[Mostra] CINEMATECA BRASILEIRA homenageia JOÃO BATISTA DE ANDRADE com retrospectiva de seus filmes - 21 a 30 nov

 

A Cinemateca Brasileira realiza, entre os dias 21 e 30 de novembro, uma retrospectiva dedicada ao cineasta João Batista de Andrade. Prolífero artista, com quase 60 anos de carreira, transitou com êxito entre a ficção e o documentário, a televisão e o cinema, passando inclusive pela literatura. 

Profundamente interessado por questões sociais que perpassam seu tempo, muitas vezes articulando uma abordagem histórica do Brasil e suas contradições, o sempre inquieto João Batista realiza filmes que tensionam e questionam as relações de classe, a situação dos trabalhadores, os problemas urbanos, o autoritarismo e os preconceitos. Embora lance mão de diferentes perspectivas – seja um cinema de intervenção e participação em seus primeiros documentários, ou dos gêneros policial e suspense psicológico em seus filmes de ficção, suas preocupações sociopolíticas atravessam toda a sua filmografia. 

A mostra contará com cópias em 16mm, restauradas em 2007 (como os curtas Liberdade de imprensa, Migrantes, Ônibus), cópias em 35mm (como O homem que virou suco, O cego que gritava luz, O tronco), e novas cópias recém digitalizadas pelo Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca Brasileira: A eterna esperança: sem pressa e sem pausa, como as estrelas (codirigido com Jean-Claude Bernardet), Caso Norte e o programa do Globo Repórter Wilsinho Galileia, que foi restaurado especialmente por ocasião da mostra. 

Além das sessões, integram a programação um bate-papo com o cineasta na sessão de abertura, após exibição de Doramundo; uma conversa com o grupo Cinema de Rua, criado por João Batista e nomes como Adilson Ruiz, Reinaldo Volpato, Penna Filho, Wagner de Carvalho e Augusto Sevá; e uma palestra de Vinícius Bisterço, historiador e pesquisador da obra do cineasta, com um enfoque especial no filme A próxima vítima (1983). 

Para complementar os filmes, a Cinemateca Brasileira publicará também um catálogo, em formato digital, com textos de críticos e pesquisadores sobre a obra de João Batista de Andrade. 

A programação é gratuita e os ingressos são distribuídos uma hora antes de cada sessão. 

 

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana

 

Horário de funcionamento

Espaços públicos: de segunda a segunda, das 08 às 18h

Salas de cinema: conforme a grade de programação.

Biblioteca: de segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados

 

Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)

Sala Oscarito (104 lugares)

Área externa (300 lugares)

Retirada de ingresso 1h antes do início da sessão

 

Sexta-feira, 21 de novembro

19h30 _ Sala Grande Otelo: DORAMUNDO 


Sábado, 22 de novembro

20h _ Sala Grande Otelo: O HOMEM QUE VIROU SUCO 


Domingo, 23 de novembro

15h _ Sala Grande Otelo: SESSÃO 100 ANOS DE CULTURA E CONFLITOS 

17h30 _ Sala Grande Otelo: SESSÃO DUPLA | A ETERNA ESPERANÇA: SEM PRESSA E SEM PAUSA, COMO AS ESTRELAS E CÉU ABERTO 

20h _ Sala Grande Otelo: O CEGO QUE GRITAVA LUZ 


Quarta-feira, 26 de novembro

20h _ Sala Grande Otelo: O TRONCO 


Quinta-feira, 27 de novembro

17h30 _ Sala Grande Otelo: VEIAS E VINHOS: UMA HISTÓRIA BRASILEIRA 

20h _ Sala Grande Otelo: GAMAL – O DELÍRIO DO SEXO 

Sala Grande Otelo 


Sexta-feira, 28 de novembro

17h30 _ Sala Grande Otelo: O HOMEM QUE VIROU SUCO 


Sábado, 29 de novembro

17h30 _ Sala Grande Otelo: A PRÓXIMA VÍTIMA 

21h _ Sala Grande Otelo: SESSÃO NO CALOR DO MOMENTO 


Domingo, 30 de novembro

15h _ Sala Grande Otelo: DORAMUNDO 

17h30 _ Sala Grande Otelo: SESSÃO O POVO FALA 

20h _ Sala Grande Otelo: RUA 6, S/N 

 

CINEMATECA BRASILEIRA

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.

O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.





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