[News]Fernando Moura celebra 50 anos de trajetória lançando em vinil gravações inéditas e restauradas no álbum “Ipanema 87 (ao vivo)”




Fernando Moura celebra 50 anos de trajetória lançando em vinil gravações inéditas e restauradas no álbum “Ipanema 87 (ao vivo)”




Show no Teatro Brigitte Blair, em Copacabana – 28 de maio, às 20h








https://fernandomoura.mus.br/







(foto: Ricardo Elkind – in memorian) – Fernando Moura



No dia 28 de maio, às 19h, o Teatro Brigitte Blair, em Copacabana, recebe um dos nomes mais sofisticados e influentes da música brasileira contemporânea. O multi-instrumentista, compositor, arranjador e diretor musical Fernando Moura sobe ao palco para comemorar o lançamento em vinil do registro inédito e raro de sua trajetória “Ipanema 87 (ao vivo)”, marcando uma reconexão histórica com o passado e que dá nome ao show. O álbum será lançado pelo selo Discobertas do pesquisador e jornalista Marcelo Fróes e estará também nas plataformas musicais.

Esta apresentação e o lançamento do disco são marcos relevantes na música brasileira. O projeto reconstrói o espírito de uma época efervescente da cena cultural carioca. Os anos 1980, especialmente na região de Ipanema e Arpoador, foram marcados por uma intensa convivência entre música instrumental, MPB, teatro e o nascente rock nacional. Espaços como o Circo Voador, o Parque da Catacumba e o Jazzmania reuniam artistas e público em experiências livres e experimentais, muitas vezes atravessando a madrugada em encontros musicais espontâneos.


O espetáculo “Ipanema 87 (ao vivo)” parte de um registro histórico: gravações realizadas ao vivo na época do lançamento do primeiro disco autoral “Passeio Noturno”, em fita cassete, há quase quatro décadas, durante apresentações no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, que permaneceram inéditas por 38 anos. Redescobertas e restauradas com tecnologias atuais de IA, essas gravações deram origem ao vinil que será lançado no dia do show.


“‘O disco foi lançado durante um festival de vídeo no Teatro Candido Mendes, em dois shows que foram gravados em fita cassete e ficaram guardados durante 38 anos (!) até serem reencontrados e digitalizados. Diante da evidente qualidade e energia dos músicos — todos com menos de 30 anos à época — surgiu a ideia da remasterização dessas fitas, usando recursos de IA que permitiram separar os instrumentos e reequilibrá-los, mantendo tudo o que foi tocado naquelas noites e preservando a autenticidade da expressão artística da música apresentada. O lançamento em vinil foi o próximo passo lógico para esse projeto e, por reunir tantos elementos formadores daquela época, nasceu também o sonho de realizar um show desse repertório, inteiramente composto e arranjado por Fernando, com os mesmos músicos da época’, recorda Moura.”


Fernando Moura: meio século de histórias

Celebrando 50 anos de atuação profissional em 2026, Fernando Moura construiu uma carreira sólida e multifacetada desde o final dos anos 1970, transitando com naturalidade entre a música popular, instrumental, o teatro e o audiovisual. Pianista de formação refinada e criador de forte identidade estética, Moura é reconhecido por sua atuação determinante na construção sonora de espetáculos e discos de artistas como Moraes Moreira, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Marisa Monte, A Cor do Som e Marcos Suzano, além de parcerias internacionais com nomes como Steve Hackett, George Martin e Chuck Berry.


Como produtor e arranjador, assina mais de 40 álbuns, atuando ao lado de importantes instrumentistas brasileiros, como Armandinho, Ary Dias, Carlos Malta, Henrique Cazes, Quarteto Bessler e Davi Moraes. Sua linguagem musical, que combina sofisticação harmônica, percussividade e experimentação sonora, o consolidou como um dos principais articuladores da música brasileira contemporânea.


No teatro, Moura também construiu uma trajetória consistente, iniciada com a composição da trilha sonora da primeira montagem de “O Despertar da Primavera”. Ao longo das décadas, colaborou com diretores como Marília Pera, João Falcão, Ernesto Piccolo e Ruy Guerra, criando trilhas que ampliam a experiência cênica e dialogam com diferentes linguagens dramatúrgicas. Sua parceria com o ator Ricardo Blat e seu irmão, o escritor Rogério atravessa décadas e ganha novo capítulo em 2026 com o espetáculo “Subversão Kafka”, dirigido por Caio Blat.


No audiovisual, assinou trilhas para mais de 30 longas-metragens e diversas séries, com reconhecimento em festivais internacionais como Havana (1986 e 2007) e Nova York (2021). Também é responsável por trabalhos marcantes para televisão e educação, como o Novo Telecurso, Canal Futura e outras produções de grande alcance.







Fernando Moura (foto: Divulgação)


Sobre o show

Moura vai se apresentar ao lado de Rodrigo Campello (guitarra), Ronaldo Diamante (baixo), C. A. Ferrari (bateria - Monobloco) e do percussionista Jovi Joviniano, e David Ganc no saxofone, em um encontro que reafirma a potência da música instrumental brasileira e sua capacidade de dialogar com diferentes gerações. Além das músicas do álbum, haverá temas de Henry Mancini que inclui Moon River e Pantera-de-Rosa, além de uma música dos Beatles a ser revelada no dia (Fernando tocou com George Martin, produtor do quarteto de Liverpool) e outras surpresas.


Paralelamente, o artista mantém uma intensa produção: prepara novos álbuns instrumentais, escreve um livro sobre sua trajetória em parceria com o jornalista Pedro Tinoco, participa de projetos no Japão — onde atua desde 1998 — e desenvolve trilhas para cinema, teatro e televisão, além de integrar a banda Ganga Zumba, liderada por Miyazawa Kazufumi.

Mais do que um concerto especial, a apresentação no Teatro Brigitte Blair é um convite à imersão na obra de um artista que ajudou a moldar, nos bastidores e no palco, a sonoridade da música brasileira nas últimas cinco décadas.



Ficha técnica “Ipanema 87 (ao vivo)”:



LADO A

1. Sumatra, a princesinha das trevas

2. Jardim das Delícias

3. Sessão de Gala

4. Leoncio e Lena



LADO B

1. Goiaba em Calda

2. C de Canastra

3. Mala Chinesa

4. Criação de Bicudos



Gravado ao vivo em K7, no Teatro Cândido Mendes,

Ipanema - Rio de Janeiro, em 13 de junho de 1987.



Fernando Moura: teclados (Yamaha DX7, Roland MKS 20,

Oberheim Xpander, Prophet 5, Roland TR 707 drum machine)

Ronaldo Diamante: baixo elétrico

Rodrigo Campello: guitarra



Gravação: Nelson Nuccini

Remix e master: Fabio Henriques

Produção: Fernando Moura

Coprodução: Rodrigo Campello

Design gráfico: Felício Torres

Fotos: Ricardo Elkind (in memorian)

Projeto de restauração das fotos: Aloizio Jordão

Produção Executiva: Claudia Rozental



Todas as composições e arranjos são de Fernando Moura.



Serviço: Fernando Moura – “Ipanema 87 (ao vivo) – 50 anos de carreira

Data: 28 de maio (quinta-feira)

Horário: 20h

Local: Teatro Brigitte Blair

Endereço: Rua Miguel Lemos, 51-H – Copacabana, Rio de Janeiro Ingressos: R$ 60,00 (meia-entrada) e R$ 120,00 (inteira) através do link da plataforma Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/118535?share_id=1-copiarlink



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Classificação: 10 anos

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