24 janeiro 2017

[Crítica] Estrelas além do tempo

Sinopse:
1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

O que eu achei? 
O que dizer de um filme com um elenco incrível, uma trilha sonora maravilhosa e uma caracterização fora do comum? Apenas posso aconselhar que assistam! O filme conta a história de três amigas, destacando Katherine Johnson uma mente incrivelmente brilhante.

O filme inicia contando a história de Katherine, um gênio que desde muito nova tem um QI acima da média de sua idade, ela encanta com sua inteligência numa época onde a segregação racial estava em alta nos EUA, ganhou sua primeira bolsa aos 6 anos e assim temos uma passagem de tempo até 1961. Em seguida somos apresentados a Dorothy e Mary mais dois gênios que trabalham na Nasa e tem o sonho de um tempo melhor para suas vidas.
Katherine faz cálculos precisos e é chamada de computador, Dorothy trabalha na área de engenharia e sonha em poder exercer seu cargo na Nasa, enquanto Maria tem um sonho mais comum: ser supervisora do prédio onde as negras trabalham. Obviamente é incômodo perceber tal discriminação, cenas ridículas onde Katherine tem que correr de um prédio a outro por longos 800 metros para utilizar o banheiro "para negros".

Katherine é viúva e tem três filhas, mal tem tempo para ficar em casa quando é chamada para trabalhar calculando distâncias e velocidades para que um homem americano possa ir à Lua. Mesmo sendo extremamente inteligente, ainda assim é ridicularizada por seus colegas de trabalho que não aceitam dividir nem mesmo a cafeteira com ela, neste momento destaca- se Jim Parsons(nosso amado Sheldon) por não aceitar que Katherine possa ser mais inteligente que ele, nem muito menos aceitar dividir créditos de relatórios e documentos.
Enquanto todos ignoram o talento e a genialidade de Katherine com números, Al Harrison(Kevin Costner) enxerga nela uma mulher de força e inteligência superior, obviamente com uma atuação impecável!

No decorrer do filme é notável e incômodo ver a forma como as três são discriminadas, okay eu sei que naquela época era o "padrão", mas certamente me incomodou bastante. Paralelo a seus empregos ambas tem que enfrentar preconceitos enormes, mas Dorothy consegue autorização de frequentar uma escola de brancos para poder ganhar sua sonhada certificação. Kirsten Dusnt é uma chefe dentro da Nasa e mesmo com sua pequena participação nos faz odiá- la.
Enfim, sem mais delongas o filme tem uma fotografia maravilhosa, caracterização de acordo com a época e  uma direção impecável. Corram para o cinema e encantem- se com história incrível de três negras que superaram tudo e se tornaram exemplos de força e empenho em serem melhores no que escolheram.

Trailer:


2 comentários

  1. Adorei a review :) ainda não vi o filme, a minha curiosidade aumentou. Gosto da temática, o racismos é uma das nódoas negras dos EUA, fico triste ainda de ver uma América racista actualmente.

    Bitaites de um Madeirense | Facebook | Instagram

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    Respostas
    1. Oi Paulo que bom que gostou!
      O filme é maravilhoso mesmo.
      Beijos Mai.

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