[News]Música que Não Toca por Aí: OSGEMEOS fecham a primeira temporada com uma conversa histórica

Música que Não Toca por Aí: OSGEMEOS fecham a primeira temporada com uma conversa histórica





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Fotos e cortes: https://drive.google.com/drive/u/1/folders/1S84G7pBx6P9crjpaVpqyZNdjokKuxoEX



O último episódio da primeira temporada do Música que Não Toca por Aí chega com convidados à altura do encerramento: OSGEMEOS (Otavio e Gustavo Pandolfo) . Ao longo de sete episódios, o videocast provou que acredita no poder da linguagem do afeto, nas informações do coração, nos encontros que acessam o que há de mais humano em quem faz e vive a música. Esta conversa é a síntese perfeita disso tudo.


A conversa começa leve: Monique revela que fez um bolão para adivinhar quem nasceu primeiro — e acerta: foi Gustavo. Uma informação rara, que os próprios irmãos pouco comentam. Mas o que se desenrola dali é uma viagem profunda por memórias, afetos e a construção de uma das trajetórias artísticas mais singulares do mundo.


O vinil, os avós e a fábrica de discos – A relação dos gêmeos com o vinil começa em casa, com os dois avós. O avô materno, lituano, era a grande referência musical dentro de casa. Já o avô paterno trabalhava em uma fábrica da Continental em São Paulo, onde os discos eram prensados, e era de costume trazer vinis para casa. Ali, nos anos 80, eles mergulharam numa coleção imensa que ajudou a plantar as primeiras sementes do que viriam a ser. Hoje, eles guardam discos desde 1983 e 1984 — época da chegada do hip hop no Brasil — e mantêm a coleção no estúdio que dividem. Para eles, o vinil é quase mágico e uma cápsula do tempo.



A sala de casa que virava cenário – O primeiro disco que escolhem contar é a trilha de Ultra Seven, série japonesa de super-heróis. O que os fascinava não eram os heróis, e sim os cenários das filmagens. Eles reproduziam isso na sala dos pais, que virava um mundo novo, feito de caixas de papelão e facas esquentadas no fogão. Com três anos, já criavam juntos. O desenho veio como a primeira forma de se comunicar. "Desde pequenos, só queríamos um papel e uma caneta para nos expressar."


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Tritrez: o universo que sempre existiu – Desde muito cedo, eles tiveram visões. Um universo que foi se aprimorando até chegar aos seres amarelos que anos mais tarde nomearam de Tritrez. "Desde que nascemos até o dia que formos embora, a gente nasceu materializando ele e vamos embora materializando ele." O que um pensava, o outro pensava. O que um enxergava, o outro desenhava. A necessidade de materializar aquilo nunca cessou — pulsou a vida toda.


Graffiti é na rua – Sobre levar o graffiti para museus, eles são categóricos: "A gente nunca fala que levou o graffiti para o museu. A gente levou o trabalho — escultura, pintura, desenho — para o museu. O graffiti é na rua. Você vai com suas tintas e pinta. Foda-se. Graffiti é isso." No museu, há permissão. Na rua, há o improviso, a insegurança, a lei, a contra-lei. São culturas diferentes. E eles honram as duas.


A tecnologia, a IA e a mão – Eles reconhecem os avanços, mas agradecem por terem crescido numa época sem tecnologia. "Valorizar um caderno de desenho, um papel, uma caneta, um disco que você compra, escuta, pega na capa. Essa escola foi muito rica, desenvolveu nosso lado criativo. Tudo se fazia com a mão." Sobre inteligência artificial, são diretos: "A essência da gente não é artificial. Deixa a máquina ser artificial. A essência é fazer com a mão."


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Os discos que rolaram (e muitos deles) – Ao longo da conversa, eles foram puxando vinil após vinil, quebrando o formato de cinco discos. Entre os que apareceram: Ultra Seven • Electric Boogies • Pink Floyd – The Wall • Tony Campello – Boogie do Bebê • Joe Cocker – With a Little Help from My Friends • Paulinho Pedra Azul – Jardim da Fantasia • D'Bora – No Sense • Malcolm McLaren – Buffalo Gals • Patrick Hernandez – Born to Be Alive • Marrs – Pump Up the Volume • Purple Disco Machine • Sylvester – Rock the Box / Lovin' Is Really My Game • Dimitri from Paris • Plebe Rude – Até Quando Esperar • Michael Jackson – Billie Jean.


O que vem por aí – A primeira temporada se encerra com este episódio histórico. A segunda temporada já está confirmada. O poder da linguagem do afeto, das informações do coração, dos encontros que acessam o que há de mais humano na música — é nisso que o videocast acredita. E é com essa crença que voltaremos.


A primeira temporada do  "Música que Não Toca" já está disponível em: https://www.youtube.com/@musicaquenaotocaporai

Instagram: https://www.instagram.com/nao_toca_por_ai/

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