10 março 2016

[Resenha] Se Eu Ficar



Sinopse:
Mia Hall acreditava que a decisão mais difícil que enfrentaria em sua vida seria escolher entre seguir seus sonhos na escola de música Juilliard ou seguir um caminho diferente com o amor de sua vida, seu namorado rebelde, Adam. Mas quando o que deveria ter sido um passeio despreocupado de família leva a vida de sua mãe Kat, seu pai Denny e seu irmão mais novo Teddy, tudo muda em um instante devido ao acidente que tivera, e agora sua própria vida está em jogo enquanto ela está em coma em um hospital. Presa em um limbo entre a vida e a morte para um dia revelador, ela pisca de volta para o passado, e tem uma experiência extracorpórea enquanto observa amigos e familiares se reunindo no hospital. Ela deve tomar uma decisão que não só irá decidir o seu futuro, mas o seu destino final.

O que eu achei?
História tocantes não precisam de muito para emocionarem, e Gayle Forman mostrou-nos isso. Em SE EU FICAR, um trágico acidente envolvendo Mia, uma jovem de dezessete anos, violoncelista, seus pais e seu irmão mais novo, faz com que a vida dela tome um rumo totalmente trágico.
Em coma, Mia vivencia a experiencia extra-corpórea e, fora de seu corpo acamado, vivência tudo o que acontece na rotina da UTI em que está, tal como nos corredores, envolvendo seus familiares e amigos que vão visitá-la. Incapaz de interagir com as pessoas, reagir aos estímulos ou sair daquele estado, tudo o que ela pode fazer é atentar ao que todos lhe dizem.
Intercalando acontecimentos do presente com lembranças do passado, desde sua infância, SE EU FICAR traz de forma doce e, por vezes, um pouco melancólica, os anseios, medos, dúvidas e questionamentos de uma jovem adolescente violoncelista, que se sente ligeiramente deslocada de sua família – o pai, um ex-baterista de uma banda punk, e sua mãe, uma mulher forte e decidida -, porém, jamais infeliz em seu lar; a possibilidade de entrar em Julliard e se aprimorar imensamente; a incerteza sobre o futuro de seu primeiro e real, sincero e profundo amor por Adam.
Enquanto vivia a experiencia fora de seu corpo, Mia pode ver que mesmo escolhendo pela música clássica, mesmo sendo uma jovem destoava completamente com a personalidade expansiva de seus pais, ninguém a considerava uma estranha, ninguém a excluía – ela era uma rebelde, tal como seus pais, mas ao seu jeito e maneira.
Uma história tocante, que lhe faz pensar nas escolhas que temos que tomar durante toda a nossa vida, que nos mostram que sempre que ganhamos algo, também perdemos algo. A escolha é nossa.

Irlan.

3 comentários

  1. Olá Irlan! Seja muito bem vindo ao blog Reino Literário! Adorei sua resenha e quero ler muitas outras suas ainda... Sucesso..
    Bjin e até mais

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    1. Awn, muito obrigado Deise!!! Que bom que gostou *-* Espero que minhas resenhas futuras agradem também rss
      Bjbj e até mais!!

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  2. esse foi um livro que eu estava com as expectativas lá em cima. achei diferente, bonito mas não foi aquilo tudo sabe.
    achei ela em certos momentos muito egoísta ao ponto de querer "morrer" além de ficar culpando o Adam por estar "viva"

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