[News] Com texto de Ronaldo Serruya e direção de Pedro Stempniewski, VESTIDO DE MENINO – O Dia V, espetáculo infanto-juvenil, estreia no Centro Cultural do iBT

 Com texto de Ronaldo Serruya e direção de Pedro Stempniewski, VESTIDO DE MENINO – O Dia V, espetáculo infanto-juvenil, estreia no Centro Cultural do iBT 

Espetáculo realizado no Instituto Brasileiro de Teatro afirma a pluralidade dos modos de existir a partir do ponto de vista das crianças. 

 

 

VESTIDO DE MENINO - O Dia V - Foto Cacá Bernardes


 

O voguing e a cultura ballroom são fortes referências para composição de movimentos e musical, enfatizando através da dança e da celebração coletiva, a potência do encontro desse bonde de crianças.

 

 

O que pode acontecer quando uma criança decide, simplesmente, vestir aquilo que deseja? VESTIDO DE MENINO - O dia V, peça escrita por Ronaldo Serruya e dirigida por Pedro Stempniewski, acompanha Vesti, um menino com um desejo que parece pequeno, mas que precisa da ajuda de outras crianças amigas - Fut, Croqui e Fio - para enfrentar o olhar dos colegas da escola e dos adultos. A partir desse gesto, o espetáculo constrói uma narrativa sensível sobre pertencimento, amizade e o direito de experimentar o mundo com o próprio corpo. A peça, voltada ao público de 8 a 12 anos e suas famílias, estreia dia 06 de junho, com temporada gratuita até 26 de julho, no Centro Cultural do iBT - Instituto Brasileiro de Teatro - Sala Cênica - 10º andar (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277 - Bela Vista, São Paulo - SP), dias e horários das apresentações estão abaixo.

 

Na peça, quatro crianças, que se reconhecem na diferença, usam o espaço de uma banca de revistas - espaço fluido e de passagem - como lugar de encontro, invenção e força coletiva. O espetáculo nasceu de uma inquietação nítida para os criadores: abordar temas considerados “delicados” para as infâncias sem transformá-los em tese, reduções didáticas ou confrontos pedagógicos. “O desafio era falar sem falar”, afirma Serruya. “Existe uma ideia de que determinados assuntos são proibidos para as crianças ou que há uma idade certa para tratar deles. Isso não envolve só gênero, mas morte e outras questões. Quisemos construir uma dramaturgia que afirmasse a diferença, não como diversidade domesticada, mas como diferença mesmo, como algo que existe e precisa ser cuidado, porque diferença é riqueza.”, completa.

O espetáculo investiga as formas como aprendemos a ocupar o mundo. Desde cedo, meninos e meninas recebem mapas invisíveis que delimitam gestos, interesses, comportamentos e desejos. A encenação acompanha o ponto de vista das crianças, o que parece “estranho” para o adulto revela-se experiência legítima e humana para o quarteto. 

Na dramaturgia, cada personagem tem uma habilidade para ajudar no desejo de Vesti: o desenho, a costura, a estratégia e a reinvenção de objetos e comportamentos cotidianos. E a história é contada de forma cíclica: começa com um prólogo em que as próprias crianças anunciam que vão contar uma história sobre um sonho. A partir daí, retorna no tempo para mostrar como esse grupo se formou, como ganhou nome e como encontrou, em uma banca de revistas, um território de invenção.

 

“A banca é um lugar de passagem, um não-lugar, um espaço que gera situações que acontecem e se transformam. A escola não é esse lugar. A casa também não. A banca é pública e privada ao mesmo tempo, é um espaço onde muitos universos e possibilidades coexistem”, diz Pedro Stempniewski. Nessa referência se coloca o ambiente urbano em que a peça acontece ligando casa e rua, assim a estética vai se fazendo através do universo das revistas, da moda e da cultura urbana. O voguing e a cultura ballroom são fortes referências para composição de movimentos e musical, enfatizando através da dança e da celebração coletiva, a potência do encontro desse bonde de crianças.

 

Ao longo da narrativa - Vesti, Fut, Croqui e Fio - se deparam com expectativas familiares, normas escolares e convenções culturais que surgem, mas o foco de VESTIDO DE MENINO - O dia V está na capacidade de as crianças criarem linguagens próprias e reinventarem os limites impostos. Nesse sentido, o espetáculo dialoga com debates sobre performatividade de gênero e masculinidades, mas o faz sem didatismo ou panfletarismo. 

 

VESTIDO DE MENINO - O dia V integra um projeto amplo, que também realizará ações formativas e a disponibilização online da dramaturgia acompanhada de material pedagógico para o público, comunidades escolares e para todas as Bibliotecas Públicas da cidade de São Paulo. A peça integra o ‘Projeto Vestido de Menino - Infâncias contra Tabus’, contemplado pelo Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a cidade de São Paulo. A realização é da Cooperativa Paulista de Teatro e da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, por intermédio da Supervisão de Fomento às Artes da Prefeitura Municipal de São Paulo. Também conta com o apoio da FUNARTE-SP, do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil através do Programa Funarte Aberta - Ocupação dos Espaços Culturais; além do apoio para a realização da temporada do IBT - Instituto Brasileiro de Teatro.

 

Sinopse:

Na contagem regressiva para a festa de formatura da escola, quatro crianças se unem e com um jeito único de olhar para o mundo realizam um sonho secreto. Unidas pela amizade e pela imaginação, elas transformam a banca de revistas da esquina da escola em ponto de encontro para planejarem um acontecimento capaz de transformar não só uma festa, mas também a maneira de olhar para si e para o outro. Uma aventura delicada e divertida sobre amizade, coragem e a liberdade de ser quem se é.

 

Ficha Técnica:

Direção Geral e Argumento: Pedro Stempniewski

Dramaturgia: Ronaldo Serruya

Assistente de Direção: Beatriz Oliveira

Elenco: Fernando Lufer, Luz Ribeiro, Rafael Costa e Thalles Terencio

Produção: Plataforma - Estúdio de Produção Cultural 

Direção de Produção: Fernando Gimenes

Produção Executiva: Bruno Ribeiro

Coordenação de Projeto: Pedro Stempniewski

Cenário, Figurinos e Adereços: Eliseu Weide

Assistente Cenografia e Figurinos: Bruno Maldegan

Confecção das Bolsas: Coletivo Tem Sentimento

Direção Musical: Melvin Santhana

Produção Musical: Melvin Santhana e Lucas Melifona

Design de Luz: Dimitri Luppi 

Operação de Luz: Guilherme Mascarenhas

Direção de Movimento: Yi Gonçalves 

Treinamento Voguing: Jessy Velvet Zion 

Direção da Palavra: Natália Nery

Coordenação de Acessibilidade em Libras - Gabrielle Martins e Sina Acessibilidade.

Projeto Gráfico: Murilo Thaveira

Fotos: Cacá Bernardes

Registro em Vídeo: Bruna Lessa e Cacá Bernardes - Bruta Flor Filmes

Redes Sociais: Contaí! Comunicação - Jorge Ferreira

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Dani Valério e Flávia Fontes

Idealização: Plataforma Homimacho

Proponente: Cooperativa Paulista de Teatro

Cooperado Responsável: Thalles Terencio

Realização: Cooperativa Paulista de Teatro e Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa - Supervisão de Fomento às Artes da Prefeitura de São Paulo.

Apoio: iBT - Instituto Brasileiro de Teatro;  Funarte - Programa Funarte Aberta - Ocupação dos Espaços Culturais - Ministério da Cultura - Governo do Brasil.

 

SERVIÇO:

Temporada: De 06/06 a 26/07, sexta a domingo, às 16h.

Acessibilidade em Libras: aos sábados e domingos, de 27 de junho a 26 de julho

⚠️ Atenção: nos dias 10, 11 e 12 de julho não haverá apresentação.

Entrada gratuita.

Lugares limitados.

 

Local: Centro Cultural do iBT - Instituto Brasileiro de Teatro – Sala Cênica - 10º andar.

Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277, Bela Vista - SP

Ingressos: gratuitos (distribuídos 1h antes na bilheteria do teatro)

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: A partir de 08 anos

Capacidade: 50 lugares

 

Sobre o Instituto Brasileiro de Teatro (iBT)

O iBT nasceu em 2022 com o objetivo de democratização das artes cênicas, seja na realização e produção de eventos que apostam na diversidade, bem como visando a formação de novas plateias por meio de espetáculos gratuitos ou de preços altamente populares. O Instituto privado sem fins lucrativos apresenta uma série de ações voltada à classe teatral propondo uma governança, que acelera a profissionalização de grupos e artistas, atuando desde a capacitação até no auxílio de realização de espetáculos, incluindo captação de investimentos do setor privado. Além disso, o iBT também é realizador de alguns grandes espetáculos, garantindo acesso universal por meio de ingressos gratuitos ou a preços acessíveis.

 

Informações para imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa

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