26 janeiro 2017

[Crítica] Residente Evil- O capítulo Final

Sinopse:
Sobrevivente do massacre zumbi, Alice (Milla Jovovich) retorna para onde o pesadelo começou, Raccoon City, onde a Umbrella Corporation reúne suas forças para um ataque final contra os remanescentes do apocalipse. Para vencer a dura batalha final e salvar a raça humana, a heroína recruta velhos e novos amigos.

O que eu achei?
ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS DE FILMES ANTERIORES*


Resident Evil chega ao seu capítulo final e, como em todos os filmes, de início ela nos conta como a Terra se encontra com a contaminação do T-vírus. Encontrando-se a beira da dizimação total da raça humana a Rainha Vermelha, inteligência artificial por trás da Umbrella Corporation, procura Alice (pela segunda vez na série) para que ela salve o que restou da humanidade.Não é preciso muito para pescar a incongruência deste acontecimento, uma vez que no último filme (Resident Evil Retribuição - 2012) tudo que a Rainha vermelha mais queria era exterminar o projeto Alice.
Sozinha, como  sempre, Alice precisa voltar à Colmeia, em Racoon City, onde tudo teve início para liberar o antivírus e salvar a humanidade. No caminho ela acaba encontrando Claire Redfield que sobreviveu ao ataque da Umbrella ao Arcadia e que está vivendo com um grupo de sobreviventes na própria Racoon City. Com a esperança de dias melhores grupo resolve acompanhar Alice até o ponto de partida do mundo Resident Evil dos filmes. Outro personagem que retorna é o Dr. Isaacs, agora no comando da Umbrella e sendo o grande vilão deste filme em questão, também temos o Albert Wesker que, para vilão dos filmes anteriores, ficou bastante apagado como um mero empregado.
Ao longo do filme pode-se perceber algumas referências ao game Resident Evil 5, não que seja de suma importância, mas aos fãs acaba por ser um reconhecimento ver as Bioarmas já conhecidas, porém qualquer ligação com os games acaba aí.
As cenas de luta acabam por ter cortes muito rápidos o que nos faz facilmente perder algo importante, como a morte de um personagem que você só irá notar quando o grupo se reúne para seguir em frente. O 3D acaba por ser falho, escurece as cenas e não traz a sensação que promete. Neste filme acabamos por ser introduzidos a novos personagens que antes mesmo que consigamos ter alguma empatia morriam e você se perguntava “mas por que tanto marketing em cima destes personagens se iam morrer em 15 minutos de aparição?”.
Uma peculiaridade dos filmes Resident Evil é que você não precisa exatamente saber o que aconteceu nos filmes anteriores pois logo de início eles te desmentem tudo que ocorreu antes e te passam uma nova realidade. Tornando os filmes independentes entre si podemos até considerar como excelentes filmes, mas colocando numa linha do tempo nos perdemos facilmente.
Como fã, posso agradecer que terminou esta saga e que Paul W. Anderson não irá mais estragar uma das minhas sagas de game favoritas, porém bate um sentimento de tristeza ao saber que não veremos mais Alice sendo a personagem mais “incrível” destes filmes.

Trailer:
*Crítica por Rafaela Judd( colaboradora do site No Meu Mundo).

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