[Cinema] Longa Augusta & Kátia, estrelado por Bruna Linzmeyer e Joana Ribeiro, acaba de ser rodado na região portuguesa do Alentejo
Augusta & Kátia, filme de estreia com roteiro e direção de Lud Mônaco, acaba de ser rodado, em Alcácer do Sal e Torrão, encerra suas filmagens esta semana na região do Alentejo em Portugal. Protagonizada por Bruna Linzmeyer e Joana Ribeiro, o longa-metragem é uma tragicomédia em formato road movie, que acompanha duas mulheres numa jornada inesperada marcada pela amizade, pelo absurdo e pela procura de liberdade. Uma coprodução Brasil /Portugal, das produtoras Cinemate com a Clariô Filmes e O Par, tem estreia prevista para final de 2027, com participação no circuito de festivais neste mesmo ano. O filme conta com o apoio do ICA, PIC e da RTP, em Portugal, e da ANCINE, BRDE e FSA, no Brasil, além do Ibermedia. A distribuição brasileira será feita pela Filmes do Estação, em Portugal a distribuição será feita pela Cinemundo.
No elenco principal, Bruna Linzmeyer interpreta Augusta e a atriz portuguesa Joana Ribeiro interpreta Kátia. O elenco inclui ainda Rui Unas, Pedro Lacerda, Custódia Gallego, Natalina José, João Lagarto, António Melo, Maria Henrique, Mafalda Jara, entre outros.
Passado em Portugal, “Augusta & Kátia”, traz a história de duas melhores amigas: Augusta, uma imigrante brasileira desempregada que vive entre a pintura e jogos de azar, e Kátia, recepcionista numa agência funerária, obcecada pela ideia de se tornar alguém importante. Entre comédia, drama e road movie, Augusta & Kátia propõe uma história sobre duas mulheres que, no meio do caos, encontram uma forma inesperada de resistência. O filme parte de um acidente absurdo para construir uma viagem sobre amizade feminina, imigração, pertencimento, sobrevivência e liberdade.
“Esta é uma tragicomédia sobre as aventuras de duas melhores amigas. Uma história de amor sobre duas mulheres que se apaixonam não por outra pessoa, mas pela liberdade. Um road movie que ilustra o caminho que Augusta e Kátia percorrem para realizar um ato de fé, porque é preciso coragem para amar e, portanto, para ser livre”, afirma Lud Mônaco, diretora e roteirista do filme.
Nas palavras de Bruna: "Desde a primeira leitura do roteiro eu me encantei pela Augusta, uma personagem rebelde, incorreta e irreverente. Uma artista desempregada que acabou de torrar todo o seu dinheiro do aluguel no bingo. Ela até cogita se encaixar na sociedade, mas... a vida é tão mais interessante quando você escapa dela, não é? Risos. A relação de amizade entre Augusta e Kátia também me emociona. Quando não te sobra mais nada: casa, emprego, rotina... quais laços de afeto você constrói? E elas, numa sucessão de fugas absurdas, encontram poesia, liberdade e até uma certa calma diante do desespero..“Augusta & Kátia” é um filme excêntrico, absurdo e cheio de personalidade. Uma tragicomédia onde eu tenho me deliciado em experimentar uma atuação por vezes não realista, lúdica e non sense. Quanto mais eu embarco na história e na personagem, mais profundas são as camadas que se desvelam. Essa não é só uma comédia do absurdo. É um filme anárquico, anticapitalista, feminista e libertador.Nesses intensos dias de filmagem, Augusta tem me lembrado como a alegria é uma espécie de fé que se carrega perante a vida."
"O Par tem investido em projetos de primeiros longas-metragens, acreditando na potência das novas vozes e novos olhares. Augusta & Katia, de Lud Monaco, chega exatamente com esse frescor. É um filme divertido, com uma certa estranheza e loucura, um filme que celebra a liberdade e também a amizade neste encontro Brasil-Portugal. E ter conosco duas grandes atrizes protagonistas como Bruna Linzmeyer e Joana Ribeiro é um presente." contam Camilo Cavalcanti e Viviane Mendonça, da Produtora brasileira O Par.
Para a Cinemate, Augusta & Kátia representa também “uma aposta num cinema de forte identidade autoral, com uma ligação especial entre Portugal e Brasil.“A Cinemate acredita neste projeto pela força da sua história e pela forma como coloca duas mulheres no centro de uma narrativa feita para chegar a todos os públicos. Com protagonistas femininas fortes e uma equipa de produção onde as mulheres têm assumido um papel cada vez mais presente e decisivo, Augusta & Kátia fala de amizade, liberdade e sobrevivência com humor, ao mesmo tempo que reforça uma ponte cultural entre Portugal e Brasil – uma ligação que, hoje mais do que nunca, deve ser celebrada”, contam Sónia Costa e Joana Gaspar, da Cinemate.
Lud Mônaco, nascida em São Paulo e criada em Salvador, numa família com tradição em exibição cinematográfica no nordeste do Brasil, formou-se em cinema pela Escuela de Cine de Barcelona. “Augusta & Kátia” marca a sua estreia no longa-metragem. Premiada com o MEO Award de Melhor Curta Metragem no Festival de Cinema de Lisboa (LEFFEST) com “Para, Pero Sigue” (2014) e alumna da Berlinale Talents (2017), dirigiu filmes em Espanha, Canadá, Reino Unido, Turquia e França, com presença em festivais de prestígio como BFI Flare, Sitges e Oberhausen.
Joana Ribeiro, uma das atrizes portuguesas da sua geração com maior projeção nacional e internacional, tem desenvolvido um percurso entre televisão, cinema e produções internacionais.
Bruna Linzmeyer, atriz brasileira reconhecida pelo seu trabalho em televisão e cinema, soma no seu percurso personagens marcantes e uma presença artística associada a narrativas fortes, contemporâneas e socialmente relevantes.
Com mais de 60 anos de experiência, a Cinemate tem vindo a desenvolver várias produções e coproduções para cinema e televisão. Entre os seus projetos destacam-se “7 Pecados Rurais”, uma das comédias nacionais mais vistas em Portugal,“O Lugar dos Sonhos”, com estreia em cinema no verão de 2025 e nomeação para os Prémios Sophia 2026, e “Terra Nova” (2020), de Artur Ribeiro, distinguido com três Prémios Sophia em 2022 pela Academia
Portuguesa de Cinema.
No Brasil, a coprodução reúne a Clariô Filmes e O Par Produções. Com 10 anos de percurso, a Clariô Filmes tem produzido séries e longas-metragens em parceria com grandes players como HBO, Globo Filmes, Canal Brasil, Canal Curta e UNICEF Brasil, destacando-se projetos como “Em Busca de Anselmo”, série documental exibida na HBO, e “Belchior” —
“Apenas um Coração Selvagem”, apresentado no festival É Tudo Verdade e indicado ao Prêmio Grande Otelo de Melhor Documentário. Já O Par Produções reúne os produtores Camilo Cavalcanti e Viviane Mendonça, com experiência em projetos de destaque como “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, vencedor da mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes, e coproduções internacionais como “Transamazonia”, de Pia Marais, com première no Festival de Locarno.
Filmes do Estação | Distribuidora
A Filmes do Estação é o braço de distribuição cinematográfica do Grupo Estação, empresa carioca de referência no Brasil para cinema independente e de qualidade. O grupo também opera o circuito de salas Estação Claro de Cinema no Rio de Janeiro e foi um dos fundadores do Festival do Rio. Criada em 1990, foi responsável pelo lançamento de grandes sucessos brasileiros e internacionais, distribuindo cerca de 300 títulos no Brasil, além de se especializar no relançamento de diversos clássicos.
Após um hiato, a Filmes do Estação retomou suas atividades em 2024 com o lançamento de Orlando, Minha Biografia Política, dirigido pelo filósofo Paul B. Preciado. Em seguida, lançou o aclamado Malu, de Pedro Freire, e O Diabo Na Rua No Meio do Redemunho, de Bia Lessa, por meio de uma estratégia inovadora de distribuição, inspirada nas temporadas teatrais.
Em 2025, a empresa também lançou Uma Bela Vida, do renomado diretor Costa-Gavras, apresentou retrospectivas de cineastas como Charles Chaplin, François Truffaut e Agnès Varda, e lançou mais de dez novos títulos adicionais.
Em 2026, a Filmes do Estação lançou, A Cronologia da Água, estreia de Kristen Stewart na direção, exibido mundialmente em Cannes 2025; e Nino, primeiro longa de Pauline Loquès, vencedor do César de Melhor Primeiro Filme e do prêmio de Ator Revelação para Théodore Pellerin. Ainda este ano, a distribuidora prepara os lançamentos dos brasileiros As Vitrines, de Flavia Castro; Pequenas Criaturas, de Anne Guimarães, vencedor de Melhor Filme no Festival do Rio 2025; Quatro Meninas, primeiro longa de Karen Suzane, exibido na seção Generation 14plus da Berlinale e Oceânico, de Guilherme Coelho, thriller político centrado numa pesquisa de ponta com psicodélicos em uma universidade pública carioca em meio ao desmonte da ciência. A lista inclui ainda Magalhães, de Lav Diaz, épico histórico e crítico sobre Fernão de Magalhães, escolhido como representante das Filipinas ao Oscar; In-I In Motion, primeiro longa dirigido por Juliette Binoche, no qual a atriz e cineasta revisita, o processo físico e emocional de criação da performance In-I, ao lado do coreógrafo Akram Khan; e Promised Sky, de Erige Sehiri, filme de abertura da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes de 2025.



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