[News] Da Bahia ao Paraná, do funk ao carimbó: programação inédita do Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia estreia em agosto trazendo atrações de todo o Brasil
Da Bahia ao Paraná, do funk ao carimbó: programação inédita do Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia estreia em agosto trazendo atrações de todo o Brasil
Duas exposições, quatro shows e um espetáculo teatral adulto poderão ser vistos gratuitamente no centro cultural a partir da sexta, 28
Espetáculo cênico-musical ‘Donas do baile - estude o funk’ é uma das atrações do centro cultural - imagem: divulgação
Ingressos de sexta, 28 de agosto: AQUIhttps://www.sympla.com.br/evento/inauguracao-do-programa-artistico-2026-2027-petrobras-futuros-arte-e-tecnologia/3531439?referrer=www.google.com&referrer=www.google.com
Ingressos de sábado, 29 de agosto: AQUIhttps://www.sympla.com.br/evento/festival-brasilidades-futuros-musica/3539435
Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2026 - Uma exposição da Bahia com obras de artistas indígenas de diversas etnias; uma instalação multimídia do Paraná que articula representação vocal e paisagem sonora; um espetáculo cênico-musical da Baixada Fluminense que celebra a potência criativa feminina no funk. Estas são algumas das atrações que inauguram a nova programação do Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia, no Flamengo, a partir do dia 28. Entre agosto e abril de 2027, o centro cultural traz para a cidade projetos artísticos inéditos com diferentes brasilidades, linguagens e tecnologias, promovendo a circulação cultural. Eles foram selecionados a partir da chamada pública Brasilidades & Futuros e reúnem iniciativas de 12 estados e cinco regiões. A programação é totalmente gratuita e inédita no Rio de Janeiro.
Para marcar a nova fase, na sexta, 28, um evento com direção artística de Batman Zavareze dá boas-vindas ao público a partir das 19h. Será possível conhecer dois trabalhos de artes visuais que ocupam as galerias 2 e 3: respectivamente, a exposição baiana “Nhe´ẽ Se – Desejo de Fala”, com obras de artistas indígenas contemporâneos, e a instalação multimídia paraense “Imunidade”, desenvolvida por 15 mulheres em uma experiência coletiva. Em seguida, terá início o Festival Brasilidades & Futuros Música, que reúne artistas musicais de diferentes regiões do país. No térreo, às 20h15m, o duo paraense “Uaná System” se apresenta misturando carimbó, música eletrônica, tecnologia e cultura amazônica. Em seguida, às 21h15, é a vez das DJs, MCs e bailarinas do #estudeofunk com o espetáculo cênico-musical “Donas do Baile”, oriundo da Baixada Fluminense, no Teatro Petrobras Futuros. Os ingressos gratuitos para as atrações do dia 28 de agosto estão disponíveis AQUI e são sujeitos à lotação.
No sábado, 29, o Festival Brasilidades & Futuros Música continua com dois novos shows que destacam sonoridades de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, respectivamente. Às 20h15, a performance audiovisual imersiva “De Keke!”, do produtor e DJ Vhoor, no térreo, transforma o funk mineiro e a vivência das periferias em uma experiência de videomapping ao vivo. Já às 21h15, “Boca do Tempo”, projeto solo do musicista e pesquisador Sergio Krakowski, usa o pandeiro como interface tecnológica, transformando gestos em sons e imagens.
Dando início à programação de artes cênicas – serão oito espetáculos destinados aos adultos e ao público infantil até abril de 2027 -, estreia na sexta-feira, 4 de setembro, a peça adulta mineira “Mordida Exploratória”. Com direção de Amora Tito, o Grupo Armatrux traz ao palco do Teatro Petrobras Futuros uma reflexão sobre consumo, memória e crise ambiental.
Para os shows e espetáculos teatrais adultos e infantis, será necessária a retirada de ingresso pelo Sympla. Os 30 projetos artísticos de Artes Cênicas, Artes Visuais e Música foram selecionados pela chamada pública nacional Brasilidades & Futuros do Instituto Futuros e patrocinada pela Petrobras, via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura.
“Dar início ao novo programa artístico é celebrar a multiplicidade de vozes que constroem o Brasil. Na convergência entre arte, tecnologia e saberes diversos, o centro cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia abre as portas para narrativas provocativas e transformadoras. Convidamos o público a vivenciar ideias que questionam o presente e reimaginam os futuros possíveis a partir da nossa própria identidade", ressalta Victor D’Almeida, gerente de cultura do Instituto Futuros.
Para Chico Dub, curador dos festivais de música da programação, o público poderá ver shows que fogem ao formato convencional e revelam artistas que promovem novas experimentações em suas próprias linguagens. Até abril de 27, 16 projetos com múltiplas sonoridades vão passar pelo Petrobras Futuros.
“Este primeiro festival parte da ancestralidade como ponto de partida para novas criações. Percussão de terreiro, ritmos das nações Ketu, Angola e Ijexá, afro-jazz, hip-hop, música instrumental brasileira e improvisação aproximam tradição oral, música de concerto, performance e experimentação, com destaque para tambores, flauta, tuba e trombone. Desse encontro, emergem narrativas sobre memória, identidade feminina, histórias silenciadas pelo colonialismo, a festa como potência política e novas leituras da diáspora africana.”
Conheça abaixo as atrações da programação até 4 de setembro do Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia:
FESTIVAL BRASILIDADES & FUTUROS MÚSICA - 28 E 29 DE AGOSTO
Uaná System - 28 de agosto – Do Pará
O Uaná System, dueto paraense formado pelo produtor musical Waldo Squash e pelo artista visual Luan Rodrigues, é o primeiro nome de uma seleção de 16 artistas ou bandas a se apresentar nos quatro festivais de música instrumental contemporânea que serão realizados no Petrobras Futuros. O foco do projeto é fundir a ancestralidade dos ritmos amazônicos, como o carimbó, siriá e lundu, com graves pesados de música eletrônica e sintetizadores.
Em 120 minutos, a performance audiovisual ao vivo une música eletrônica, tecnologia e cultura amazônica em uma experiência imersiva e dançante. A apresentação combina o “carimbó digital” com ritmos globais de pista, enquanto projeções em tempo real misturam grafismos indígenas, arte urbana e elementos da floresta em uma estética etno-futurista. A apresentação ocorre na sexta, 28, às 20h15, no térreo.
#estudeofunk - Donas do Baile - 28 de agosto – Da Baixada Fluminense
A segunda atração musical da noite é o show Donas do Baile, do #estudeofunk, hub criativo que reúne artistas do funk carioca, voltado à formação, profissionalização e desenvolvimento da cena. Por meio de um repertório autoral, o grupo guiará o público para uma experiência musical com a potência e a estética dos bailes funk do Rio de Janeiro a partir do protagonismo das narrativas femininas. Com 70 minutos de duração, ele reúne 22 mulheres, com apresentações de música, dança e performance, celebrando a cultura carioca e propondo o funk como linguagem de reinvenção cultural e imaginação de futuros para mulheres periféricas. A apresentação será realizada às 21h15, no teatro.
De Keke! - 29 de agosto – De Belo Horizonte
O projeto apresenta uma performance audiovisual imersiva protagonizada pelo produtor e DJ VHOOR. Unindo a música eletrônica periférica à tecnologia de videomapping, o artista de Belo Horizonte traduz a vivência urbana, convertendo o ritmo do funk mineiro e o movimento das ruas em luz e geometria. No dialeto das ruas, a expressão “De Keke” remete a algo feito com estilo e agilidade ou um rolê com presença.
O show nasce do desejo de revelar que a tecnologia de ponta e a cultura de rua podem ser linguagens complementares e são capazes de projetar novos imaginários para o Brasil. Por meio de um hibridismo entre som e imagem, o conteúdo visual utiliza algoritmos de reatividade sonora, em que cada frequência disparada por VHOOR no palco gera uma reação imediata nas texturas projetadas. A apresentação será realizada às 20h15 de sábado, 29 de agosto, no térreo.
Boca do Tempo - 29 de agosto – Do Rio de Janeiro
O músico e pesquisador Sérgio Krakowski apresenta o show “Boca do Tempo”, projeto solo que redefine os limites do pandeiro brasileiro em diálogo com a eletrônica, a voz e as artes visuais. Formado na Lapa carioca, Krakowski fez turnês por Nova York e por países da Europa, num trabalho que experimenta a articulação entre territórios e saberes musicais distintos, reunindo o legado do maracatu, do samba e do choro com as linguagens do jazz contemporâneo e da música eletrônica. O pandeiro, instrumento símbolo da musicalidade carioca e brasileira, é reconfigurado em Boca do Tempo como plataforma de computação criativa, atualizando a noção de brasilidade sem abandonar suas raízes.
Na apresentação imersiva, som, imagem e corpo formam uma única linguagem e o público será apresentado a uma descoberta técnica e artística singular: o pandeiro usado não como suporte, mas como interface. Por meio de softwares desenvolvidos pelo próprio Krakowski durante seu curso de doutorado, o instrumento controla em tempo real projeções visuais que respondem ao toque, à intensidade e ao ritmo de cada gesto. O corpo do artista torna-se simultaneamente instrumento musical e dispositivo de criação visual. A polirritmia e os contrapontos sonoros ganham imagens que pulsam, fragmentam-se e recompõem-se ao vivo, diante do público. O show ocorre no sábado, 29, às 21h15, no Teatro Petrobras Futuros.
ARTES VISUAIS
Nhe ́ ẽ Se: Desejo de Fala - Galeria 2 – Da Bahia
A mostra reúne obras de 13 artistas indígenas contemporâneos de diversas regiões, evocando uma jornada de memória, resistência e renovação através das vozes, visões e fluxos de Guaranis, Pankararus, Mura, Tukanos, Molina, entre outros povos. A exposição-instalação multimídia mescla artistas já renomados com novos nomes: Aislan Pankararu, André Hulk, Auá Mendes, Daiara Tukano, Day Molina, Déba Tacana, Edgar Kanaykõ Xakriabá, Glicéria Tupinambá, Paulo Desana, Rodrigo Duarte, Tamikuã Txihi, Xadalu Tupã Jekupé, e Yacunã Tuxá. Nhe ́ẽ Se significa ‘Desejo de Fala’ em Guarani.
Com curadoria da pesquisadora e doutoranda em Antropologia Social pelo Museu Nacional da UFRJ, Sandra Benites, da etnia Guarani-Nhandeva (MS), o projeto propõe ambientes sensoriais e interativos que afirmam os povos originários como presente, passado e futuro, ativando o “desejo de fala” como expressão coletiva. A coletiva transforma o espaço expositivo em território de diálogo e imaginação, conectando cosmologias indígenas a reflexões sobre território, resistência e futuros possíveis por meio de obras visuais, instalações multimídias, projeções, paisagens sonoras, fotografias e textos. “Nhe ́ ẽ Se: Desejo de Fala” fica em cartaz até 11 de outubro na galeria 2.
Imunidade - Galeria 3 – Do Paraná
“Imunidade” é uma instalação multimídia criada em 2025 pelas curitibanas Cândida Monte e Milla Jung, a partir de uma performance vocal colaborativa com outras 15 mulheres-artistas. O trabalho propõe uma reflexão sobre os futuros possíveis, ativando imaginários e iluminando pontos de inflexão do tempo presente.
Com duração de 26 minutos, a videoperformance reúne jogral vocal, paisagem sonora, a presença cênico-coreográfica dessas mulheres e uma narrativa iconográfica verbo-visual que atravessa e desloca a fala de um texto que costura escritas de mais de 50 pessoas. Além do vídeo, a instalação é formada por caixas de som, três microfones abertos e partituras com o texto integral da obra, convidando o público a participar da experiência vocal e fazer parte da composição. Um painel com fotografias do processo de criação completa o cenário.
A proposta nasceu durante a pandemia, a partir de uma série de depoimentos de mulheres sobre quais futuros poderiam ser imaginados e ditos, diante da sombria configuração político-social da era Covid-19 no Brasil. O trabalho partiu da concepção de que “dizer é agir”, do pensador de poesia vocal Paul Zumthor (1915-1995), com uma reflexão que interrogava: o que a palavra pode colocar em movimento quando se pensa em mundos por vir? A quem cabe imaginar outros futuros possíveis? O projeto se ampliou ao analisar as dimensões singulares dessas vozes. “Imunidade” está em cartaz até 11 de outubro na galeria 3.
ARTES CÊNICAS E PERFORMÁTICAS
Espetáculo teatral “Mordida Exploratória” - De Belo Horizonte
A peça celebra os 35 anos do Grupo Armatrux em uma criação que, por meio da metáfora de três sacolas plásticas à deriva no oceano, reflete sobre consumo, memória, permanência e crise ambiental. Com uma linguagem que aproxima teatro, instalação visual e dramaturgia imagética, a obra propõe uma experiência sensível e crítica sobre os desmontes do mundo e de si. O projeto, que fica em cartaz entre 3 e 14 de setembro, inclui 12 apresentações do espetáculo e a oficina “Dramaturgias Pulsantes e Urgentes – Fabular o Porvir”, voltada à criação dramatúrgica contemporânea, nos dias 5, 6, 12 e 13 de setembro. A peça estará em cartaz no Teatro Petrobras Futuros entre 4 e 14 de setembro, com apresentações às quintas e sextas, às 19h, e sábados e domingos, às 16h e 19h.
Serviço:
Nova programação do Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia
Local: Rua Dois de Dezembro, 63
Show “Uaná System”
Data: sexta, 28 de agosto
Horário: 20h15
Local: térreo
Show “#estudeofunk - Donas do Baile”
Data: sexta, 28 de agosto
Horário: 21h15
Local: Teatro Petrobras Futuros
Show “De Keke! - DJ Vhoor”
Data: sábado, 29 de agosto
Horário: 20h15
Local: térreo
Show “Boca do tempo - Sergio Krakowski”
Data: sábado, 29 de agosto
Horário: 21h15
Local: Teatro Petrobras Futuros
Exposição “Nhe ́ ẽ Se: Desejo de Fala”
Data: 28 de agosto até 11 de outubro
Horário: quarta a domingo, de 11h às 20h
Local: Galeria 2
Exposição “Imunidade”
Data: 28 de agosto até 11 de outubro
Horário: quarta a domingo, de 11h às 20h
Local: Galeria 3
Peça “Mordida Exploratória”
Data: 4 a 14 de setembro, exceto dia 10
Quintas e sextas: 19h
Sábados e domingos: 16h e 19h
Local: Teatro Petrobras Futuros
Ingressos: Sympla
Oficina de dramaturgia “Dramaturgias Pulsantes e Urgentes – Fabular o Porvir”
Datas: 5, 6, 12 e 13 de setembro
Horário: 11h às 13h
Ingressos: Sympla
Sobre o Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia
O Centro Cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia comissiona, produz e apresenta trabalhos artísticos contemporâneos nos campos das artes visuais, artes digitais, artes performáticas, artes cênicas, artes sonoras e música. Seu programa artístico encoraja o atravessamento e o hibridismo das múltiplas linguagens e formatos artísticos na busca pelo novo, pelo desconhecido e pelo visionário.
Sua curadoria destaca vozes emergentes, metodologias colaborativas e formas alternativas de criar artisticamente, fermentando novas combinações entre ideias, práticas, estéticas e tecnologias. Ao longo de todo o ano, o equipamento realiza exposições, mostras, instalações, performances, espetáculos, shows, oficinas, encontros, seminários, debates e diversas atividades educativas. O centro cultural abriga três galerias, um teatro multiuso, um bistrô e o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que preserva a História das tecnologias de comunicação no Brasil.
Para mais informações sobre o Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia, entre em contato:
Felipe Teixeira - felipe.teixeira@agenciafebre.
Katia Carneiro - katia.carneiro@agenciafebre.
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