23 julho 2016

[New] Ode à Amy Winehouse

Para quem gosta de música de qualidade, Amy Winehouse será sempre uma referência. Responsável pela segunda 'invasão britânica” no mundo da música, Amy resgatou, com personalidade e originalidade, a black music dos anos 60, 70, e modernizou, marcando seu nome para sempre na história da música mundial e deixando um legado que, tão cedo não será superado – se é que algum dia seja.
Com apenas dois álbuns de estúdio (FRANK e BACK TO BLACK), ela conseguiu ser o mais importante e mais influente nome da música na primeira década dos anos 2000, além de ícone da moda, influenciando grandes marcas e estilistas.

Amy era ácida e absolutamente sincera, tanto em suas entrevistas quanto em suas letras, estas soando mais como páginas de um diário do que uma mera canção. Sua música revelava sobre si mesma muito mais do que poderia imaginar. Não só seu amores, mas também suas angústias, seus pedidos de socorro e seus vícios eram postos a mostra para quem quisesse ver. Sua vida era sua música, e sua música era o reflexo de sua vida, sem tirar nem pôr; sem falsidades nem tentativas obsoletas de chamar atenção. Era simplesmente a honestidade de uma mulher que fazia o que mais amava e o que mais queria: cantar.

FRANK, seu extremamente aclamado álbum de estreia, mostra uma Amy caseira, uma menina adentrando no mundo do jazz e do blues, sem muitas pretensões, mas deixando claro para que veio.
Já BACK TO BLACK chegou para firmá-la no mundo da musica, tornando-a a maior artista da década, rendendo vários prêmios e quebrando vários records. Nesse álbum, Amy mantém suas composições afiadas e diretas, contudo, está mais melancólica do que nunca, onde sua voz potente mostra uma mistura de ansiedade, sensualidade e tristeza. Neste álbum, seu caso de amor é visível, e também o quanto tudo a afeta.

Uma carreira impecável, interrompida precocemente e manchada em vários momentos por abuso de drogas, bebidas e um relacionamento abusivo – que inspirou-lhe grande parte das composições de seu segundo álbum e que foi responsável pelo seu vicio em bebidas e drogas mais potentes. Amy era uma artista, no significado mais profundo que se possa dar a esta palavra: ela não só fazia arte, ela vivia, sendo ela  sua própria musa, e sua vida, o roteiro de suas músicas. Uma tragédia grega de uma mulher loucamente apaixonada. Pois era isso o que ela era: apaixonada: pela música e pelo seu eterno amor - Blake. O amor deu-lhe dádivas e tirou-lhe o sossego, a paz, e, de certa forma, a vida. Já a música preencheu-a da forma mais sublime.

Para quem acha que Amy Winehouse era só polemicas, drogas, brigas e bebidas, o documentário AMY veio para desmistificar essa imagem suja e torpe que a mídia espalhava. Vemos aAmy menina-mulher, nos bastidores dos grandes shows, antes da fama por Londres; vemos a pessoa que existe por trás do ícone, por trás da lenda – que, diga-se de passagem, ela nunca quis ser. Ela cantava por era o que ela sabia ser, e o que gostava. Perguntas são respondidas e questões jamais conhecidas pelo grande público vêm à tona com este documentário, mostrando que a vida de Amy era muito mais complicada do que poderíamos imaginar. O que víamos apenas um reflexo do que estava oculto.

Uma vida conturbada, um estilo único, uma voz inigualável... aos adjetivos são poucos para qualificar uma artista de tamanha importância. Muitxs dxs artistas de hoje jamais existiriam se Amy Winehouse não tivesse existido.
Agora vá, sirva-se um pouco de uísque, abaixe a luz e ouça as músicas da joia mais preciosa dos últimos anos da música: Miss Amy Jade Winehouse.


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