[Crítica] Overman

 Sinopse:

Overman é uma produção brasileira de comédia dirigida por Tomás Portella e baseada na obra da cartunista brasileira Laerte Coutinho. O filme acompanha Overman (Caco Ciocler), um super-herói desempregado à beira de um colapso emocional e financeiro que busca com todas as suas forças um propósito de vida. Pouco tempo depois, ele recebe uma proposta para trabalhar na Secretaria de Segurança Pública e fia extremamente aliviado com a chance de colocar sua vida de volta aos eixos. Quando Pâmela, sua ajudante, começa a ficar tão famosa quanto ele, o Overman precisa lidar com os seus problemas de ego, além de descobrir que uma figura de autoridade pode estar prejudicando a cidade.


                    O quê eu achei?


Criado pela cartunista Laerte em 1998, o Overman é uma paródia versão nacional do tradicional super-herói americano , só que vive desempregado e mora em um quarto de pensão no Ipiranga, em São Paulo. 

Ele vive caçando vilões, como o Maníaco Flatulento, Pane(Marina Provenzzano) e outros, inclusive seu número 1, o Capitalista Imundo. Quando ele recebe uma proposta do Governador(Otavio Muller) para trabalhar na Secretaria de Segurança Pública, não tarda a perceber que o trampo é bem mais complexo do que parece e que sua ajudante, Pâmela/Mulher-Cachorro(Karina Ramil), começa a se destacar mais do que ele. E a situação se agrava quando ele descobre que alguém influente pode estar por trás dos panos...

Embora eu já tivesse ouvido falar desse personagem da Laerte, não me lembro de já ter lido alguma tirinha ou HQ dele, porém achei o filme do Overman bem divertido e até mesmo reflexivo em alguns momentos. O espectador encontra piadas que ao mesmo tempo que divertem, ironizam situações em que nos identificamos como o uso de cartões corporativos, a corrupção do Rio de Janeiro e a desigualdade social do país.

O elenco também apresenta a atriz trans Maria Lucas em sua estreia em longas como Poline Pilsen, uma figura midiática hilária e Victor Lamoglia como Ésquilo, o melhor-e único-amigo do protagonista, que no final vira uma espécie de Robin comunista. Ambos são personagens memoráveis.

Teve sua primeira exibição no Festival do Rio e estreia nos cinemas dia 22 de outubro com distribuição da Migdal Filmes.


                    Trailer:








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