a diretora Fernanda Avellar.

A peça integra um projeto de teatro e divulgação científica, que é resultante da parceria entre a Trestada Produções e o Instituto Ciência Hoje, que publica a CHC. Os artigos da revista são insumo para a elaboração de textos teatrais inéditos, que valorizam a ciência, o meio ambiente e a cultura brasileira. Tudo apresentado de forma lúdica para despertar o interesse de crianças e adolescentes. A criação do texto é acompanhada e validada pelos editores científicos e especialistas convidados da revista, e todo processo cênico é construído de forma colaborativa entre os artistas e as equipes de cientistas e jornalistas. A Intrépida Revoada de Maçarica & Batuíra foi a segunda peça do projeto, iniciado em 2023, que já soma quatro espetáculos em seu repertório.

“O teatro é uma forma especial de acessar públicos para a ciência, tanto no que tange à diversidade de pessoas quanto a conexões emocionais que ele proporciona. Fazer teatro e divulgação científica é fazer teatro buscando qualidade. É unir informação com a ludicidade da arte, divertir e propor aos jovens novos olhares para as relações entre homem e natureza”, observa a diretora Fernanda Avellar.

A Intrépida Revoada de Maçarica & Batuíra fala também de sonhos: “Um sonho dentro de um sonho”, como na música da banda Nação Zumbi, parte da trilha sonora. A inspiração para o personagem do caranguejo-uçá é o saudoso músico Chico Science. O movimento manguebeat e o maracatu fazem parte da construção cênica, executada ao vivo pelo elenco. A dramaturgia buscou focar no companheirismo entre as espécies, com a nuance do aparecimento do primeiro amor.

No elenco, a atriz intérprete de LIBRAS Diana Dantas vive Fulozinha, ser mítico protetor das matas, e faz a tradução da peça para a Língua Brasileira de Sinais, garantindo que a acessibilidade para surdos ou pessoas com deficiência auditiva aconteça de forma inovadora. Esta é uma característica das montagens teatrais da Trestada Produções, que, em seu primeiro espetáculo, foi indicada ao prêmio do CBTIJ (Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude) pela absorção da LIBRAS na dramaturgia e na cena. O desejo é divulgar a acessibilidade como parte natural de um projeto e como recurso artístico.

Desde a sua pré-estreia em 2024, no evento Museu Nacional Vive, no Rio de Janeiro, a peça já passou por diferentes cidades brasileiras. Somou 19 apresentações na 27ª Bienal do Livro de SP, no estande da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME-SP); foi a atração de encerramento da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP); participou da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no estande do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília; apresentou-se na 77º reunião da SBPC, em Recife; e ficou em cartaz por quatro semanas no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, no Rio de Janeiro. No total, mais de 3 mil pessoas assistiram ao espetáculo, que sempre teve excelente retorno do público.

Sinopse:

 

As amigas Maçarica e Batuíra, duas aves migratórias, se reencontram no Carnaval de Pernambuco para a invernada, período em que se fortalecem antes do voo de volta para casa, no hemisfério Norte. No verão em que se conheceram, eram duas avezinhas mal saídas do ovo, brincando na Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul. A poluição e os obstáculos colocados pela intervenção humana em rotas migratórias estratégicas, entretanto, fizeram com que a dupla passasse anos sem se ver. Agora, já adolescentes, conhecem um novo local, um manguezal, onde viverão uma inesquecível aventura com seus novos amigos, o Caranguejo-Uçá e a Fulozinha, ser mítico protetor das matas, muito conhecido na cultura popular pernambucana. A especulação imobiliária na região e o encanto desse encontro – tanto o do mar com o rio, característico do manguezal, quanto o da amizade entre um caranguejo, um ser mítico e duas aves – fazem com que a despedida se torne ainda mais difícil.

 

Ficha Técnica: 

 

Conteúdo Revista Ciência Hoje das Crianças

Direção Fernanda Avellar

Dramaturgia Maria Joana de Avellar

Consultoria científica João Marcos Capurucho

Artistas criadores Carol Passarinha, Diana Dantas (atriz intérprete de LIBRAS), Francisco Cortez e Thaís Nascimento

Direção de produção Fernanda Avellar e Marina Gadelha

Direção de arte e cenografia Marieta Spada

Desenho de luz Aurélio de Simoni

Figurinos Dani Lima

Direção musical e preparação vocal Ricardo Góes

Músicas originais Maria Joana de Avellar, Ricardo Góes e Juan Marques

Direção de movimento Juliana Medella

Assistente de direção musical Juan Marques

Assessoria para LIBRAS Isabelle Maia

Técnica de som e microfones Juan Marques

Preparação de alfaia Milena Sá

Confecção de cenografia André Salles

Cenotécnica Ana Clara Vendramini

Operação de luz Gaspar Melo

Adereços Priscila Pires

Ilustração Sankofa (estandarte) Ana Matsuzaki

Costureiras Gi Brandão e Nice Tramontin

Assessoria de imprensa Rachel Almeida – Racca Comunicação

Realização Trestada Produções e Instituto Ciência Hoje

Direitos autorais: Instituto Ciência Hoje

 

 

Serviço:

Temporada: de 27 de junho a 19 de julho

Teatro Ziembinski: Av. Heitor Beltrão s/nº, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Dias e horários: sábados e domingos, às 16h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

Duração: 50 minutos

Classificação: livre

Venda de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/121002

Horário de funcionamento da bilheteria: terça a sábado, das 14h às 20h30h, e aos domingos, das 14h às 19h30h.
Lotação: 141 lugares

Como chegar: metrô São Francisco Xavier (Linha 1)

 

 

Assessoria de imprensa

Racca Comunicação

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