11 agosto 2016

[Crítica] Perfeita é a Mãe

Sinopse:
Uma mulher (Mila Kunis), com uma vida aparentemente perfeita - bom casamento, filhos exemplares, ótimo emprego, etc - acaba ficando estressada além do ponto com as obrigações de sua vida. Cansada desse estado, ela se une a duas outras mulheres (Kathryn Hahn e Kristen Bell) que passam pelos mesmos problemas que ela para sair em uma jornada de libertação.
O que eu achei:
Lugar de mulher é onde ela quiser, mesmo se ela for mãe, principalmente se ela for mãe.
Perfeita é a Mãe é uma comédia crítica sobre a obrigação da mulher, ao se tornar mãe, deve se tornar perfeita também, como se o direito ao erro lhes fosse tirado assim que os filhos chegam. O filme gira em torno de três mães principais, Amy (Mila Kunis), a mãe que trabalha fora e por isso está sempre atrasada, Kiki (Kriten Bell), a mãe dona de casa e submissa do marido, e Carla (Kathryn Hahn), a mãe solteira que dá em cima de todos os pais da escola, são esteriótipos de mães, mas que por se tratar de um filme de comédia é tolerável, e a crítica por trás deles é bem construida.
Quando Amy se farta da pressão exercida pela Associação de Pais e Mestres (APM) faz para as mães serem perfeitas, e encontra Kiki e Carla em um bar local, as três enchem a cara e fazem um pacto: se o mundo acha que elas são mães ruins, então a partir daquele momento elas realmente seriam mães ruins. Agora, elas param de fazer tudo para seus filhos, afinal eles são capazes de preparar o próprio café da manhã e o dever de casa, passam a sair bem mais e os filhos ficam com os pais, e se eles não conseguirem dar conta, bom, problema o deles, mas principalmente, elas vão declarar guerra à líder da Associação de Pais e Mestres que insiste tanto em ser "perfeita", e Amy entra na votação e decide que que fará de tudo para ser a nova presidente da APM.
Nesse ponto o filme se transforma em um Meninas Malvadas versão materna, cheio de confusões, trapaças que vão além da competição pela presidência e mostra que perfeitas ou não, mães sempre fazem o possível e o impossível por seus filhos, que ser mãe é muito mais do que dar coisas saudáveis para seu filho comer ou enche-los de aulas para que tenham um futuro maravilhoso planejado desde sempre.
Outra crítica do filme é em relação aos pais, o marido de Amy é praticamente seu terceiro filho, fica deitado o dia inteiro e ainda reclama quando a esposa se mostra cansada, o de Kiki, por trabalhar fora enquanto ela fica em casa com os filhos se acha isento de cuidar deles também, além de achar que pode controlar totalmente sua esposa, mas também tem o pai viúvo que é exemplar, além de lindo e arrebatar os corações das mães no colégio.
Como já deu para perceber o filme peca no excesso de esteriótipos, o que com certeza desagradará alguns pais e mães, fora isso o filme é muito divertido, tem roteiro fluido que faz o tempo no cinema passar voando, e um destaque especial é a trilha sonora repleta de sucessos pop's atuais, como a música Cake by the Ocean, da banda americana DNCE, a qual é impossível não dar uma dançadinha na cadeira e entrar no clima do filme.
Perfeita é a mãe estreia nesta quinta (11/08).
Trailer:

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