[News] Idealizada por Luiza Moreira Salles, peça infantojuvenil E se fosse uma bomba? conta a história da primeira aviadora brasileira

 Idealizada por Luiza Moreira Salles, peça infantojuvenil E se fosse uma bomba? conta a história da primeira aviadora brasileira

 

O espetáculo tem direção de Rhena de Faria e dramaturgia de Sofia Fransolin e é a segunda parte de uma trilogia destinada às mulheres apagadas pelo machismo estrutural.

 


Crédito: Fabio M. Salles

 

A cenografia se fundamenta na escada, elemento que evoca as alturas e o universo da aviação, para construir os diferentes ambientes da narrativa.

Com o objetivo de reconhecer a contribuição de mulheres que desafiaram barreiras em áreas historicamente masculinas, como a ciência e a aviação, Luiza Moreira Salles idealizou o espetáculo infantojuvenil E se fosse uma bomba?. Com dramaturgia de Sofia Fransolin, direção de Rhena de Faria e atuação de Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide, a temporada de estreia acontece no Sesc Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579, Santana, São Paulo) entre os dias 16 de agosto e 27 de setembro de 2026, aos domingos, às 12h. Haverá uma sessão extra na quinta-feira, 17 de setembro, às 15h.

A montagem, contemplada pela 20ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, integra a trilogia Estrelas, Bombas e Garotas, pesquisa criada por Luiza para transportar aos palcos histórias de mulheres que desafiaram os limites impostos ao seu tempo. Depois de Do que são feitas as estrelas?, inspirado na astrônoma Cecilia Payne, o novo espetáculo volta-se à aviadora Anésia Pinheiro Machado, pioneira da aviação brasileira. O terceiro título da trilogia ainda está em desenvolvimento e manterá a parceria entre a idealizadora e a dramaturga Sofia Fransolin.


“Essas mulheres [precursoras] existiram, abriram caminhos e muitas vezes não receberam o reconhecimento que mereciam. Fazer essas peças é uma maneira de colocá-las no imaginário das crianças, especialmente das meninas, para ampliar as referências de feminino com as quais elas crescem”, afirma Luiza Moreira Salles.


Na trama, o público conhece Anésia Pinheiro Machado (1904–1999), segunda mulher a obter o brevê de aviadora no Brasil e a primeira a realizar um voo solo em território nacional. Em plena década de 1920, ela enfrentou as convenções sociais para seguir a carreira de piloto e, em meio a guerras e revoluções, defendeu o uso pacífico da aviação. A pesquisa também recupera a trajetória de Thereza de Marzo (também grafada como Teresa Di Marzo), primeira mulher a conquistar o brevê de piloto no país, cuja carreira foi interrompida após o casamento, revelando os obstáculos enfrentados pelas pioneiras da aviação.


Para a diretora Rhena de Faria, o principal desafio da montagem foi transformar essa trajetória em uma experiência capaz de dialogar com crianças e adultos. “O teatro para as infâncias também precisa interessar aos adultos que acompanham essas crianças e nunca pode subestimar a inteligência do público”, comenta.


Essa proposta se reflete na linguagem cênica. Presente em toda a trilogia, o teatro de sombras retorna como um elemento narrativo. Para desenvolver essa linguagem, a equipe realizou uma oficina com a Cia. Quase Cinema, de Taubaté (SP), especializada nessa técnica. A pesquisa também se desdobra em uma oficina de Teatro de Sombras, ministrada por Luiza Moreira Salles e Diego Chilio, aos domingos, de 23 de agosto a 20 de setembro, das 15h às 17h, na Sala de Múltiplo Uso do Sesc Santana. A atividade é gratuita e voltada a pessoas a partir de 6 anos. 

O cenário de Marisa Bentivegna é composto inteiramente por escadas que, diante do público, transformam-se em cama, porta, carteira de escola ou avião. As estruturas acompanham a narrativa e convidam a plateia a completar as imagens com a própria imaginação. A trilha sonora original de Ernani Sanchez, inspirada na música minimalista de compositores como Philip Glass e Meredith Monk, combina passagens instrumentais e vozes exclusivamente femininas.

A programação da temporada inclui ainda um bate-papo, no dia 27 de setembro, das 13h30 às 14h30, com a cineasta Ludmila Ferolla, sobre o processo de transformar uma pesquisa histórica em dramaturgia e espetáculo. Diretora do documentário Anésia – Um Vôo no Tempo (2001), Ferolla também pesquisou a trajetória da aviadora, relacionando a história da aviação às transformações do país e à emancipação feminina. 

No espetáculo, Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide interpretam diversos personagens. Como comissários de bordo dos dias atuais, conduzem uma viagem ao passado para revisitar a história de Anésia, vivendo também figuras como Santos Dumont, Thereza de Marzo, os pais da aviadora e personagens criados para aproximar a narrativa do universo infantil.

“Algumas cenas foram pensadas para estabelecer uma conexão direta com as crianças, como a passagem em que Anésia sofre bullying na escola ou vive a experiência da primeira menstruação. São situações que ajudam a criar uma ponte entre a infância dela e a de quem está na plateia”, afirma Luiza.

Sinopse

E se fosse uma bomba? narra a história de uma das pioneiras da aviação brasileira, Anésia Pinheiro Machado, que lá em 1920 decidiu explorar as alturas. A peça conta com ludicidade e magia as aventuras de uma jovem que, enfrentando as amarras de seu tempo, tornou-se aviadora, e, em meio a guerras e revoluções, fez questão de defender o uso pacífico dessa invenção humana.

Sobre Luiza Moreira Salles

Atriz, idealizadora, produtora teatral e bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp e pela Universidade de Évora (Portugal), desenvolve uma pesquisa dedicada à criação de espetáculos biográficos sobre mulheres que desafiaram paradigmas históricos, reunidos na trilogia Estrelas, Bombas e Garotas. É idealizadora, atriz e diretora de produção de Do que são feitas as estrelas?, espetáculo dirigido por Kiko Marques e escrito por Sofia Fransolin, vencedor dos prêmios APTR de Melhor Espetáculo Infantil, APCA de Melhor Direção, Pecinha é a Vovozinha e CBTIJ de Melhor Projeção e Melhor Cenário. Integrou a equipe de criação de Stabat Mater, de Janaína Leite, e atuou em montagens dirigidas por Marcelo Lazzaratto e Claudia Schapira. Também desenvolve projetos de formação artística como arte-educadora.

Sobre Rhena de Faria

Palhaça, atriz-improvisadora e diretora teatral, integrou entre 2004 e 2017 o elenco de Jogando no Quintal, da Cia do Quintal. Desde 2009 dirige espetáculos de circo, improvisação e teatro para as infâncias, assinando também a dramaturgia de parte de suas montagens. Entre seus principais trabalhos estão Marie e a Descoberta Luminosa (2025), vencedora do Grande Prêmio da Crítica APCA; Mary e os Monstros Marinhos (2018), premiada pela APCA e pelo Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem; além de Rumboldo, A Menina e o Pássaro Encantado, O Pavão Misterioso e da dramaturgia de O Muro de Sam, vencedora do Troféu Pecinha é a Vovozinha de Melhor Dramaturgia.

Sobre Sofia Fransolin

Dramaturga formada, mestre e doutora pela Unicamp, dedica-se desde 2019 à criação de peças para as infâncias. É autora de Do que são feitas as estrelas?, vencedor dos prêmios APCA e APTR, além de Lara e o Pássaro, Quem são elas?, Travessia e Tertúlia e o Fantástico Circo de Pulgas. Na dramaturgia para adultos, destacam-se A Louva-a-Deus, Se Morri já não me lembro e La Mante, vencedora do Prix Prémices, na França, e publicada pela Editions Domens.

Ficha Técnica

Idealização: Luiza Moreira Salles
Direção: Rhena de Faria

Elenco: Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide

Contrarregra Cênico: Eduardo Portella

Dramaturgia: Sofia Fransolin

Cenário: Marisa Bentivegna                   
Trilha Sonora: Ernani Sanchez 

Vocais: Carol Bahiense

Voz Off: Kiko Marques

Figurino: Victor Paula

Direção de Movimento: Flora Barros

Iluminação: Danielle Meireles

Cenotécnico: José Valdir Albuquerque

Operador de Som: Ernani Sanchez e Taiguara Chagas

Operador de Luz: Rodrigo Damas

Montagem de Luz: Finnick Fernandes

Costureiras: Lia Albuquerque e Erci Cerantola

Confecção das Cabeças: Diego Dimira

Alfaiataria: Vittor Sinistra

Projeções: Diego Chilio, Eduardo Portella, Luiza Moreira Salles, Rhena de Faria e Zenaide. 

Assessoria Teatro de Sombras: Cia. Quase Cinema

Ilustradora: Criss de Paula

Designer Gráfico: Bruno Cardoso  

Fotos: Fábio M. Salles  

Social Media: Luiza Valio

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Assistente de Produção: Vanessa Sberve

Coordenação Geral: Luiza Moreira Salles

Direção de Produção: Iza Marie Miceli


Serviço
E se fosse uma bomba?

De 16 de agosto a 27 de setembro de 2026, aos domingos, às 12h.
*Sessão extra na quinta-feira, dia 17 de setembro, às 15h

Local: SESC Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo

Estação Jardim São Paulo - Ayrton Senna (Linha 1 - Azul)

Ingressos: R$40 (inteira) / R$20 (meia-entrada) / R$12 (credencial plena) | Compre pelo site do Sesc SP ou direto nas bilheterias das unidades

Duração: 65 minutos

Classificação: Livre

ATIVIDADES

Oficina Teatro de Sombras
Com Luiza Moreira Salles e Diego Chilio
Datas: 16 de agosto a 20 de setembro, aos domingos
Horário: 15h às 17h
Local: Sala de Múltiplo Uso – Sesc Santana
Duração: 2 horas por encontro | 6 sessões / 12 horas
Gratuito | Classificação: 6 anos

Bate-papo “Quando a história vira teatro”

Com Ludmila Ferolla, Rhena de Faria, Sofia Fransolin e Luiza Moreira Salles

Data: 27 de setembro, das 13h30 às 14h30

Local: Convivência – Sesc Santana

Gratuito | Classificação: Livre 

 

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa

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