[News] Orquestra Petrobras Sinfônica celebra os 120 anos de Radamés Gnattali em concerto na Sala Cecília Meireles
Orquestra Petrobras Sinfônica celebra os 120 anos de Radamés Gnattali em concerto na Sala Cecília Meireles
Sob regência do maestro Carlos Mendes, o repertório conta ainda com uma obra de Alexandre Schubert
foto Daniel Ebendinger
Para celebrar os 120 anos do compositor, arranjador e pianista brasileiro Radamés Gnattali, a Orquestra Petrobras Sinfônica realiza um concerto especial no dia 28 de março, na Sala Cecília Meireles, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. O evento, que ocorre às 17h, reúne obras marcantes do compositor, como Fantasia Brasileira nº 4, para trombone, piano, bateria e orquestra; Concerto para Violoncelo e Orquestra; e Sinfonia Popular nº 1. O programa inclui ainda Jornada Fantástica num Trem de Ferro, de Alexandre Schubert.
Radamés Gnattali, que celebraria 120 anos em 2026, foi um músico profundamente ligado às origens e à convivência com a música popular brasileira. Nomes como Pixinguinha, Heitor dos Prazeres e João da Baiana fizeram parte da formação e da construção de sua identidade artística.
“Este programa em homenagem a Radamés Gnattali é simplesmente um grande presente para mim, para a orquestra e, principalmente, para o público. De seu repertório nasceram obras acessíveis, inspiradas no folclore e em situações cotidianas do Brasil. É maravilhoso”, destaca o maestro.
Além da regência de Carlos Mendes, a apresentação contará com Hugo Pilger, no violoncelo; João Luiz Areias, no trombone; Itamar Assiere, no piano; e Bruno Gafanhoto, na bateria. A primeira obra escolhida foi Fantasia Brasileira nº 4, composta em 1953 para trombone, piano, bateria e orquestra, ela se destaca pela energia rítmica e pela troca vibrante entre solistas e orquestra.
As outras peças que integram a homenagem são o Concerto para Violoncelo, que evidencia um caráter mais lírico e introspectivo, com melodias expressivas e influência da canção brasileira e a Sinfonia Popular nº 1, que sintetiza a proposta de Radamés ao unir a forma sinfônica à riqueza rítmica nacional, resultando em uma obra grandiosa, comunicativa que encerra a noite de forma apoteótica.
Durante o espetáculo, a Orquestra Petrobras Sinfônica também presta homenagem ao professor e músico Alexandre Schubert. Assim como Radamés Gnattali, o compositor desenvolve obras acessíveis e marcadas por forte pulsação rítmica. Aos 56 anos, ele integra o programa como um dos destaques da noite, evidenciando a vitalidade da música de concerto brasileira na produção contemporânea.
Com um repertório vibrante e dinâmico, sua obra Jornada Fantástica num Trem de Ferro propõe uma viagem imaginária que evoca movimento, paisagens e atmosferas sonoras associadas a um percurso ferroviário, por meio de contrastes rítmicos e timbrísticos que remetem ao deslocamento de um trem. A peça será apresentada ao longo do concerto, reforçando o diálogo entre a música de concerto e a tradição popular no cenário contemporâneo.
Serviço
Data: 28 de março de 2026 (sábado)
Horário: 17h
Local: Sala Cecília Meireles - R. da Lapa, 47 - Lapa, Rio de Janeiro - RJ
Ingressos: funarj.
Programa
Orquestra Petrobras Sinfônica
Carlos Mendes, regência
João Luiz Areias, trombone
Itamar Assiere, piano
Bruno Gafanhoto, bateria
Hugo Pilger, violoncelo
RADAMÉS GNATTALI
Fantasia brasileira nº 4: para trombone, piano, bateria e orquestra
ALEXANDRE SCHUBERT
Jornada fantástica num trem de ferro.
RADAMÉS GNATTALI
Concerto: para violoncelo e orquestra
Sinfonia popular nº 1
Sobre a Orquestra Petrobras Sinfônica:
Aos 51 anos, a Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida como uma das mais conceituadas do país e ocupa um lugar de prestígio entre os maiores organismos sinfônicos do continente. Fundada pelo maestro Armando Prazeres, a orquestra se firmou como um ente cultural que expressa a pluralidade da música brasileira e transita fluentemente por distintos estilos e linguagens. Tem como diretor artístico e maestro titular Isaac Karabtchevsky, o mais respeitado regente brasileiro e um nome consagrado no panorama internacional.
Modelo de Gestão:
A Orquestra Petrobras Sinfônica possui uma proposta administrativa inovadora, sendo a única orquestra do país gerida por seus próprios músicos.
Site: https://
Sobre a Petrobras:
Patrocinadora oficial da Orquestra Petrobras Sinfônica desde 1987, a Petrobras oferece uma parceria essencial para mantê-la entre os principais organismos sinfônicos do continente, sempre desenvolvendo um importante trabalho de acesso à música clássica, de formação de jovens talentos egressos de projetos sociais diversos, bem como de formação de plateia. Ao incentivar diversos projetos, a Petrobras coloca em prática a crença de que a cultura é uma importante energia que transforma a sociedade. Por meio do Programa Petrobras Cultural, apoia a cultura brasileira como força transformadora e impulsionadora deste desenvolvimento, ajudando a promover uma transição energética justa para todos.

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