20 outubro 2016

[Resenha] A sorte do agora

Sinopse:
Bartholomew Neil passou todos os seus quase 40 anos morando com a mãe. Depois que ela fica doente e morre, ele não faz ideia de como viver sozinho. Wendy, sua conselheira de luto, diz que Bartholomew precisa abandonar o ninho e fazer amigos. Mas como um homem que ficou a vida toda ao lado da mãe, indo com ela à missa e à biblioteca, pode aprender a voar?

O que eu achei? 

Bartholomew Neil  é um homem beirando os 40 anos( a idade realmente não é especificada no livro), solteiro, sozinho sem amigos e que acaba de perder a mãe para um câncer no cérebro e terá que descobrir como viver sem ela.

Logo no começo temos acesso a história de vida do personagem principal que conta sua história para Richard Gere através de cartas, mas por que endereçar cartas à Richard Gere?

Após a morte de sua mãe, Bartholomew encontra em meio a gaveta de calcinhas de sua mãe uma carta recebida por Richard Gere, obviamente uma das muitas que Gere enviou durante sua tentativa de ajudar o Tibete (fato explicado no livro).

Bartholomew é católico e em meio sua dor a igreja local envia uma conselheira de luto: Wendy, daí surge uma amizade ao menos por pela parte de Bartholomew. Wendy estuda psicologia e acaba que usando métodos estudados para ajudar Bartholomew a superar o luto, logo propõe que ele busque um objetivo de vida e sugere que encontre alguém de sua idade para ir a um bar.
Somos apresentados a meninatecária, uma mulher que Bartholomew se encantou em suas idas até a biblioteca e padre McNamee, amigo pessoal de sua mãe e companheiro de sua dor.

Bartholomew é aconselhado por Wendy a fazer terapia em grupo para conseguir superar a dor da perda. Mas Wendy também passa por momentos difícieis e é questionada por Bartholomew sobre alguns roxos que surgem em seus braços, ela alega ter se machucado, até aí ok, mas depois de um tempo Wendy aparece com um roxo no olho, sem pestanejar conta para McNamee  que decide ir questionar o fato com ela.
Neste meio período o padre decide largar seus votos, alegando ter um chamado de Deus, mas o que Bartholomew não contava é que McNamee tem bipolaridade e que sua vida se tornará um vendaval de emoções.

Decidido a superar, Bartholomew decide fazer terapia de grupo com um terapeuta chamado Arnie, indicado por Wendy. Chegando na terapia de grupo conhece Max, um homem que está em luto por ter perdido sua gata Alice, a partir daí Bartholomew se questiona sobre a perda, o luto, sobre a vida.
Mas o que Bartholomew não contava é que Max é irmão da meninatecária, ou melhor Elizabeth. De repente a vida de Bartholomew leva tantas voltas e surgem tantos aspectos positivos e ele aprende com todos os aspectos negativos também.

Este foi um livro que se "arrastou" um pouco, mas que me trouxe algo de bom: achar uma coisa boa mesmo em momentos ruins. Utilizando a sorte do agora, teoria utilizada pela mãe de Bartholomew:
"Sempre que algo de ruim acontece com a gente, uma coisa boa acontece. Normalmente com outra pessoa. Essa é a sorte do agora."


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