14 novembro 2016

[Crítica] A Garota no Trem

Sinopse:
Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.

O que eu achei?
O filme conta a história de Rachel, uma mulher atribulada por um passado triste e que a tornou mais triste ainda. Todos os dias Rachel anda de trem, na ida e na volta ela observa o casal perfeito( ao menos que ela achava perfeito), cria expectativas de como deve ser bom se sentir amada como aquela mulher é por seu marido. Mas em uma noite tudo muda e a partir daí temos diversas pontas soltas a serem preenchidas.

O filme começa contando a história de Rachel e seu ponto de vista do que está se passando. Rachel é mentalmente desequilibrada e acompanha o casal perfeito: Megan e Scott, mas o que achávamos ser uma relação perfeita, desaparece quando Rachel vê Megan com outro homem. Obviamente com uma super curiosidade, Rachel tentara descobrir o que acontece.
Inicialmente o filme é dividido em capítulos, até nos acostumarmos com as histórias paralelas de Megan e Scott, Anna e Tom e avida de Rachel, vivida em terceira pessoa, sempre em analisar os casais.
Tom é casado com Anna, mas é ex marido de Rachel que não aceita ter perdido o homem de sua vida para a amante dele. Fico sempre tentada a olhar pelo lado do personagem, mas Anna e Tom vivem na mesma casa que Tom vivia com Rachel, tudo continua no mesmo lugar, mas Tom apenas mudou a mulher, não a casa, nem mesmo a mesa da cozinha.
De fato, acredito que até euzinha surtaria, bem surtada, se algo assim acontecesse comigo.

Rachel numa bela noite de uma de suas muitas de bebedeira, grava um vídeo xingando Anna e envia para ela e Tom; no dia seguinte Rachel acorda com um corte na cabeça, braços roxos e uma perda de memoria causada por seus problemas alcoólicos. Mas em seu passeio de trem diário, ela descobre que a mulher que ela sempre via no trem desapareceu, enfim Megan tem um nome para Rachel. 
Pouco satisfeita em saber o que aconteceu, Rachel decide interferir e descobrir o que de fato aconteceu com Megan, indo de encontro a Scott, marido de Megan, passando- se por amiga dela. Mas como a vida de Rachel é pouco complicada(só que não), o casal mora na mesma rua de seu ex- marido e Ana acha que está sendo perseguida pela ex- mulher de Tom. 
Sentimos que Rachel está por um fio, mas ela aos poucos consegue encaixar peças soltas de sua vida, seja no passado ou no presente.

Para fãs do livro: obviamente o filme vai faltar uma coisinha ou outra, assim como algumas "pontas soltas" que estão no livro se encaixam perfeitamente no longa.
Com um roteiro impressionante e com subdivisões incríveis, "A garota no trem" não deixa pecar em ser um triller de sucesso, atuação impecável de Emily Blunt e cenas de nu Haley Bennet, certamente agradará a fãs que gostem de suspense e uma boa história para desvendar.

Trailer:










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