01 agosto 2017

[Crítica] Lady Macbeth

Katherine (Florence Pugh) está presa a um casamento de conveniência. Casada com Boris Macbeth (Christopher Fairbank), a jovem agora se vê integrante de uma família sem amor. É só quando ela embarca em um caso extraconjugal com um trabalhador da propriedade do marido que as coisas começam a mudar. Ela só não contava que isso iria desencadear vários assassinatos.                                                                                                                            
O que eu achei?
Pelo título é obvio que fosse ser uma adaptação do clássico Macbeth de Shakespeare. Mas durante os primeiros vinte minutos de filme, já me dei conta de que era totalmente diferente. Na Inglaterra dos anos 1860, uma jovem chamada Katherine está em um infeliz casamento com um homem mais velho, Alexander. Eles moram com o pai dele, Boris e Katherine é forçada a manter uma rotina rígida e é proibida de sair sozinha. Boris briga com ela por não manter os deveres conjugais mas Alexander é machista e não a proporciona prazer.Um dia, Boris e Alexander têm que viajar a negócios e Katherine é deixada a sós com a empregada, Anna. Ela aproveita a oportunidade para explorar as proximidades da casa. Um dia ela testemunha Anna sendo espancada por alguns homens que trabalham na propriedade. Ela se interessa por um deles, Sebastian.

No dia seguinte, Sebastian vai visitá-la em casa. A princípio Katherine fica meio relutante de deixá-lo entrar mas depois cede e eles fazem sexo. Eles começam a ter um caso. Anna conta o caso para o pároco da região, que tenta avisar Katherine que está fazendo algo errado mas ela o ignora. Depois de algum tempo Boris volta para casa tendo sido informada das escapulidas de sua esposa. Ele bate em Sebastian e o tranca no banheiro externo e ameaça Katherine quando ela exige que Sebastian seja libertado. Ele se recusa e em resposta, ela o envenena durante o jantar e conversa com Anna calmamente enquanto ele morre engasgado. Alexander não volta para o funeral de seu pai e quando o velho é enterrado sem levantar suspeitas de pessoas de fora da família porque Anna fica tão aterrorizada pelo ocorrido que não fala nada. Sebastian continua seu relacionamento com Katherine abertamente e eles fala sobre seu amor e devoção um pelo outro.

Um dos principais temas do filme é a relação entre marido e mulher e o papel que o homem e que a mulher exerce na sociedade. Na obra original (que se passa na Rússia e não na Inglaterra) era esperado que as mulheres fizessem as tarefas de casa como cozinhar e cuidar da família e fossem fiéis a seus maridos. A irreverência de Katherine ao trair seu marido era algo bem atrevido porque ela desafiou ter sua reputação manchada para sempre em uma sociedade tão conservadora e tradicional quanto a que ela vivia.Uma demonstração de como as mulheres estavam começando a pensar de maneira diferente. Essa mudança de valores se deveu à ocidentalização da sociedade russa, o que mais tarde levou à queda da família real, o governo czarista e mais tarde, á queda do governo soviético.

Uma noite, Alexander retorna sem prévio aviso. Sebastian se esconde no quarto mas quando ele fala com a esposa, fica claro que está ciente da infidelidade dela. Ela chama Sebastian e eles começam a se despir na frente de Alexander, que o ataca enfurecido. Katherine mata Alexander com um objeto pesado. Para encobrir o crime, eles o enterram no jardim, juntamente com seu cavalo. Ninguém os acusa do crime e Alexander começa a agir como se fosse o dono do lugar.

Até que um dia, uma mulher chega com um menino, Teddy e afirma que ele é filho de Alexander com uma amante, filha dela. Katherine assume responsabilidade pelo menino.

Infelizmente, devo dizer que não curti esse filme. Monótono, quase dormi de tédio. Katherine é uma sociopata; mata e tortura sem remorso algum pelo que faz. Não há nenhum ponto alto, cenários, trilha sonora, uma atuação que se destaca. Só nos créditos que descobri que é baseada na história do escritor russo Nikolai Leskov, da qual eu nunca tinha ouvido falar. O único elemento que salva é que a nova Florence Pugh faz um bom trabalho como uma mulher fria e sem sentimentos, é um talento promissor.

Trailer:


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