05 outubro 2016

[RESENHA] @Medo.Com


Sinopse:
O medo é um sentimento que nos serve de aviso à sobrevivência, pois sem o mínimo estado de alerta, seria a vida desastrosa por falta de limites. Fisiologicamente, o medo é uma liberação de hormônios, feita em momento exato e específico e, muitas vezes, irracional, nutrido por barreiras aparentemente intransponíveis na consciência humana. E o medo é estimulado, quer por um silêncio sepulcral, quer por barulho inesperado e ensurdecedor, além do desconhecido e assustador, evidentemente. E fica, ao final, uma pergunta: Qual seu medo?


O que eu achei?
O livro reúne contos que exploram aquilo que deixa o ser humano mais vulnerável: o medo. Não apenas o medo irracional ou ancestral, mas o medo em todos os seus aspectos, vindo das mais diversas formas e formatos – seja por meio digital, psicológico ou paranormal.

Nesse livro, explora-se todo o tipo de suspense – assombrações, magia, fobias, dentro muitos outros. Será que realmente merecemos estar no topo da cadeia evolutiva, visto que o medo pode facilmente nos dominar? Conhecemos que nos cerca de verdade? Quem é a nossa vizinha? Quem somos diante de uma fera selvagem? O que aquele canto escuro esconde dos nossos olhos? Um jogo é realmente um jogo? Qual o peso da culpa e quão libertador um pedido de desculpas pode ser?

Cada conto possui uma atmosfera única e consegue facilmente construir um ambiente de puro suspense e ansiedade para que está lendo. O que mais me impressionou foi que todos – eu disse TODOS – os contos foram construídos de forma que você não percebesse a dimensão das situações até o fim deles. Te prendem e te fazem querer não parar de ler, onde cada linha mostra que, o que você desconfia que possar estar acontecendo, pode ser bem pior do que você imagina.

Variando de situações aparentemente banais até complexos problemas psicológicos, essa coletânea, acima de tudo, explora o ser humano em sua essência mais primitiva: o que fazer diante do medo? Lutar ou correr? Depois de ler esses contos, vê verá muitas coisas de formas completamente diferente. Colocar-se no lugar das personagens e tentar visualizar-se pela perspectiva deles dá todo um novo significado para essa leitura.

Essa coletânea me fez pensar em muitas perguntas, mas, uma dessas questões, acredito ser a maior e mais importa: o que é mais assustador, mais aterrorizante, mais devastador: aquilo que nos causa o medo ou o próprio sentimento de medo?
Quem nunca ficou olhando distraído para um canto escuro? Mas a questão é, será que algo ali também não poderia estar olhando de volta?

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