13 julho 2016

[Crítica] Caça-Fantasmas

Piadas científicas, aparições que reforçam a nostalgia dos anos 80, e um novo elenco com novas piadas e nova história. Esse é o clima de o reboot traz para os cinemas.


Sinopse: Atualmente, uma respeitada professora da Universidade de Columbia, Erin Gilbert (Kristen Wig) escreveu anos atrás um livro sobre a existência de fantasmas em parceria com a colega Abby (Melissa McCarthy). A obra, que nunca foi levada a sério, é descoberta por ser pares acadêmicos e Erin perde o emprego. Quando Patty Tolan (Leslie Jones), funcionária do metrô de Nova Iorque, presencia estranhos eventos no subterrâneo, Erin, Abby e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) se unem e partem pela salvação da cidade e do mundo.

O que achamos: Sabe toda aquela história despontada na década de 80, com Bill Murray estrelando e tudo mais? Esqueça! O que temos aqui é um enredo concreta, com pano de fundo não visto nos outros filmes da última franquia. Com muitas referências e um enredo original, ‘Caça-Fantasmas’ consegue ser divertido em muitos aspectos, e traz (quem sabe) uma nova era no cinema: Empoderamento feminino.

Temos dois pontos chaves nesse filme: A entrada do novo elenco e efeitos especiais. Melissa, Kristen, Leslie e Kate formam um dos melhores times femininos que já assistimos no cinema. Cada uma tem sua especialidade dentro do filme, o que consegue surpreender de forma diferente o espectador. Não existe atriz passando por cima de atriz, são só quatro mulheres que tem suas próprias piadas, que abordam com liberdade e que consegue criar um ambiente agradável para a produção. A Sony – mesmo produtora que trouxe ‘O Espetacular Homem-Aranha’ – não deixou a desejar no quesito de efeitos especiais. Colorido, bem-feito e conjugado com as ações dos atores, criando uma interação inteligente e bonita para todo o contexto.

Quando Chris Hemsworth entra em cena... Além de todos os corações arrebatados pelo deus nórdico da Marvel, Kevin – sua personagem – consegue ser totalmente o contrário do que imaginávamos! Além de ser um completo tapado, idiota e burro, ele consegue ter um papel interessante, mas não ofusca as mulheres do elenco principal. E é aqui que começamos ver o jeito que os reboots estão trabalhando o debate que acerca redes sociais agora.

Caça-Fantasmas traz uma nova história, mas traz grandes referências. Foto: Divulgação.
A história é algo novo, diferente de ‘Os Caças-Fantasmas’ e ‘Os Caça-Fantasmas II’. Invés de deuses querendo invadir a Terra e gosmas fantasmagóricas causadas pelo mau humor dos cidadãos da cidade, aqui temos algo inédito... Que vocês vão ter que ir ao cinema conferir, porque senão não tem graça alguma!

Pontos negativos: Encerramento do filme, uma música repetitiva, dois personagens pouco trabalhados na história. A cena que finaliza é, simplesmente... Ficamos sem entender. O que podia ser um desfecho épico, acaba por ser algo que corta algo no meio... Achamos que poderiam ter feito algo melhor, antes de puxar os créditos. A trilha sonora também deixa a desejar, pois a música tema dos primeiros filmes, ‘Ghostbusters’, toca em uma nova versão remixada várias e várias vezes no filme, tornando-a um pouco cansativa e maçante. E Leslie e Jillian são duas personagens que achamos que deveriam ser melhor trabalhadas, não somente como a ‘alta-conhecedora’ de Nova Iorque, e a engenheira louca, respectivamente. Gostaríamos de saber suas histórias e vidas, antes de começaram a caçar fantasmas.

Enfim, recomendamos para todos aqueles que adoram uma ficção científica bem humorada. É uma produção interessante, também, para mostrar aos jovens um universo mais nerd, que participou da criação da mesma cultura.



‘Caça-Fantasmas’ (Ghostbusters) estreia nesta quinta-feira (14), em todo o Brasil!

PS: Fiquem até o final dos créditos! :D

Matéria feita em colaboração com Mayara Cardoso.






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