[News] Muca & Roberto Menescal: BELEZA: Uma ponte entre gerações, culturas e mundos musicais
Muca & Roberto Menescal: BELEZA: Uma ponte entre gerações, culturas e mundos musicais
foto Rafael Boccanera
Antecipando o aguardado álbum BELEZA (com lançamento previsto para 29 de maio), o produtor brasileiro radicado em Londres, Muca, e a lenda viva da Bossa Nova, Roberto Menescal, lançam dois singles que sintetizam a essência colaborativa do projeto. Unindo o Brasil ao Reino Unido, as faixas "Every Little Thing" e "Ladeira" funcionam como uma ponte entre o legado clássico e a vanguarda contemporânea, celebrando a renovação da MPB através de diálogos entre gerações, idiomas e territórios sonoros distintos.
Every Little Thing (FEAT. SAHRA)
Ouça aqui: https://slinky.to/
Ladeira (JOSYARA)
Ouça aqui: https://slinky.to/Ladeira
ÁLBUM BELEZA
(Lançamento 29 de Maio 2026)
Every Little Thing
Muca e Roberto Menescal trazem outra estrela em ascensão na cena jazz do Reino Unido; SAHRA. Nascida em Berlim e radicada em Londres, que participa da cativante "Every Little Thing", canção que cita figuras literárias aclamadas como William Shakespeare e William Wordsworth. A música aborda a luta de não conseguir se expressar e como isso esgota as energias. O balanço vocal dela se soma ao ritmo leve, porém vibrante, e as intervenções dos metais fazem desta uma das faixas mais lúdicas de Beleza, com o solo de guitarra fuzz com reverb evocando a suntuosidade da MPB.
A faixa conta também com participação mais do que especial de Serra Petale nos Bongos, da aclamada banda de londres Los Bitchos
SAHRA diz: "Eu Passei um tempo no Brasil no inverno de 2024 e me apaixonei pela bossa nova tudo de novo; ela foi a trilha sonora dessa viagem mágica. Então, quando fui convidada para gravar os vocais desta faixa com uma lenda como Menescal, agarrei a oportunidade de prestar minha homenagem e demonstrar minha admiração a um verdadeiro pioneiro. Agradeço ao Muca e Roberto Menescal pela chance de fazer parte da história deles."
LADEIRA
"Ladeira" é uma das faixas mais modernas do álbum BELEZA, levando o estilo da bossa adiante em direção a uma canção brasileira urbana e moderna. Ela conta com os vocais de Josyara, uma das vozes mais marcantes da música brasileira contemporânea. Natural de Juazeiro, Bahia, seu trabalho é definido por um estilo vocal único e por uma sincopação que navega na tensão entre as raízes regionais e a modernidade urbana.
A letra é inspirada na mitologia de Obá, utilizando uma interpolação da personagem criada dentro dessa afro-mitologia. A faixa é repleta de onomatopeias e é bastante rítmica.
Josyara diz: “Cantar essa faixa foi um desafio bonito, nunca tive uma relação íntima com a bossa nova, embora reconheça profundamente a sua importância e a admire, não me considero uma intérprete do estilo.
talvez por isso a gravação tenha ganhado outro contorno: o encontro de identidades, sotaques e lugares, em reverência a uma brasilidade múltipla que, no fundo, nos atravessa e nos une.”
Em "Ladeira", uma personagem reaparece para desenvolver estratégias de sobrevivência, felicidade e plenitude, fundamentadas, em última análise, em uma relação com sua ancestralidade. Através da reverência aos Orixás e dos ensinamentos dos "mais velhos", a canção tece uma rede de significados que conecta a ancestralidade ao futuro.
Ficha técnica
Ladeira
(Muca e César Lacerda)
Sobe a ladeira, esquece a canseira, mamãe vai benzer
Obá quer dendê
Desce ao chão, estrela, clareia a peleja, ó mãe do prazer
Obá quer dendê
Oiá, meu destino é ser feliz
Axé! Meus ancestrais disseram: sim!
E eu vim pelos sonhos de quem sempre quis
Que eu me levantasse após cair
Sonhar, plantar e então florir
Sobe essa ladeira, com o sol na moleira, vovó faz chover
Obá quer dendê
Desce até a beira, asfalto, pedreira, vó vem me dizer
Que Obá quer dendê
Sobe a ladeira, ubará uberê,
Sobe a ladeira, ubará uberê,
Desce a ledeira Ubará uberê, ê ê..
Sobe a ladeira, ubará uberê,
Desce a ledeira Ubará uberê,
Desce a ledeira ubará, ê ê ê ê
Oiá, meu destino é ser feliz
Axé! Meus ancestrais disseram: sim!
E eu vim pelos sonhos de quem sempre quis
Que eu me levantasse após cair
Sonhar, plantar e então florir
Produzido por Muca & Roberto Menescal
Composição: Muca
Letras: César Lacerda
Gravado por Sebastian Kelling Sausage Studios, London UK, Vinícius Lima, Studio 21, Rio De Janeiro, Muca, Alma 1111 São Paulo.
Mixado por Sebastian Kellig, Sausage Studios
Masterizado por Alex Wharton, Abbey Road, London, UK
Lead Vocals Josyara
Acoustic Guitar Roberto Menescal
Electric Guitar Muca
Drums Marcinho Pereira
Piano/Keyboards Sam Watts
Bass Matheus Nova
Percussion Muca
Beats Muca & Bruno Buarque
Trumpet Eikel Venegas
Every Little Thing
Muca, Joshua O’Connor, SAHRA
La la la la la la la la la la la la la lay.
When I’m feeling blue,
I write down a line,
A rhyme or two
To chase my blues away.
Oenomatepia,
Or some kind of metaphor will appear,
It appears.
“Shall I compare thee to a summer’s day?”
Or should I say what’s on my mind?
I just can’t find it today.
So I just say, I say.
La la la la la la la la la la la la la lay.
Now that my eyes have turned to streams,
What was once a simile,
Is my reality.
Every little thing I do to change
Seems to bring my back to blue
I’m blue, so blue
“I wondered lonely as a cloud”
Muffled in a crowd,
Or should I have screamed?
What was in my dreams,
But I’m in doubt
La la la la la la la la la la la la la lay.
Produzido por Muca & Roberto Menescal
Composição: Muca
Letras: César Lacerda
Gravado por Sebastian Kelling Sausage Studios, London UK, Vinícius Lima, Studio 21, Rio De Janeiro. Muca Fatboo Studios, London UK
Mixado por Sebastian Kellig, Sausage Studios
Masterizado por Alex Wharton, Abbey Road, London, UK
Lead Vocals, Backing Vocals Sahra
Acoustic Guitar Roberto Menescal
Electric Guitar Muca
Drums Marcinho Pereira
Piano/Keyboards Sam Watts
Bass Matheus Nova
Bongos Serra Petale
Beat Programming Muca
Saxophone, Flutes Nick Payn
Trumpet Matt Winch
Trombone Eikel Venegas
Arte: Clayton Junior
Caleidoscópio Global
A narrativa não é uma história linear; ela é radial. O que une essas 12 vozes distintas é a estética de produção moderna de Muca combinada ao lendário DNA harmônico de Menescal. Ter 12 canoras é uma escolha deliberada para mostrar que a harmonia — tanto musical quanto social — só é possível através da coexistência de diferentes tons. Cada intérprete representa uma faceta diferente de "Beleza": melancolia, euforia, reflexão e sedução. É um "coro global" construído sobre os alicerces da música Brasileira e Bossa Nova.
O processo de gravação reflete a natureza global do projeto. As faixas foram gravadas entre o Reino Unido, Rio de Janeiro e São Paulo, adotando uma abordagem moderna e sem fronteiras para a criação musical. Esse movimento entre cidades e estúdios infundiu as canções com um caráter internacional orgânico, onde a geografia se torna parte da identidade sonora. O resultado é uma gravação moldada não por um único lugar, mas pelo intercâmbio entre culturas, espaços e ambientes criativos.
Refletindo sobre como o projeto começou, Menescal diz:
“Quando Muca me ligou e me convidou para fazer parte deste projeto, fiquei muito animado. Primeiro porque já tínhamos trabalhado juntos e eu gosto das suas músicas e produção. Segundo, porque projetos assim permitem aprender algo novo e trazer novas idéias e pessoas. Eu me diverti muito trabalhando neste disco, e foi maravilhoso poder participar e oferecer orientação ao longo do caminho.”
Muca diz: “Este é, de longe, o projeto musical mais ousado que fiz. Há uma sensação especial em revisitar minhas raízes brasileiras através da música. Eu queria explorar cores, sons e influências diretas, mas também não queria fazer um álbum que pudesse ter sido feito há 50 anos. Quis abraçar novas técnicas de produção e novas formas de abordar composição e canção. Além disso, toda a influência musical que recebi desde que me mudei para Londres teve um impacto enorme. Colaborar com tantas pessoas talentosas foi um verdadeiro presente. Passar alguns dias no estúdio no Rio com o Menescal foi uma lição de vida — o conhecimento e as contribuições dele foram incrivelmente inspiradores. Trabalhar com letristas, cantoras e músicos tão talentosos faz parecer que criamos algo que vai ressoar por muitos anos.”
Entre as principais artistas estão a artista franco-senegalesa de R&B anaiis, aclamada após o álbum Devotion & The Black Divine (2025), e a revelação indie-bossa Liana Flores, conhecida pelo hit viral Rises To The Moon e atualmente contratada pela Verve Records.
Gravado entre Londres, Rio de Janeiro e São Paulo, o nome do álbum, Beleza, ressignifica a palavra coloquial, como “tudo certo” se torna a narrativa central do disco: escolher a alegria, positividade e irradiar boa energia mesmo quando o mundo parece caótico e polarizado.
Mantendo vivo o significado literal de bossa nova, a atitude de Menescal de continuar aprendendo, tocando e gravando música nova traduz sua forma de inverter a saudade, desejando sempre o que está por vir.
“Eu tenho saudades do novo, e acredito que conseguimos exatamente isso com este álbum.”
Muca ouviu músicas de Menescal pela primeira vez ainda adolescente, e o conheceu pessoalmente no fim de 2019, após vê-lo tocar em Londres. Impressionado com sua musicalidade e abertura em conhecer gente e trabalhos novos, mantiveram contato e logo colaboraram nos singles Until We Meet Again e Like This Before, que receberam apoio de Jamie Cullum, da BBC Radio e Track Of the Week Jazz FM.
Inspirado por ritmos, Muca começou trabalhando com o baterista e produtor Bruno Buarque e o finger drummer Pancho Trackman para criar bases rítmicas e samples presentes em Beleza. Usando suas MPCs a drum machines, Muca viu no ritmo e influências do LoFi, umas das formas de buscar uma sonoridade diferente. Após desenvolver ideias musicais com Menescal e se inspirar em nomes como Jorge Ben Jor e Tim Maia, Muca convidou César Lacerda, L.A. Salami, Alice SK e Joshua O’Connor para escrever letras em suas composições, voltando a uma época diferente da atual, a self-made person, onde se espera que o artista faça de tudo,e segundo Muca, muitas vezes perdendo oportunidades incríveis de se fazer um trabalho musical único.
O primeiro single, Playing On The Loose Fields, com anaiis, é etéreo e espaçoso, dando respiro ao violão de Menescal, flautas e guitarras mágicas. A canção reflete sobre retornar a um momento ou lugar de ternura e liberdade.
Versos Singelos, com Mirella Costa, cria uma ponte entre épocas ao fazer referências diretas a clássicos como “Vivo Sonhando” e “Meditação”, do álbum O Amor, O Sorriso, A Flor.
Ladeira, com Josyara, mergulha em uma jornada rítmica e percussiva inspirada na mitologia da orixá Obá, conectando ancestralidade e vida contemporânea.
Sahra participa em Every Little Thing, enquanto Sofia Grant brilha em Blue Rain. Liana Flores encanta em Midnight Lullaby, unindo bossa, indie e folk. Fabiana Cozza traz a força do samba em Todo Samba, celebrando o gênero como cura e celebração comunitária. A Beleza de Ser enaltece uma personagem típica do Rio de Janeiro, uma “filha de Jorge”, em referência ao sincretismo afro-brasileiro que associa Ogum a São Jorge.
“Beleza” transcende a estética: funciona como adjetivo, substantivo e interjeição carregada de alma. Hoje, a palavra impulsiona uma retomada identitária nas comunidades marginalizadas do Brasil — negras, LGBTQIAP+ e mulheres — transformando antigos estigmas em orgulho ancestral e celebrando as “Outras Belezas” das periferias.
O álbum expande os limites da bossa nova clássica, trazendo para o centro corpos e histórias antes deixados à sombra. Suas camadas de produção honram a sutileza rítmica da bossa nova e a emoção do soul, folk e MPB, criando uma ponte entre passado e presente da cultura brasileira.
Muca resume:
“Beleza é um coro global, construído sobre a base da bossa nova e da música brasileira”
Shows
São Paulo e Rio de Janeiro — Lançamento do álbum — entre 04 e 13 de junho de 2026 (datas a confirmar)
Londres — possível show em setembro de 2026
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BIOGRAFIA
ROBERTO MENESCAL — UM BREVE HISTÓRICO
Menescal começou no violão ainda adolescente, integrando o grupo de pioneiros da bossa nova que se reunia na casa de Nara Leão, em Copacabana. Participou do histórico concerto no Carnegie Hall em 1962. Entre suas composições mais conhecidas estão O Barquinho e Nós e o Mar. Recentemente, co-produziu um álbum com Luísa Sonza e Toquinho que liderou as paradas brasileiras.
MUCA — UM BREVE HISTÓRICO
Iniciou no violão aos 12 anos e foi aprendendo guitarra e violão clássico. Formou-se em gravação e produção no Estúdio Vibe. Em Londres, trabalhou no lendário SARM East Studios antes de abrir seu próprio estúdio, The Secret Warehouse of Sound. Como artista lançou seu álbum Blue Moon Bossa em 2025, além de vários singles em colaborações com artistas e seu projeto de LoFi Lo Gourillas. Entre seus trabalhos como produtor e engenheiro estão colaborações com Los Bitchos, L.A. Salami, Anoushka Shankar, Alice SK, Randolph Matthews, Declan Welsh & The Decadent West, The Dead Pirates, Iggor Cavalera e Tiger Finkel.

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