[News] Encenado em português e em LIBRAS, espetáculo premiado Língua reflete sobre a nossa dificuldade de comunicação

 Encenado em português e em LIBRAS, espetáculo premiado Língua reflete sobre a nossa dificuldade de comunicação  

 

Com direção de Vinicius Arneiro, peça estreia em São Paulo no Sesc Consolação

 

 

 

Cena de Língua - Foto de Renato Mangolin

 

 

Língua, peça dirigida por Vinicius Arneiro e idealizada por ele em parceria com Filipe Codeço, acompanha uma festa de aniversário surpresa de uma mãe para o filho surdo. Criada em português e em LIBRAS, ela discute os limites da convivência entre diferentes formas de perceber o mundo. Após passar pelos palcos do Rio de Janeiro com sucesso e de fazer apresentações na MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, em 2025, o espetáculo faz sua primeira temporada paulista no Teatro Anchieta do Sesc Consolação. São 15 sessões entre os dias 5 e 28 de junho, de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 18h; e nos dias 12 e 26/6, sextas, às 15h. Nos dias 13 e 19 de junho não ocorrem sessões, por conta dos jogos do Brasil na Copa. 

 

Com texto de Pedro Emanuel e Vinicius Arneiro, o trabalho foi vencedor do Prêmio Shell - edição carioca - na categoria dramaturgia em 2025. O elenco é formado por Erika Rettl, Filipe Codeço, Jhonatas Narciso, Luize Mendes Dias e Ricardo Boaretto. Ricardo, o protagonista, é um ator surdo e dos quatro atores ouvintes, três são sinalizantes fluentes na língua brasileira de sinais (LIBRAS). 

 

Na trama, uma mãe prepara uma festa de aniversário para seu filho surdo que cresceu rodeado de pessoas ouvintes. O encontro, que reúne um pequeno grupo de amigos do rapaz, revela afetos, mas também dilemas e a diferença cultural entre eles. O tema, aparentemente simples, se desdobra em uma investigação sobre linguagem, tradução e afeto.

 

Durante a celebração, os personagens estão apenas tentando conversar normalmente. O público ouvinte acompanha a narrativa a partir do olhar de Félix, personagem que não domina LIBRAS e depende da mediação dos outros para compreender as conversas. “A peça fala justamente desse descompasso entre sentir algo e conseguir expressar”, afirma Arneiro. “Percebi que a peça não era apenas sobre Libras e português. Ela começou a tocar numa questão mais profunda: a dificuldade humana de comunicação”, completa. 

 

"A peça propõe ao público uma abertura do imaginário, colocando em suspensão o estigma da surdez como deficiência, ao compartilhar uma mirada sobre a vida a partir de uma outra cultura – e não a partir de uma falta. Há lacunas para ambos os públicos, mas elas estão lá porque fazem parte das relações complexas, das conversas mais importantes, da expressão daquilo que não encontra tradução possível em nenhuma linguagem. A peça abre espaço para outras formas de expressão e interação que desistem de (ou simplesmente dispensam!) palavras e sinais”.
Daniele Avila Small (Trilhas da Cena)

 

A criação nasceu do desejo de construir uma ficção em que espectadores surdos pudessem se reconhecer emocionalmente em cena, e não apenas acessar uma obra por meio do recurso da acessibilidade, ou seja, de uma tradução. 

“Nosso trabalho promove a inclusão no sentido mais pleno da palavra, porque promovemos a equidade linguística. Não usamos intérpretes de LIBRAS em cena, porque o espetáculo é encenado em duas línguas. Ouvintes e não ouvintes conseguem prestar o mesmo nível de atenção nas cenas: não precisam escolher entre olhar para o intérprete ou para a ação. Ou seja, o envolvimento emocional é muito maior”, coloca o diretor.

Ao mesmo tempo, Língua não tem a surdez como seu tema principal. Aos poucos, a festa revela camadas mais profundas da relação entre mãe e filho, marcada por afeto, superproteção e atitudes capacitistas muitas vezes involuntárias. “A peça também olha para essas relações atravessadas por dependência emocional e pelo desejo de proteção”, comenta.

A trilha sonora marcada é por frequências graves, pensadas também a partir da experiência vibracional da música para pessoas surdas; o cenário de Julia Deccache fez uma proposta realista, remetendo a uma casa. Da mesma maneira, o figurino assinado por Julia Vicente contribui para conferir veracidade àqueles personagens.

 

Mesmo assim, a peça está no limite entre o ordinário e o extraordinário. “Por acontecer em uma festa, um momento em que as pessoas estão mais soltas e consumindo álcool, estamos sempre na iminência de que algo fora do comum vai acontecer”, acrescenta. 

 

SINOPSE

Uma mãe prepara uma festa de aniversário para seu filho, um taxista surdo que cresceu rodeado de pessoas ouvintes. O encontro, que reúne um pequeno grupo de amigos do rapaz, revela não só afetos, dilemas e a diferença cultural entre eles. Além disso, convida-nos a perceber como lidamos com a distância entre aquilo que se sente e a tentativa de dizê-lo.

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Vinicius Arneiro

Dramaturgia: Pedro Emanuel e Vinicius Arneiro

Elenco: Erika Rettl, Filipe Codeço, Jhonatas Narciso, Luize Mendes Dias (Caju Ribeiro/Stand-in) e Ricardo Boaretto.

Direção de Produção: Juracy de Oliveira

Intérprete LIBRAS/Português e Transcriação: Lorraine Mayer

Interlocução Dramatúrgica: Catharine Moreira

Interlocução Gestual: Laura Samy

Diretora Assistente: Dominique Arantes

Cenário: Julia Deccache

Direção Musical: Felipe Storino

Iluminação: Daniela Sanchez

Figurino: Julia Vicente

Arte Gráfica: Pedro Colombo

Produção Executiva: Híbrida Arte e Cultura - Lindsay Castro Lima e Mariana Mantovani

Assistente de Produção: Laura Lapadula

VJ: Dominique Arantes

Operação de Luz: Felipe Antello e Matheus Espessoto

Operação de Som: Stephanye Correa e Lays Somogyi

Cenotecnia: Djavan Costa

Assistência de Cenotecnia: Giovanna Guadanholi

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Fotografia: Renato Mangolin

Idealização: Filipe Codeço e Vinicius Arneiro

 

SERVIÇO

LÍNGUA 

De Vinícius Arneiro e Pedro Emanuel. Direção: Vinicius Arneiro 

 

Sesc Consolação - Teatro Anchieta - Rua Dr. Vila Nova, 245. São Paulo - SP 

Telefone para informações: 11 3234-3000 

Temporada: 5 a 28/6/2026   

Horários: Quinta a Sábado, às 20h. Domingos, às 18h.

Exceto: 13 e 19/6 (Jogos do Brasil na Copa) 

Sessões em horários diferenciados:  

Dias 12 e 26/6. Sextas, às 15h.  

Lotação: 280 lugares | Duração: 70 minutos | Classificação: 16 anos  

Ingressos: R$60 (inteira) R$30 (meia entrada) e R$18 (credencial plena)     

Venda on-line centralrelacionamento.sescsp.org.br  e no App Credencial Sesc SP  

Venda presencial nas bilheterias do Sesc São Paulo 

 

Assessoria de imprensa (espetáculo): 

Canal Aberto Comunicação
www.canalaberto.com.br
Instagram @canal_abert

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