29 novembro 2016

[Crítica] A luz entre Oceano


Sinopse:
Na Austrália, depois da Primeira Guerra Mundial, Tom Sherbourne (Michael Fassbender) é um homem trabalha em um farol ao lado sua esposa, Isabel Graysmark (Alicia Vikander). Um dia, eles encontram dentro de um barco um cadáver e um bebê de dois meses de idade. O casal pensa inicialmente em avisar a polícia, mas depois decidem que este foi um presente de Deus, e passam a cuidar da criança. Muito tempo mais tarde, quando fazem uma viagem, eles descobrem que tomaram a decisão errada.

O que eu achei?
O filme conta a história de Tom, um ex combatente da 1ª Gerra Mundial que chega numa pequena cidadezinha na Austrália apara cobrir as férias de um faroleiro, uma pessoa que trabalha num farol. Ao chegar na cidade conhece a família Graysmark e se encanta com a filha Isabel, moça do interior criada dentro dos moldes e culturas locais.

Tom como forma de trabalho tem que ficar 3 meses isolado em uma pequena ilha, mantendo o farol sempre em funcionamento, quando retorna a cidade após 3 meses reencontra Isabel que se convida para um piquenique com ele a margem de uma paisagem incrivelmente linda. Isabel é uma moça encantadora "sem papas na língua", enquanto Tom é um viúvo e solitário que leva a vida sem expectativas, como pólos totalmente distintos e divergentes se atraem e logo vemos surgir um encantamento entre eles.
Assim que termina o piquenique, Isabel se convida para visitar o farol e é informada que apenas o faroleiro e sua esposa podem conviver naquela ilha, Isabel informa que gostaria de ser esposa de Tom. A partir daí, surge uma relação bonita e duradoura, munida de sentimentos e promessas em cartas e após um certo período de tempo se casam, assim que Tom retorna de 3 meses de trabalho.

Tom que teria um emprego temporário ganha a vaga de forma integral e seu contrato estendido e poderá formar sua família com Isabel. Quando Tom não achava mais ser possível reencontrar o amor, ele encontra em Isabel a vida que lhe faltava. Eles tinham tudo para ser uma família perfeita, mas Isabel sofre de abortos espontâneos e após seu segundo aborto, surge uma luz no fim do túnel: um barco à deriva onde tem 2 ocupantes: um pai já morto e uma criança com poucos meses. 
Isabel implora e convence Tom a ficar com a criança, e assim eles criam Lucy como sua filha, dando amor, carinho e a vida deles se torna perfeita até o dia que Tom descobre a mãe biológica de sua filha. Tom será capaz de passar por sima de toda a moral que conhece e continuar com sua família? Será que o amor pode conviver bem com a culpa? 

Um filme tocante, repleto de paisagens lindas, diálogos incríveis e com destaque impressionante para a atuação de Alice Vikander e Michael Fassbender, onde vemos em olhares, gestos e formas de afeto em perfeita sintonia. Um roteiro maravilhoso e com um final surpreendente.

Trailer:







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