[News] TEODORO lança seu 1º Álbum « TE VI NA RUA ONTEM » nesta quinta-feira (30/04)
TEODORO lança seu 1º Álbum « TE VI NA RUA ONTEM » nesta quinta-feira (30/04)
O artista goianiense anuncia o álbum de 15 faixas em todas as plataformas digitais, que atravessa pop, rap, forró, brega, R&B, funk e reggaeton, narrado pelas ruas e esquinas de Goiânia
O artista goiano Teodorohttps://www.instagram.com/teodoro.semh/ lança, nesta quinta-feira (30/04), seu primeiro álbum que chega a todas as plataformas digitais, marcando um novo momento em sua trajetória na música.“TE VI NA RUA ONTEM” é o disco que consolida a identidade artística construída ao longo dos últimos anos e apresenta ao público um trabalho mais amplo, coeso e narrativo.
“TE VI NA RUA ONTEM” é um álbum pop urbano que atravessa múltiplas sonoridades e narrativas. Com influências que vão do rap ao forró, passando por brega, R&B, funk e reggaeton, o disco constrói uma unidade a partir da diversidade. Mais do que um recorte de estilos, o trabalho se apresenta como um retrato emocional e geográfico: histórias de encontros, afetos, frustrações e descobertas vividas nas ruas de Goiânia. A cidade não aparece apenas como cenário, mas como elemento estruturante da obra, um espaço de circulação, experiências e identidade.
O projeto também se destaca pela colaboração com diferentes produtores, Devito, Vetromn, Johnny, Athos e Marcelino que, mesmo com abordagens distintas, contribuem para a riqueza estética do álbum sem comprometer sua coesão. Parte dessa unidade vem do próprio processo criativo do artista, que construiu o disco ao longo de três anos, reunindo composições e singles que, posteriormente, revelaram uma narrativa em comum. Antes do lançamento do álbum, Teodoro apresentou ao público o projeto de covers “NA RUA sessions”, publicados em seu perfil no Instagram. As performances foram gravadas em espaços emblemáticos do centro de Goiânia, reforçando o conceito urbano do disco e trazendo a cidade para o centro da narrativa visual e musical.
Confira os covers:
NA RUA sessions #1 — DOCE / TE SATISFAZERhttps://www.instagram.com/reels/DVeuRNXgeKf/
| Cover de Doce, de Kira Spirandelli, e de Te Satisfazer, de Renatto. Gravado no Coreto da Praça Cívica, centro de Goiânia.
NA RUA sessions #2 — ME CHAMA DE SUAhttps://www.instagram.com/reels/DVwta4DgUM9/
| Cover de Me Chama de Sua, de Bruna Mendes. Gravado na Vila Cultural Cora Coralina, Goiânia.
NA RUA sessions #3 — PRA TE ESQUECERhttps://www.instagram.com/reels/DWCuJlFADBg/
| Cover de Pra Te Esquecer, da Banda Calypso. Gravado em frente ao Teatro Goiânia.
NA RUA sessions #4 — BAILE INOLVIDABLEhttps://www.instagram.com/reels/DWmzh5ZgDHS/
| Cover de Baile Inolvidable, de Bad Bunny. Gravado na Praça do Ratinho, Monumento dos Três Marcos.
Apesar dos sucessos dos EPs Escorpião (2021)https://open.spotify.com/intl-pt/album/3ydCnczb5o9r9k3rKLAWDK, Vênus (
Entrevista com TEODORO
“TE VI NA RUA ONTEM” é seu primeiro álbum completo após três EPs. O que muda, concretamente, nessa passagem?
Os EPs foram meu TCC. Foi onde aprendi muita coisa, busquei estudar canto e composição, comecei a ter vivência de estúdio, fiz experimentações para entender o que eu gostava de cantar, conheci profissionais e artistas do meio, subi em palcos que nunca pensei subir. Foi realmente uma escola. Agora o álbum chega como uma entrega de tudo que aprendi nesses anos, a lírica é melhor, a voz é melhor, a história é melhor contada. Apesar das 15 faixas, tiveram duas músicas que não entraram na tracklist final porque meu perfeccionismo não permitiu. Acho que 15 é um número ideal, mas nada impede que eu lance uma versão de luxo daqui a um ou dois anos.
Como Goiânia atravessa esse disco? O que a cidade representa na narrativa do álbum?
Eu sou uma pessoa muito urbana desde sempre. Todas as maiores descobertas da minha vida eu não fiz dentro de casa, fiz na rua, conhecendo pessoas, me apaixonando, me frustrando, errando, aprendendo. E Goiânia, principalmente, me fez viver muita coisa. O que mais me toca e me influencia são as pessoas que conheci aqui. E como toda história tem um cenário, precisei falar que amo a arquitetura desta cidade. Vivi muitas coisas legais em vários pontos de Goiânia. Essa cidade respira arte, mesmo que não tenhamos tanto apoio assim.
Como você descreve o universo sonoro do álbum? Existe um gênero que o define?
TE VI NA RUA ONTEM é um álbum pop com referências e influências do rap, forró, brega, R&B, funk e reggaeton, e às vezes mais de um gênero na mesma música. Amizade, por exemplo, tem influências no trap, um refrão no reggaeton e uma finalização no brega funk e piseiro, mas a forma de cantar é completamente pop, e magicamente funciona muito. É uma das minhas favoritas do lado A do álbum. Quando você abre Sorvete de Creme e depois ouve EITA COMO AQUECE, pode parecer contraditório. Mas quando você ouve o álbum completo, entende que existe uma narrativa, que as músicas têm uma ligação maior do que o gênero musical.
O álbum foi produzido por cinco produtores diferentes. Como essa multiplicidade funcionou sem fragmentar o projeto?
O fato de ter muitos produtores e ainda se manter coeso se deve ao fato de que todos são produtores de música urbana. Quando eu chego com as referências para a produção, normalmente monto uma playlist com estilos que parecem com a faixa que vamos trabalhar, então no fim das contas ter mais de um produtor deixa o álbum ainda mais rico. Depois que o álbum ficou pronto, fiz uma audição completa com o Marcelino e tinha músicas que ele tinha feito e ele me perguntou: Que música massa, foi o Devito que produziu essa? Eles têm tantos outros projetos que às vezes até se esquecem do que fizeram. Isso me diz que a coesão está lá.
O que motivou a série NA RUA sessions como estratégia de pré-lançamento?
Quando pensei no NA RUA sessions, queria fazer releituras de músicas que eu verdadeiramente consumo, mas com uma nova roupagem, uma versão que funcionasse como uma prévia do que as pessoas vão ouvir no meu álbum. A ideia de fazer os covers na rua partiu de duas premissas: a primeira é que o álbum se chama TE VI NA RUA ONTEM e se passa pela cidade de Goiânia; a segunda é que ter lugares emblемáticos da cidade como cenário vai me ajudar a fazer as pessoas entenderem a história que quero contar. Postar cover era um medo que eu tinha, mas passei por cima. O resultado me fez enxergar que era um medo bobo, alcançamos mais de 16 mil contas organicamente.
Para quem é esse álbum? Qual é a sua intenção ao lançá-lo?
Acho que, em um primeiro momento, esse disco vai conversar com a cena LGBT de Goiânia, por conta das histórias nas letras. Mas qualquer goianiense da cena alternativa que ouvir vai pegar referências de lugares onde as histórias são contadas. Minha intenção é abraçar a galera daqui, conquistar aqui dentro para depois tentar lá fora. A história, quando sou eu quem escrevo, é uma. Mas quando vai para o mundo, se torna infinita.
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